Valorizar a educação passa
por reconhecer a importância das relações humanas na escola. Acima dos saberes,
das habilidades e competências, estão os seres humanos, aprendendo a ser no
convívio diário. No diálogo das gerações, a escola vai se mantendo como espaço
cultural, construindo a cidadania nas práticas sociais e promovendo a
construção do conhecimento ao dar significado às informações.
Aprendemos a sermos humanos
nas relações com outros seres humanos, convivendo e socializando símbolos e
celebrações. Nas palavras de Arroyo (2000, p. 54):
Daí que a escola é um
processo programado de ensino aprendizagem, mas não apenas porque cada mestre
esperado na sala de aula chegará para passar matéria, mas porque é um
tempo-espaço programado do encontro de gerações. De um lado, adultos que vêm se
fazendo humanos, aprendendo essa difícil arte, de outro lado, as jovens
gerações que querem aprender a ser, a imitar os semelhantes. Receber seus
aprendizados. Os aprendizados e as ferramentas da cultura. (ARROYO,2000, p.54).
Desta forma, ser professor vai
além da função de ensinar. Envolve um aprendizado constante que se renova no
convívio com seus alunos e que vai encontrando seu lugar social. É, portanto, um ofício motivador, pois o mestre se constrói a partir das relações humanas e se perpetua nas ideias renovadoras das suas aulas.
REFERÊNCIAS:
ARROYO, Miguel G. Ofício de Mestre: imagens e autoimagens.
Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000.
