domingo, 13 de dezembro de 2015

Ideais

Fala-se em educação como algo pronto ou programado, mas esquecemos que ela é fruto dos conhecimentos e interesses da sociedade do momento. Como tal, a educação sofre transformações alicerçadas nas demandas sociais e nas exigências preparatórias para novos conhecimentos. Apesar das mudanças serem lentas, elas acontecem na medida em que seus ideais são reconhecidos e respeitados.
Mesmo com ideais definidos, propostas inovadoras em educação nem sempre conseguem ser implantadas pela resistência de profissionais em experimentar o novo. Caminhamos para um futuro incerto e diversificado, que exige um educador flexível em suas ideias, mas convicto de sua importância na construção dos valores humanos de seus alunos. É preciso, portanto, que ele esteja sintonizado com as realidades, procurando compreender os efeitos destas mudanças e como ele poderá contribuir na formação destes novos sujeitos da sociedade.

domingo, 6 de dezembro de 2015


 MEU BLOG E EU
Hoje conclui minha síntese reflexiva do semestre. Olhar para trás, imaginar uma linha do tempo com assuntos e questões trabalhadas é um bom exercício de memória. Além do mais, a necessidade de tecer uma teia com as  interdisciplinas nos deixa mais confiantes de que os conteúdos foram significativos. Tem uma frase que escrevi em meu trabalho que diz: "É como se cada interdisciplina fosse um ingrediente, a interdisciplina do Seminário Integrador II seria a receita e nós faríamos o bolo".
Gostaria de destacar, também, o quanto minhas análises registradas neste blog contribuíram para alinhavar meu trabalho, principalmente porque definiram minha trajetória nos estudos. Normalmente, escrevemos aquilo que nos marcou ou que teve maior relevância nos conhecimentos ou questionamentos construídos na semana. Então, fica fácil identificar as principais temáticas discutidas, basta seguir nossos passos no blog.

domingo, 29 de novembro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR
Considerando que o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento da criança, valorizar este ato no processo educativo, oportuniza o uso de todas as suas capacidades e a coloca em contato com o mundo social. Jogos, brinquedos e brincadeiras favorecem a compreensão e a comunicação das crianças, inserindo-as numa realidade multicultural, onde vivem e recriam culturas. 
É através do brincar que as crianças ampliam seus conhecimentos, vivenciam regras, desenvolvem limites e se integram com o grupo, em experiências que podem ser  oportunizadas pela Educação Infantil. Como o brincar tem função socializadora e integradora, é importante que as práticas pedagógicas sejam planejadas visando o aproveitamento deste comportamento que é tão natural e espontâneo na criança.
Ao mesmo tempo, brincar é um ato tão libertador que, o lúdico e a fantasia despertam a imaginação e nos fazem, independentes de sermos crianças ou adultos, indivíduos mais tolerantes e esperançosos com a humanidade.
Analisando o brincar sob outro aspecto, podemos citar Donald Winnicott (1896-1971), um pediatra e psicanalista inglês, que defendia a ideia de que a personalidade de um pessoa é feita através de experiências da infância, onde as brincadeiras também deixavam suas marcas.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MUITO AINDA POR FAZER

Uma das tarefas da interdisciplina "Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica" foi criar, em grupo, um Manifesto dos Educadores e Educadoras do Século XXI. Tínhamos liberdade de escolher o formato de apresentação e optamos por uma poesia. 
Com todo nosso embasamento teórico (leituras e interpretações sobre a escolarização no Brasil), elaborar um Manifesto não seria difícil, mas se tornou um desafio quando projetamos nossas realidades e nos envolvemos como protagonistas, como agentes de mudanças, responsáveis também pela escola que queremos. Ao descrever nossos propósitos, embora de forma poética, nos colocamos não só como professores, mas sobretudo como trabalhadores que buscam a unidade na educação. 
A escola, como instituição é antiga. A escola, como fomento de ideias é revolucionária. A escola, como igualitária, ainda é uma promessa...

