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| APRENDEMOS COM NOSSAS EXPERIÊNCIAS |
Como a escrita em um blog é
um requisito do curso de Pedagogia, esta tarefa já está consolidada em nossas
reflexões. Escrever é um ato criativo, onde o pensar sobre algo exige uma
interpretação. Sendo assim, quando revisitamos nossas postagens, acabamos
fazendo novas interpretações, visto que o tempo passa e novas aprendizagens vão
se instalando em nossa organização profissional.
Nesta incursão pelo
Portfólio de Aprendizagens, minha postagem Aprender
a Pensar reflete bem a importância do pensamento, além de
sinalizar uma prática questionadora por parte do professor. Volto, então, a
refletir sobre a necessidade de flexibilizar os métodos aplicados nas aulas,
principalmente atendendo a uma contextualização que permite a construção de
significados pelos alunos.
No entanto, nunca estaremos
prontos, nem como indivíduos, nem como profissionais. A aprendizagem é
constante, o que nos faz observadores e agentes ativos dos processos educativos
que interagimos. Desta forma, trago para a reflexão também a influência da
socialização na metodologia aplicada em sala de aula. Conforme Rey (2011,
p.60):
A
ideia do sujeito que aprende se apoia num aluno que participa do aprender e em
configurações subjetivas que o comprometem nesse processo, que se facilita com
a emergência de um sujeito relacional. Essa relação não é com um "outro”, mas com muitos outros, de forma
simultânea, com um contexto social dinâmico e participativo, em que se geram
dinâmicas múltiplas e simultâneas com grande capacidade de reorganização no
próprio contexto em que a atividade acontece. (REY, 2011, p.60).
Com o enfoque acima, a sala
de aula se torna um espaço aberto, sujeito a questionamentos e interações. A
participação de cada um é um elo na construção do conhecimento coletivo, ao
mesmo tempo em que o conhecimento individual se estabelece. O pensar, nesta
perspectiva, é objeto e ação, percorrendo o desenvolvimento das habilidades dos
alunos.
Nessa lógica, aprendemos com as nossas experiências, inclusive as coletivas. No grupo nos identificamos e exploramos nossas habilidades, tornando esta metodologia essencial para que as nossas aulas atendam às necessidades da realidade dos alunos e os inclua em todas as etapas do processo de aprendizagem. Este é, talvez, o maior compromisso do professor, visto que seu planejamento
e flexibilidade é que ditará as regras do jogo, ou melhor, é seu olhar de
educador que irá tornar o processo efetivo, alternando estratégias para manter a sala de aula um espaço produtivo e acolhedor.
REFERÊNCIAS:
REY, Fernando L. González. Os
aspectos subjetivos no desenvolvimento de crianças com necessidades especiais.
In: MARTINEZ, A. M.; TACCA, M. C. V. R. (org.) Possibilidades de aprendizagem. Campinas, SP: Editora Alínea, 2011.
https://aviagemdosargonautas.net/2013/07/26/educadores-sociais-nas-escolas-por-clara-castilho/
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