Observando
o cotidiano escolar, percebemos que diariamente, nós, professores,
estabelecemos uma convivência com os alunos que constituirá uma formação de
valores e permitirá uma aprendizagem de atitudes e uma reflexão sobre suas
escolhas. Mas é necessário ampliarmos nosso olhar e avaliar também os outros
espaços de convivência dos alunos. Nas palavras de Cortella (2015, p.19):
Até porque o mundo
intraescolar e o mundo extraescolar não são universos estanques ou separados.
Em termos de formação, o aluno carrega o que aprende nos ambientes que
frequenta. Toda instituição social (família, escola, mídia, empresas, igrejas
etc.) tem uma ação que é simultaneamente inovadora e conservadora; em outras
palavras, conserva condutas e valores e, ao mesmo tempo, é capaz de inovar
atitudes e percepções. É exatamente esse movimento que evita rupturas bruscas
na nossa convivência, sem deixar de alterar essa mesma convivência. (CORTELLA,
2015, p.19).
Assim,
somos o resultado de nossas vivências e convivências. Escola e todos os espaços
sociais contribuem para a formação, informação e reflexão sobre nossas condutas
que carecem de mudanças para acompanhar este mundo tão diversificado. Mudanças
que acrescentam tolerância e esperança, mas que conservam a dignidade de sermos
humanos e eternos aprendizes de uma vida melhor para todos.
REFERÊNCIAS:
Cortella,
Mario Sergio. Educação, convivência e
ética – audácia e esperança. São Paulo: Cortez Editora, 2015.