Um trecho da poesia do grupo:

"Escola, palco de resistência e construção social,
Uma democracia aprendida que se perpetua pelo emocional.
Relações de aprendizes e educadores, emoções de mentores.
Pensar a nova escola com a esperança do futuro,
Mas com os pés no presente, agregando forças,
Para conscientizar nossa gente."

domingo, 22 de novembro de 2015

Aprendo porque Amo

“Quando se admira o mestre, o coração dá ordens à inteligência para aprender as coisas que o mestre sabe. Saber o que ele sabe passa a ser uma forma de estar com ele.
Aprendo porque amo,
Aprendo porque admiro.”

Rubem Alves


Nas palavras de Rubem Alves (1933 - 2014), grande educador, encontro reflexos de nossas leituras na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia. O mecanismo de transferência é um exemplo.
Como o ato de aprender pressupõe aprender com alguém, a escola é um local riquíssimo para a criança estabelecer relações. Com o desejo de aprender, vêm as descobertas das diferenças e as angústias condicionadas por elas. Professores são objetos de transferência de seus  alunos, ao mesmo tempo em que os alunos são objetos de contratransferência dos professores.
O mecanismo de transferência é inconsciente, motivado pela identificação com relações anteriores na família. O professor representa a autoridade para o aluno e esta relação com a criança se torna especial. Nas relações afetivas, as identificações são positivas e a criança adquire confiança para aprender cada vez mais, confirmando em seu inconsciente
a importância da figura do seu professor para a aprendizagem.
Refletir sobre as relações vivenciadas pelos professores com seus alunos na escola, em especial a de transferência, aumenta a necessidade de nos avaliarmos.
Nossas ações pedagógicas são repletas de intenções. É preciso equilibrar nossas emoções para liberar os caminhos da aprendizagem das crianças. Como dizia Rubem Alves:

"É possível aprender uma coisa de que não se gosta por se gostar da pessoa que a ensina."




sábado, 14 de novembro de 2015

MUITAS IDEIAS, UMA HISTÓRIA


      Ao escrever uma história é preciso, além de imaginação, uma boa organização de ideias para compor a narrativa. A escolha do tema também é importante, pois norteará o enredo ao longo da produção escrita. Levando em conta estes dados, a tarefa se torna um desafio.
     Desafio maior nos propôs a interdisciplina de Seminário Integrador II ao solicitar uma escrita coletiva, onde, em grupo, deveríamos escrever uma história. Claro que inicialmente nós, as alunas, ficamos preocupadas, visto que a dificuldade de elaborar trabalhos em grupo é muito grande, principalmente pela indisponibilidade de encontros para trocar ideias.
   Mas a tarefa aconteceu, foi possível escolher o gênero literário e o grupo foi formado. Seguimos as regras e, diariamente, cada colega se incumbia de tecer o enredo baseado em um romance policial (nossa escolha). Personagens foram criados, mantendo-se a estrutura narrativa com características do gênero (presença de crime, investigação/detetive e da revelação do malfeitor). A cada dia, a expectativa de contar com mais um pedaço da história, fruto das contribuições das colegas, tornou-se um hábito e um “gostinho de quero mais”, pois a curiosidade e as intenções das narrativas foram ficando mais fortes.
   Tarefa concluída, ficou o legado: além da aprendizagem, a experiência nova de conduzir um enredo conjunto que, mesmo com o agravante de ser elaborado a distância, conseguiu ser presencial no imaginário de todas nós.

sábado, 7 de novembro de 2015

O LÚDICO, A ALFABETIZAÇÃO E A INTEGRAÇÃO
As atividades lúdicas proporcionam a integração entre o prazer e o aprender, entre o saber e o fazer. Aproveitar o lúdico (jogos e brincadeiras) na aquisição da linguagem escrita e do conhecimento como um todo, favorece as práticas pedagógicas pois é possível canalizar a energia (o emocional) das crianças em atividades educativas. 

É necessário considerar  o desenvolvimento da criança em meio a suas manifestações culturais, onde ela aprende a se relacionar e conhecer o mundo em que está inserida. 
O jogo, ao mesmo tempo em que fornece informações sobre a criança, facilita sua prática de investigação, colocando-a em situações do cotidiano e interagindo com seu grupo social.

