sábado, 25 de junho de 2016


MÚSICA É VIDA!

Música é um espaço de expressão e de sentimento, seja num brincar de roda, cantar ou bater palmas em ritmo de uma criança, ou numa melodia tocada em um instrumento musical por um adulto. Música é vida, é emoção e prazer. E quanto mais estudarmos a linguagem musical, mais próximos estaremos da diversidade de significados que compõem a nossa cultura. Nas palavras de Maffioletti (1998):
“No contato com a música, a criança precisa aprender que um som pode se combinar com outro som, mas principalmente, aprender que é possível imprimir significado aos sons. É isso que fará dela um ser humano capaz de compreender os sons de sua cultura e de se fazer entender pelo uso deliberado dessas aprendizagens nas trocas sociais.” (MAFFIOLETTI, 1998, pp 117-118)
Conviver com os sons faz parte do nosso cotidiano. Apreciá-los nos torna bons ouvintes e, ao mesmo tempo, nos faz aprendizes quando nos colocamos em experiências diárias com a música. Então, nos deparamos nas aulas da interdisciplina de Música na Escola com várias situações, dentre elas, o prazer de ouvir e/ou produzir a música como arte e a valorização da função social da música dentro da educação.
Encontramos essa prática musical difundida na Educação Infantil, onde a canção e a improvisação musical são muito valorizadas. Assim, o universo da criança fica mais rico, com os estímulos dos sons e sua forma de ressignificar a cultura do mundo. No entanto, ainda há muito a fazer para que as escolas reconheçam a importância da educação musical no desenvolvimento da criança, inclusive na formação continuada de qualquer ser humano.

REFERÊNCIA:
MAFFIOLETTI, Leda de A. ‘Práticas Musicais na Educação Infantil’. In CRAIDY, Carmen e KAERCHER, Gládis (org) Educação Infantil: Pr’a que te quero? Porto Alegre: UFRGS/Gov do Estado RS, 1998. pp 117-118.

sábado, 18 de junho de 2016

BRINCANDO COM O OUTRO


Os jogos são instrumentos de aprendizagem e socialização. Em cada período de desenvolvimento do indivíduo, o jogo cumprirá seu papel formador, seja numa brincadeira de repetição (jogos de exercício), ou quando o jogo é simbólico (faz de conta, por exemplo).  Pensamento e raciocínio podem ser estimulados na construção de hipóteses. Assim, o jogo desenvolve habilidades ao longo do desenvolvimento das estruturas mentais da criança, onde a brincadeira a ajuda a se posicionar no mundo.

Mais além, quando jogos de regras fizerem parte do contexto, a construção da cooperação favorecerá a socialização da criança.  Da imitação de ações das regras impostas surge a cooperação real a partir da compreensão da regra racional, do respeito ao outro que é instituído. As relações no grupo ficam melhores e diversificadas, onde a criança se reconhece e se prontifica a participar, não só por diversão, mas por inclusão em uma realidade desejada. Nas palavras de Almeida (2004):

“Quando o indivíduo é uma criança, a sua capacidade de interação é muito pequena e o tempo que dedica à exploração do objeto lúdico também. Na medida em que cresce, o ser humano se desenvolve emocional e cognitivamente, e assim ele começa a incluir outras pessoas em seus jogos e brincadeiras. Neste sentido, ele começa a brincar com o outro e não mais consigo mesmo ou ao lado do outro.” (ALMEIDA, 2004, p.17)

Então, a brincadeira diverte, socializa e capacita para várias funções do desenvolvimento da criança. Usar o lúdico dentro das propostas educacionais amplia as oportunidades de experimentação e questionamentos dos alunos, onde as brincadeiras trazem regras que vão se encaixando aos poucos em um mundo onde eles estão inseridos. Portanto, o jogo é um recurso multifacetado, onde podemos extrair propostas de aprendizagem conforme a intenção dada para sua escolha, aproveitando sua essência, na busca de um crescimento cognitivo e social da criança.


REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Marcos Teodorico Pinheiro de. Jogos divertidos e brinquedos criativos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.


sexta-feira, 10 de junho de 2016


A partir dos estudos da interdisciplina LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), tenho feito muitas reflexões em relação ao papel da comunicação na vida das pessoas, incluindo a percepção de que em nossa cultura temos muitos padrões e que costumamos não revisá-los. É o caso de uma pessoa surda ser vista apenas pelo lado da deficiência auditiva e não pelo conjunto de suas capacidades.

Como é gratificante conhecer as possibilidades desenvolvidas por pessoas, onde as dificuldades de adaptação não as impedem de ampliar suas capacidades. Um exemplo disto é a forma de se comunicar no grupo. Como os ouvintes, as pessoas surdas também fazem uso da comunicação para realizar suas experiências com o ambiente e com os demais, expressando sua identidade e posicionamento no mundo. Esta comunicação (língua de sinais) apropriada para os surdos, também pode ser utilizada por não-surdos, pois a linguagem visual favorece a compreensão e não é restrita apenas a quem não é ouvinte.

Através da língua de sinais, as pessoas surdas podem se expressar e desenvolver suas capacidades, como qualquer aprendente da cultura e da vida em sociedade. É importante que, antes do foco nas deficiências, sejam reconhecidas as oportunidades necessárias para que todos possam pensar e crescer. Daí a necessidade da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, em legitimar a Língua Brasileira de Sinais como um mecanismo de comunicação e, na realidade de uma cidadania para todos, oportunizar a construção da identidade da comunidade surda.

Portanto, a convivência é o maior legado da humanidade. O ser humano busca, através de alguma forma de expressão, fazer parte de um grupo e ser reconhecido por ele. Quando uma língua, no caso a de sinais, permite que mais gente seja inserida e valorizada neste contexto, é um ganho para toda a sociedade.


REFERÊNCIAS:

http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/20513/educacao-de-surdos-um-olhar-sobre-a-lei-n-10436-de-24-de-abril-de-2002

https://librasdiaria.files.wordpress.com/2014/06/libras-logo.jpg

domingo, 5 de junho de 2016


Música e Conhecimento



“Se, em determinada cultura, a música for uma das grandes disciplinas do saber humano, o valor da educação musical também será alto, em pé de igualdade com o de outros campos do conhecimento. Se, porém, não houver esse reconhecimento, sua posição em relação às demais áreas será, também, marginal. Esta é a questão crucial com que se depara hoje no Brasil: o resgate do valor da música perante a sociedade, único modo de recolocá-la no processo educacional.” (FONTERRADA, 2008)


A escola vive o conhecimento, mas não consegue abranger concretamente todas as áreas. A arte tem um lugar especial, mas a música, uma de suas formas de expressão, acaba perdida em atividades lúdicas ou de sensibilização que mascaram seu caráter de conhecimento constituído ao longo da história.

Normalmente, a comunidade escolar tem um referencial musical determinado pelos meios de comunicação, onde a música é entretenimento, valorizando-se muito pouco os hábitos de escuta e prática musical. A escola brasileira, que poderia estimular a cultura musical através de um processo educativo, foi gradativamente diminuindo o caráter disciplinar da música até, ao final dos anos 90, trazer esta discussão para uma nova maneira de enfocar o ensino das artes, contemplado na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (PCNs de 1998).

Novos rumos, então, surgiram para a educação musical no Brasil. É claro que muitos debates ainda são necessários para o reconhecimento da prática da música como componente pedagógico, assim como novas alternativas irão surgir para atender às demandas deste mundo sistêmico que reflete nas escolas as suas mudanças.

Neste contexto, ao respeitarmos o valor da música na educação, revisaremos métodos tradicionais e lineares, optando por uma rede de operações na escola, onde a informação é repensada em sua multiplicidade e a arte contemplada em todas as suas vertentes.


REFERÊNCIAS: