O QUE PENSAM AS CRIANÇAS?
Procurando compreender o mundo a partir da perspectiva da criança,
configurou-se na Europa um movimento, a Sociologia da Infância, na década de
1980. A partir daí, novos trabalhos foram feitos com o enfoque na construção
social da infância sob um novo paradigma.
Ao considerar as crianças como atores sociais e não mais agentes passivos e doutrináveis, o campo da sociologia da infância tem renovado significativamente os conceitos estabelecidos e valorizado as construções feitas pela criança na convivência com os adultos.
A partir da interatividade, a criança cria, compartilha, negocia e modifica culturas, mesmo estando inserida no mundo dos adultos. Não é mais possível separá-la durante sua formação. Portanto, apesar dos estudos da Sociologia da Infância serem recentes no Brasil, é necessário considerarmos o ponto de vista da criança na escolha de métodos e práticas educativas, visto que as relações de poder trazem o ponto de vista do adulto e nem sempre reconhecem a criança como indivíduo atuante no mundo contemporâneo.
A partir da interatividade, a criança cria, compartilha, negocia e modifica culturas, mesmo estando inserida no mundo dos adultos. Não é mais possível separá-la durante sua formação. Portanto, apesar dos estudos da Sociologia da Infância serem recentes no Brasil, é necessário considerarmos o ponto de vista da criança na escolha de métodos e práticas educativas, visto que as relações de poder trazem o ponto de vista do adulto e nem sempre reconhecem a criança como indivíduo atuante no mundo contemporâneo.
A interdisciplina Infância(s)
de 0 a 10 anos vem trazer estes questionamentos, onde uma grande incógnita
se faz presente: o que a criança pensa dos adultos e das escolas que foram
criadas pensando nelas?