Desta forma, ao utilizarmos o jogo como ferramenta de aprendizagem na alfabetização, oportunizaremos a comunicação, a integração da criança com seus pares e, principalmente, o conhecimento e utilização da linguagem oral e escrita.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O QUE PENSAM AS CRIANÇAS?
           Procurando compreender o mundo a partir da perspectiva da criança, configurou-se na Europa um movimento, a Sociologia da Infância, na década de 1980. A partir daí, novos trabalhos foram feitos com o enfoque na construção social da infância sob um novo paradigma. 
          Ao considerar as crianças como atores sociais e não mais agentes passivos e doutrináveis, o campo da sociologia da infância tem renovado significativamente os conceitos estabelecidos e valorizado as construções feitas pela criança na convivência com os adultos.
             A partir da interatividade, a criança cria, compartilha, negocia e modifica culturas, mesmo estando inserida no mundo dos adultos. Não é mais possível separá-la durante sua formação. Portanto, apesar dos estudos da Sociologia da Infância  serem recentes no Brasil, é necessário considerarmos o ponto de vista da criança na escolha de métodos e práticas educativas, visto que as relações de poder trazem o ponto de vista do adulto e nem sempre reconhecem a criança como indivíduo atuante no mundo contemporâneo.
             A interdisciplina Infância(s) de 0 a 10 anos vem trazer estes questionamentos, onde uma grande incógnita se faz presente: o que a criança pensa dos adultos e das escolas que foram criadas pensando nelas?

domingo, 18 de outubro de 2015


CRIANÇA, PERSPECTIVA DO ADULTO

“A criança continua a viver, depois que cresce, no adulto.” Portanto,  a infância é um período  fundamental para a  constituição dos sujeitos. Desde o nascimento, as crianças experimentam a si próprias e ao entorno, exploram o prazer, os contatos afetivos, vivendo limites e possibilidades. Os adultos servem como referência para a criança e quando ela passa a imitá-los, perpetuam-se as condutas sociais.
Na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia I, foi possível constatar o quanto os estudos do neurologista austríaco Sigmund Freud (1856-1939), abriram caminhos para reconhecer a contribuição da Psicanálise na compreensão do desenvolvimento humano, seja na sua teoria do desenvolvimento psicossexual, seja nos seus estudos sobre a estrutura da personalidade.

sábado, 10 de outubro de 2015


NOVIDADE OU PERMANÊNCIA?

Estamos vivendo condições culturais contemporâneas marcadas pela incerteza e pela ambivalência. Neste caldeirão cultural, a mídia e o consumo prevalecem, compondo novos modos de ser criança e de viver a infância.
As crianças, cada vez mais cedo, são chamadas a participar da vida social de suas famílias. A facilidade de obter informações através das mídias e a tecnologia diversificada, somadas à diminuição da autoridade do adulto compõem a estruturação da infância pós-moderna.


Que tipo de escola responderia aos desejos e necessidades dessa sociedade pós-moderna? A escola, por definição, é um local transformador. Mesmo que a mídia implante valores para o convívio social, é na escola que a criança vai experimentar a construção social das relações humanas e poder vivenciar de forma crítica os processos de identificação. Família e escola precisam estar em sintonia para garantir uma educação significativa nesta época de incertezas, onde o valor da novidade está acima do valor da permanência.


Nos estudos da interdisciplina “Infância(s) de 0 a 10 anos”, mergulhamos na temática Mídia e Consumo e fizemos comparações entre a Modernidade e a Pós- Modernidade. Foi aí que a leitura das ideias do sociólogo polonês  Zygmunt Bauman trouxe uma compreensão maior sobre o nosso período contemporâneo.


domingo, 4 de outubro de 2015


ESCOLA, UMA INSTITUIÇÃO ANTIGA
A leitura do texto “Maquinaria Escolar” de Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria nos faz refletir sobre a escola numa perspectiva histórica. Fornece algumas respostas que explicam o porquê da escola ter este formato atual que tende à continuidade.

A escola é uma obra humana. Uma instituição antiga que serve à sociedade e a sua expressão cultural. É um espaço social com disciplinamento e  controle,  justificado no direito de todos à educação. Só que a homogeneização da organização escolar brasileira produziu regras de conduta e de formação que padronizaram os currículos e a própria estrutura dos espaços escolares. Herdamos as classes enfileiradas, a individualização e a classificação da aprendizagem.
Bil Watterson, O Indispensável de Calvin & Hobbes, Gradiva.
Mudanças acontecem e são necessárias. Mexer no cotidiano burocrático da escola pode ser penoso, pois desestruturará anos de existência. No entanto, uma mudança que reconheça a diversidade e a democratização da sociedade brasileira permitirá novas experiências formativas e aumentará as possibilidades humanas de participação e de escolhas.

domingo, 27 de setembro de 2015

Um mito da Educação :
“A função mais importante da escola é formar cidadãos”

Dimensões extracurriculares são essenciais para inserir os alunos e ensiná-los para a cidadania. Mas não podemos desvalorizar a cultura escolar. Atividades básicas como a alfabetização e o ensino dos conteúdos das disciplinas não podem ficar em segundo plano. É preciso uma articulação na escola para que os professores possam dar conta do currículo e, com a colaboração da comunidade (espaços culturais, associações comunitárias), sejam criadas condições para uma Educação integral.
Para enfatizar esta ideia, a fala do educador português e reitor da Universidade de Lisboa, ANTÓNIO NÓVOA:
“As aprendizagens escolares são uma condição fundamental da cidadania. Ninguém é cidadão, de corpo inteiro, se não conhecer a língua e a história, a matemática e as ciências, a filosofia e as artes”.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

REALIDADES



Em nossos estudos atuais, podemos verificar o quanto o papel do professor é essencial na alfabetização, sobretudo em oportunizar que todas as crianças tenham vivências de comunicação, de informação e de conhecimento. É aqui que me pergunto: Como desencadear este processo de forma eficaz?




Ao mesmo tempo, como tornar significativo algo padrão que muitas vezes não se identifica com o educando? Estas perguntas fazem parte do cotidiano do professor e o tornam um eterno investigador de processos educativos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

SONHOS
            Na interdisciplina Psicologia, estamos envolvidos com o EGO, SUPEREGO e ID, isto é, estamos refletindo o quanto cada instância interfere ou prepondera nas nossas ações e sentimentos. Ao aprofundarmos o estudo sobre nosso  inconsciente, os sonhos aparecem como sinalizadores do nosso “eu” desconhecido.
                
Sempre pensamos nos sonhos como fantasias. Só que nossas fantasias são geradas por nossos desejos, conscientes ou não. Talvez, lá no fundo, nosso inconsciente queira se manifestar e os sonhos também sirvam para isso.
        Tem pessoas que fazem arte a partir do imaginário presente na mente. A artista Kylie Woon, com a ajuda do programa de edição de imagens Photoshop, cria imagens surrealistas (as duas imagens desta postagem) usando elementos reais em composições lúdicas que se assemelham a sonhos. É uma forma de ilustrar o poder do inconsciente.                       

domingo, 20 de setembro de 2015


                                             MEMÓRIAS

Nossas memórias não são apenas informações guardadas. São experiências vividas e registradas conforme nossas impressões, o que as tornam únicas. Imagens, cheiros, sabores, dores e sentimentos. Nosso passado revive em nossas ações diárias sempre que usamos as lembranças como reforço para a compreensão da nossa existência.

Na interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica, tivemos a oportunidade de conhecer o livro “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, escrito por Mem Fox. Livros de literatura infantil sempre me encantam. Este apresenta de forma amorosa para a criança, como cada pessoa guarda as suas memórias e como é cativante compartilhá-las. Outra perspectiva do livro é que ao conviver com os idosos, percebemos o quanto as lembranças constituem o apego às histórias de vida.


“A vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la”.
Gabriel Garcia Marques

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

                O bom da infância é ... a vida!

