domingo, 31 de março de 2019

APRENDEMOS COM NOSSAS EXPERIÊNCIAS



Como a escrita em um blog é um requisito do curso de Pedagogia, esta tarefa já está consolidada em nossas reflexões. Escrever é um ato criativo, onde o pensar sobre algo exige uma interpretação. Sendo assim, quando revisitamos nossas postagens, acabamos fazendo novas interpretações, visto que o tempo passa e novas aprendizagens vão se instalando em nossa organização profissional.

Nesta incursão pelo Portfólio de Aprendizagens, minha postagem Aprender a Pensar   reflete bem a importância do pensamento, além de sinalizar uma prática questionadora por parte do professor. Volto, então, a refletir sobre a necessidade de flexibilizar os métodos aplicados nas aulas, principalmente atendendo a uma contextualização que permite a construção de significados pelos alunos.

No entanto, nunca estaremos prontos, nem como indivíduos, nem como profissionais. A aprendizagem é constante, o que nos faz observadores e agentes ativos dos processos educativos que interagimos. Desta forma, trago para a reflexão também a influência da socialização na metodologia aplicada em sala de aula. Conforme Rey (2011, p.60):

A ideia do sujeito que aprende se apoia num aluno que participa do aprender e em configurações subjetivas que o comprometem nesse processo, que se facilita com a emergência de um sujeito relacional. Essa relação não é com um "outro”, mas com muitos outros, de forma simultânea, com um contexto social dinâmico e participativo, em que se geram dinâmicas múltiplas e simultâneas com grande capacidade de reorganização no próprio contexto em que a atividade acontece. (REY, 2011, p.60).

Com o enfoque acima, a sala de aula se torna um espaço aberto, sujeito a questionamentos e interações. A participação de cada um é um elo na construção do conhecimento coletivo, ao mesmo tempo em que o conhecimento individual se estabelece. O pensar, nesta perspectiva, é objeto e ação, percorrendo o desenvolvimento das habilidades dos alunos. 

Nessa lógica, aprendemos com as nossas experiências, inclusive as coletivas. No grupo nos identificamos e exploramos nossas habilidades, tornando esta metodologia essencial para que as nossas aulas atendam às necessidades da realidade dos alunos e os inclua em todas as etapas do processo de aprendizagem. Este é, talvez, o maior compromisso do professor, visto que seu planejamento e flexibilidade é que ditará as regras do jogo, ou melhor, é seu olhar de educador que irá tornar o processo efetivo, alternando estratégias para manter a sala de aula um espaço produtivo e acolhedor.


REFERÊNCIAS:

REY, Fernando L. González. Os aspectos subjetivos no desenvolvimento de crianças com necessidades especiais. In: MARTINEZ, A. M.; TACCA, M. C. V. R. (org.) Possibilidades de aprendizagem. Campinas, SP: Editora Alínea, 2011. 

domingo, 24 de março de 2019


REFLEXÕES


Retornando com minhas reflexões no portfólio, agora em 2019, percebo que toda a caminhada de estudos e de práticas culminaram em um perfil que vai além de um estereótipo que compõe a formação de um professor. Como é o último semestre do curso de pedagogia, a responsabilidade de um fechamento conclusivo é toda minha, o que me impulsiona a dialogar profundamente com minhas aprendizagens.

Ser aluna do PEAD proporcionou desafios e novas experiências, sobretudo na compreensão da Educação de Jovens e Adultos durante meu estágio, tanto nos processos educativos escolares quanto nos não escolares. Então, chegar ao final do curso, inevitavelmente, nos direciona para uma retrospectiva, um olhar para as vivências pedagógicas do curso e para as práticas desenvolvidas a partir de nossos planejamentos.

Em qualquer modalidade de ensino, ser professor exige técnica e sensibilidade para interagir e também aprender. Vivemos em uma sociedade carregada de mudanças, onde a escola é ao mesmo tempo um espaço e um caminho para novas aprendizagens. Fazer parte deste processo torna o professor um agente de transformação na medida em que supera seus próprios preconceitos ao permitir que seus alunos também ingressem nos processos de mudanças ao construírem novos conhecimentos.

Sendo assim, precisamos acreditar na educação como um espaço de desenvolvimento de potencialidades humanas, muito evidenciado nas práticas da EJA que visam superar a exclusão, bem como nas palavras de Brandão (2002, p. 168): “O mundo em que vivemos pode e deve ser transformado continuamente em algo melhor, mais justo e mais humano.”

REFERÊNCIAS:

BRANDÃO, C. R. A educação popular 40 anos depois. In: BRANDÃO, C. R. Educação popular na escola cidadã. Petrópolis: Vozes, 2002.