quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O QUE PENSAM AS CRIANÇAS?
           Procurando compreender o mundo a partir da perspectiva da criança, configurou-se na Europa um movimento, a Sociologia da Infância, na década de 1980. A partir daí, novos trabalhos foram feitos com o enfoque na construção social da infância sob um novo paradigma. 
          Ao considerar as crianças como atores sociais e não mais agentes passivos e doutrináveis, o campo da sociologia da infância tem renovado significativamente os conceitos estabelecidos e valorizado as construções feitas pela criança na convivência com os adultos.
             A partir da interatividade, a criança cria, compartilha, negocia e modifica culturas, mesmo estando inserida no mundo dos adultos. Não é mais possível separá-la durante sua formação. Portanto, apesar dos estudos da Sociologia da Infância  serem recentes no Brasil, é necessário considerarmos o ponto de vista da criança na escolha de métodos e práticas educativas, visto que as relações de poder trazem o ponto de vista do adulto e nem sempre reconhecem a criança como indivíduo atuante no mundo contemporâneo.
             A interdisciplina Infância(s) de 0 a 10 anos vem trazer estes questionamentos, onde uma grande incógnita se faz presente: o que a criança pensa dos adultos e das escolas que foram criadas pensando nelas?

domingo, 18 de outubro de 2015


CRIANÇA, PERSPECTIVA DO ADULTO

“A criança continua a viver, depois que cresce, no adulto.” Portanto,  a infância é um período  fundamental para a  constituição dos sujeitos. Desde o nascimento, as crianças experimentam a si próprias e ao entorno, exploram o prazer, os contatos afetivos, vivendo limites e possibilidades. Os adultos servem como referência para a criança e quando ela passa a imitá-los, perpetuam-se as condutas sociais.
Na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia I, foi possível constatar o quanto os estudos do neurologista austríaco Sigmund Freud (1856-1939), abriram caminhos para reconhecer a contribuição da Psicanálise na compreensão do desenvolvimento humano, seja na sua teoria do desenvolvimento psicossexual, seja nos seus estudos sobre a estrutura da personalidade.

sábado, 10 de outubro de 2015


NOVIDADE OU PERMANÊNCIA?

Estamos vivendo condições culturais contemporâneas marcadas pela incerteza e pela ambivalência. Neste caldeirão cultural, a mídia e o consumo prevalecem, compondo novos modos de ser criança e de viver a infância.
As crianças, cada vez mais cedo, são chamadas a participar da vida social de suas famílias. A facilidade de obter informações através das mídias e a tecnologia diversificada, somadas à diminuição da autoridade do adulto compõem a estruturação da infância pós-moderna.


Que tipo de escola responderia aos desejos e necessidades dessa sociedade pós-moderna? A escola, por definição, é um local transformador. Mesmo que a mídia implante valores para o convívio social, é na escola que a criança vai experimentar a construção social das relações humanas e poder vivenciar de forma crítica os processos de identificação. Família e escola precisam estar em sintonia para garantir uma educação significativa nesta época de incertezas, onde o valor da novidade está acima do valor da permanência.


Nos estudos da interdisciplina “Infância(s) de 0 a 10 anos”, mergulhamos na temática Mídia e Consumo e fizemos comparações entre a Modernidade e a Pós- Modernidade. Foi aí que a leitura das ideias do sociólogo polonês  Zygmunt Bauman trouxe uma compreensão maior sobre o nosso período contemporâneo.


domingo, 4 de outubro de 2015


ESCOLA, UMA INSTITUIÇÃO ANTIGA
A leitura do texto “Maquinaria Escolar” de Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria nos faz refletir sobre a escola numa perspectiva histórica. Fornece algumas respostas que explicam o porquê da escola ter este formato atual que tende à continuidade.

A escola é uma obra humana. Uma instituição antiga que serve à sociedade e a sua expressão cultural. É um espaço social com disciplinamento e  controle,  justificado no direito de todos à educação. Só que a homogeneização da organização escolar brasileira produziu regras de conduta e de formação que padronizaram os currículos e a própria estrutura dos espaços escolares. Herdamos as classes enfileiradas, a individualização e a classificação da aprendizagem.
Bil Watterson, O Indispensável de Calvin & Hobbes, Gradiva.
Mudanças acontecem e são necessárias. Mexer no cotidiano burocrático da escola pode ser penoso, pois desestruturará anos de existência. No entanto, uma mudança que reconheça a diversidade e a democratização da sociedade brasileira permitirá novas experiências formativas e aumentará as possibilidades humanas de participação e de escolhas.