     Como definir a infância? Ah... é uma fase da vida. Uma etapa de descobertas e de construção de conhecimentos, valores e atitudes. Neste contexto, muitas são as mudanças e as construções diárias que o tempo passa e acabamos perdendo de vista a singularidade destes momentos.
     Então, não é apenas uma fase da vida, cada criança é um ser único e, ao mesmo tempo, um ser universal.
  

            Imagens... Cores... Letras... Números...
        Um amontoado de ideias e de revelações. O quanto isso é relevante para uma criança que, neste emaranhado de símbolos, vai construindo seu mundo de comunicação. 
        Neste semestre, a alfabetização é um dos enfoques de estudo. Estou com grandes expectativas de aprendizagem, principalmente para renovar meu olhar de educadora. Ainda não tenho práticas formais de alfabetização. Portanto, já está na hora de vivenciá-las.

domingo, 30 de agosto de 2015

           APRESENTAÇÃO DO WORKSHOP

Muitas vezes uma imagem diz tudo.
Usei a imagem acima para iniciar minha apresentação no workshop. Através dela demonstrei minhas inquietações sobre como o ato de educar pode tornar-se um ato libertador ou, infelizmente, apenas uma padronização de comportamentos. Percebi que, mesmo nestes anos todos de trabalho, ainda busco novas práticas pedagógicas e continuo me incomodando quando não ocorre uma reflexão crítica sobre estas práticas.

Nossa formação é permanente. Temas como educação, relações sociais e cultura andam juntos e mesclam-se em uma teia de diversidades. É preciso não só reconhecê-los, mas principalmente aceitá-los.


ELABORAÇÃO 
DA SÍNTESE REFLEXIVA

Sintetizar é reduzir. Como reduzir, ou melhor, como condensar informações relevantes sobre todas as reflexões realizadas nas interdisciplinas do primeiro semestre? Neste quebra-cabeças de ideias, busquei no retrato da escola o ponto de partida para descrever a trajetória de aprendizagens, onde as interdisciplinas se complementam e esboçam a função da interdisciplina Seminário Integrador.

A partir daí, toda a fundamentação teórica durante o semestre embasou a construção da minha síntese reflexiva. Na “Corporeidade”, lembro-me muito bem do “O direito à ternura” de Restrepo e da conscientização das emoções. Na interdisciplina “Escola, Cultura e Sociedade”, a apresentação da diversidade cultural e o direito à cultura, reafirmados nos textos de Marilena Chauí me fez repensar minha prática. E, para finalizar, na “Escola, Projeto Pedagógico e Currículo”, entre tantas contribuições, a releitura da “Pedagogia da autonomia” de Paulo Freire foi determinante para definir meu perfil de trabalho.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015


PREPARANDO O WORKSHOP

Dar o primeiro passo em qualquer atividade é sempre difícil. Iniciar a preparação de um workshop, independente do tema, é complicado. Tudo se torna relevante, onde selecionar  ideias e conceitos, entre tantos que contribuíram para nossas aprendizagens, acaba sendo desgastante.
No entanto, tudo que é feito se transforma em aprendizagem. Buscamos a essência deste aprendizado ao relacionarmos as interdisciplinas do curso de Pedagogia e a traduzirmos em uma apresentação. Rever as leituras, organizar as ideias registradas nas tarefas, compor uma trajetória de estudo envolve, além de organização, um planejamento elaborado a partir de um foco de interesses. Todas as interdisciplinas do 1º semestre estão interligadas. Cada uma contribuiu com seu enfoque sobre a educação, refletindo na composição do meu trabalho.
Ideias diferentes, visão globalizada
Não é um trabalho definitivo. É um esboço significativo do que podemos esperar do nosso curso.

