segunda-feira, 2 de janeiro de 2017


Valorizar a educação passa por reconhecer a importância das relações humanas na escola. Acima dos saberes, das habilidades e competências, estão os seres humanos, aprendendo a ser no convívio diário. No diálogo das gerações, a escola vai se mantendo como espaço cultural, construindo a cidadania nas práticas sociais e promovendo a construção do conhecimento ao dar significado às informações.
Aprendemos a sermos humanos nas relações com outros seres humanos, convivendo e socializando símbolos e celebrações. Nas palavras de Arroyo (2000, p. 54):

Daí que a escola é um processo programado de ensino aprendizagem, mas não apenas porque cada mestre esperado na sala de aula chegará para passar matéria, mas porque é um tempo-espaço programado do encontro de gerações. De um lado, adultos que vêm se fazendo humanos, aprendendo essa difícil arte, de outro lado, as jovens gerações que querem aprender a ser, a imitar os semelhantes. Receber seus aprendizados. Os aprendizados e as ferramentas da cultura. (ARROYO,2000, p.54).


Desta forma, ser professor vai além da função de ensinar. Envolve um aprendizado constante que se renova no convívio com seus alunos e que vai encontrando seu lugar social. É, portanto, um ofício motivador, pois o mestre se constrói a partir das relações humanas e se perpetua nas ideias renovadoras das suas aulas.


REFERÊNCIAS:

ARROYO, Miguel G. Ofício de Mestre: imagens e autoimagens. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000.


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