quarta-feira, 15 de julho de 2015




Nosso Workshop de Avaliação

Eu, minhas colegas, a Tutora Gi e as Professoras Cíntia e Carmen
       Foi uma noite muito especial. Compartilhar com as colegas e as professoras os relatos preparados nas apresentações foi, no mínimo, emocionante. Durante o semestre, trabalhamos temas como cultura, aprendizagem, projeto político pedagógico, sociedade, corporeidade, diversidade e tantos outros que, no final, todas falavam a mesma linguagem, a da educação.
      Agradeço ao grupo, às tutoras, aos professores e em especial à Professora Cíntia que, além de nos acolher de forma generosa, desacomodou a emoção e a razão presente em cada um de nós. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

                       Conhecer...  e   Viver!
                                      
 
Somos movidos por nossas percepções e sensações. Nossos sentidos recebem e transmitem informações através do nosso corpo e nos fazem reconstruir aprendizagens passadas dando um nova roupagem aos nossos conhecimentos. O envolvimento é fundamental. Atenção, curiosidade e predisposição necessitam caminhar juntas, para fortalecer nossas experiências e tornar a corporeidade consciente na concretização da aprendizagem.
       Na escola, um emaranhado de relações humanas ocorre intensamente. Alunos, professores, funcionários, todos com tarefas, propostas e planejamentos a serem cumpridos. Em meio a isso tudo, a vida acontece e exige que as emoções, os sentidos e as memórias vividas por cada um achem seu lugar e participem da construção de sua aprendizagem.


       A Educação é um processo

      A realidade em que vivemos é complexa. Para compreendê-la, buscamos práticas que situem os alunos e que os façam atuar neste contexto. Como professores, pesquisamos, planejamos e usamos métodos educativos para atender a demanda da escola. Mas até que ponto somos autores destas práticas, quando muitas vezes apenas reproduzimos e seguimos uma receita pronta de uma aula programada?
       Pensando nisto, segue uma frase do filósofo e pedagogo norte-americano John Dewey: “Educação não é uma questão de falar e ouvir, mas um processo ativo e construtivo.”

      Então, enquanto tivermos dúvidas e procurarmos respostas, estamos no caminho certo...

                                       

segunda-feira, 13 de julho de 2015



            Quando organizamos um conjunto de trabalhos realizados pelo aluno durante um certo período, como o ano letivo, por exemplo, estaremos demonstrando a trajetória de sua aprendizagem. 
         A partir de critérios qualitativos de escolha, com a participação do aluno, essa coleção de produções (Portfólio de Aprendizagem) pode se transformar em um instrumento concreto de avaliação.





Experimentando...

     Como educadora, percebo o quanto o ato de ensinar vem carregado de intenções, sejam elas fruto de nossa formação ou de convicções estabelecidas pela experiência diária com as mudanças. Sobre elas, a frase acima, de Paulo Freire, nos faz refletir quando, na gangorra das relações, paciência e impaciência vão se equilibrando e nos movendo para as mudanças!


sábado, 4 de julho de 2015

Cultura digital é tema de debate em Paris




“Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos, mas o que modifica o jeito de olhar e de ouvir.”     
               José Paulo Paes
                                         
         Falar em cultura é falar em diversidade. Nesses últimos anos, muito se tem discutido sobre incluir e adaptar diferenças, valorizar e integrar a todos em uma escola igualitária.  A aceitação do multiculturalismo, principalmente na escola, constitui uma estratégia para lidar com as diferenças e promover nos estudantes, o desenvolvimento de habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para atuar em qualquer meio social.
      A partir das leituras direcionadas pelo curso de Pedagogia, principalmente no enfoque “escola e sociedade” foi possível contextualizar melhor as estratégias adotadas pela escola onde trabalho, procurando atender  às demandas da comunidade onde está inserida. O embasamento teórico é muito importante, pois nos dá alicerce para concretizar nossas ações, principalmente porque nos faz repensar as funções do processo educacional.
        Não dá para viver alheio às novidades, nem isolado das transformações da sociedade. É preciso se apropriar de novas ideias, novas intenções, novos questionamentos... É preciso um novo jeito de olhar,  ouvir, sentir...

segunda-feira, 22 de junho de 2015


                                                       A cultura é universal
Das leituras propostas nas últimas semanas, fiquei impressionada com o texto “Cultura e Democracia” de Marilena Chauí. Já realizei outras leituras desta autora, mas este tema, pela argumentação simples e ao mesmo tempo profunda, me sensibilizou.
Quero destacar a frase da autora “Graças aos direitos, as desigualdades conquistam a igualdade...” para fazer meus comentários. A palavra “direitos” por si só vem carregada de um poder social. Até que ponto praticamos a democracia levando em consideração a verdadeira igualdade dos cidadãos perante a lei?
Outra frase marcante: “A democracia não é um regime de consenso, mas do trabalho dos e sobre os conflitos.” É a busca dos direitos (econômicos, sociais, políticos e culturais) , ao lidar com os conflitos, numa cultura de cidadania que só se concretiza quando houver democracia.

Todo cidadão tem direitos. A sociedade evolui e novos direitos são criados, principalmente porque a cultura não é privilégio de ninguém, assim como o próprio direito, ela é universal.

"Democracia serve para todos ou não serve para nada"
                                                                                 Betinho

terça-feira, 9 de junho de 2015



Aprendendo a ter um olhar Multicultural
A experiência de trabalhar em escola é muito rica. Nos envolvemos com uma comunidade diversificada,impregnada de culturas diferentes, mas que se somam na formação do cidadão. As leituras e pesquisas abordadas pela interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, me fizeram repensar sobre a função da escola neste mundo multicultural e sobre velhas práticas e novas metodologias que competem na busca de um equilíbrio de quem anseia por mudanças na sociedade.
Quanto mais buscamos respostas, mais encontramos perguntas. No entanto, avançamos no conhecimento do ser humano, na valorização das relações humanas e no respeito às diferenças. O que falta é uma conscientização verdadeira da responsabilidade social inerente a cada um de nós. Sempre é possível fazer mais. Sempre é possível fazer diferente.
Há alguns anos, em outra escola que trabalhei, realizamos um trabalho interdisciplinar com alunos do Ensino Médio referente ao filme “Quanto vale ou é por quilo?”. Na época, o professor de Sociologia e História procurou sensibilizar os alunos quanto ao reconhecimento da discriminação racial, indo além, provocando debates sobre as desigualdades sociais e motivando seus colegas a incluírem em suas práticas pedagógicas a reflexão sobre reconhecimento e aceitação do outro. Uma ideia, uma discussão, várias ações e algumas transformações nos alunos. A semente foi plantada, isto que importa.

Hoje, revendo o filme, é possível comparar experiências e avaliar o quanto um olhar novo pode complementar um planejamento e indicar novos caminhos de atuação. O professor tem um material riquíssimo nas mãos: juventude, sonhos, ideais, anseios, dúvidas e esperanças de seus alunos. Convive diariamente com relações de poder, discriminações e diversidades culturais. Estar engajado é uma luta diária, mas que, ao nos fazer conhecer a realidade, nos socializa e nos faz parte de um todo, do verdadeiro sentido da vida que é “aprender sempre”.

















Um exemplo singelo de que é possível sonhar...
Mural de alunos da 1ª série da EMEF Albino Dias de Melo homenageando o dia da Educação (28 de abril).

domingo, 7 de junho de 2015

Impressões  sobre o Retrato da Escola
      Por mais que conheçamos o nosso local de trabalho, quando nos pedem uma  descrição do mesmo ou um olhar mais profundo do seu cotidiano, a tarefa se torna difícil. Por que? Talvez por estarmos envolvidos de tal forma que nunca estamos satisfeitos com o resultado.
     No entanto, superadas as dificuldades iniciais, tracei minhas metas. Fiz algumas fotos para montar um esboço, conversei com alunos e profissionais da escola, consultei registros de anos anteriores, busquei acervos de fotos e juntei tudo para repensar. Fui registrando, também, no diário de bordo no pbworks e acompanhando os trabalhos das colegas, cujos exemplos me auxiliaram na definição do meu material. Aí bateu a insegurança, pois tudo era importante e deveria ser mostrado. Precisava, então, encontrar um foco para tornar a narrativa digital mais significativa, com elementos concretos da realidade da escola e seu entorno.
      Sempre pesquisei sobre aprendizagem e avaliação. Então ficou fácil e interessante desenvolver a narrativa baseada no tema aprendizagem, principalmente porque acredito que ela é um processo contínuo e que a nossa evolução depende dela.

      Pronto. Depois de dois meses, consegui organizar tudo e montar um power point, pois já tinha prática com este recurso. Só que estava na hora de aprender algo novo. Resolvi montar um novo retrato da escola, mas usando o movie maker. Após várias tentativas, aprendi a usar o novo recurso e finalizei a minha narrativa digital. Gostei muito do resultado, principalmente pelo desafio de aprender novos métodos e processos. É assim que educamos, dando exemplos!

                                           

sábado, 23 de maio de 2015

Narrativa Digital



        Cada olhar traz uma intenção. Ao registrarmos nossas intenções, colocamos aquilo no qual acreditamos. Desta forma, acredito na escola não como uma simples instituição pela qual todos passamos, mas como um local de transformações e de crescimentos.
     A escola retratada acima, EMEF Albino Dias de Melo, me fez olhar e registrar minhas intenções. Por esta trajetória percebi o quanto eu também cresci neste processo. O fato de construir uma narrativa digital foi, para mim, uma grande aprendizagem!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Minha história de vida


         Como professora, acredito que segui minha vocação. Desde criança, sempre gostei de ajudar meus colegas nas tarefas e de buscar conhecimentos novos. Venho de uma família de professoras, onde minhas quatro irmãs seguem a mesma profissão. Minha mãe também era professora, o que, com certeza, influenciou nossas experiências. Cursei Ciências e Biologia na PUCRS e logo comecei a lecionar em uma escola particular. No começo, muita insegurança da minha parte, mas a vontade de aprender e acertar foram mais fortes. Fui assumindo mais turmas, adquirindo experiências e me destacando nos projetos desta escola. Com o tempo, percebi que a acomodação é o maior entrave para a carreira de um professor. Busquei renovação através de cursos de capacitação, troca de experiências com colegas e muita leitura, aliás, meu maior prazer.
Constatei, após alguns  anos, que o meu inconformismo gerou novas práticas, e passei, na época, a investir no desenvolvimento de competências com meus alunos. Era um período de implantação da interdisciplinaridade nas escolas, o que me motivou a cursar especialização em Educação Psicomotora e logo depois Supervisão Educacional. Foi um novo período na minha carreira, onde, mesmo sendo supervisora, não abandonei totalmente a sala de aula.
Em 2010, me aposentei na rede particular de ensino, mas mantive meu vínculo com a rede pública. Resolvi me aventurar na carreira buscando novas aprendizagens. Comecei a lecionar em uma escola municipal de ensino fundamental na zona rural de Gravataí, município onde moro. Foi como se estivesse iniciando a carreira novamente, cheia de motivação, empolgada pelo meu diferencial: muita experiência na bagagem. Participei da construção do Projeto político Pedagógico da escola, desenvolvi projetos interdisciplinares e aprendi a conhecer a cultura da comunidade escolar. Direcionei meu trabalho, independente dos conteúdos ministrados, ao desenvolvimento de habilidades com os alunos, alicerce para a construção dos conhecimentos.
Hoje, aos 52 anos, olho para trás e vejo a evolução por qual passei no meu trabalho: da pilha de livros conteudistas ao universo diversificado da internet, ou, da folha mimeografada ao livro digital. E é esta vontade de aprender sempre que me fez aceitar dois novos desafios: assumir a direção na minha escola este ano e cursar Pedagogia na UFRGS. Que venham novos tempos!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Minha escola

    Sou professora e atuo na EMEF Albino Dias de Melo, em Gravataí - RS. 
   Atualmente, exerço a função de Diretora nesta Escola.

   Esta é a minha Escola:

     No coração do Morro Agudo, a escola é um centro de referência para a comunidade e local de encontros culturais e sociais.

     Refletindo...
     A vida também é uma escola. E a escola, também nos faz ter vida?