domingo, 29 de novembro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR
Considerando que o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento da criança, valorizar este ato no processo educativo, oportuniza o uso de todas as suas capacidades e a coloca em contato com o mundo social. Jogos, brinquedos e brincadeiras favorecem a compreensão e a comunicação das crianças, inserindo-as numa realidade multicultural, onde vivem e recriam culturas. 
É através do brincar que as crianças ampliam seus conhecimentos, vivenciam regras, desenvolvem limites e se integram com o grupo, em experiências que podem ser  oportunizadas pela Educação Infantil. Como o brincar tem função socializadora e integradora, é importante que as práticas pedagógicas sejam planejadas visando o aproveitamento deste comportamento que é tão natural e espontâneo na criança.
Ao mesmo tempo, brincar é um ato tão libertador que, o lúdico e a fantasia despertam a imaginação e nos fazem, independentes de sermos crianças ou adultos, indivíduos mais tolerantes e esperançosos com a humanidade.
Analisando o brincar sob outro aspecto, podemos citar Donald Winnicott (1896-1971), um pediatra e psicanalista inglês, que defendia a ideia de que a personalidade de um pessoa é feita através de experiências da infância, onde as brincadeiras também deixavam suas marcas.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MUITO AINDA POR FAZER

Uma das tarefas da interdisciplina "Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica" foi criar, em grupo, um Manifesto dos Educadores e Educadoras do Século XXI. Tínhamos liberdade de escolher o formato de apresentação e optamos por uma poesia. 
Com todo nosso embasamento teórico (leituras e interpretações sobre a escolarização no Brasil), elaborar um Manifesto não seria difícil, mas se tornou um desafio quando projetamos nossas realidades e nos envolvemos como protagonistas, como agentes de mudanças, responsáveis também pela escola que queremos. Ao descrever nossos propósitos, embora de forma poética, nos colocamos não só como professores, mas sobretudo como trabalhadores que buscam a unidade na educação. 
A escola, como instituição é antiga. A escola, como fomento de ideias é revolucionária. A escola, como igualitária, ainda é uma promessa...

Um trecho da poesia do grupo:

"Escola, palco de resistência e construção social,
Uma democracia aprendida que se perpetua pelo emocional.
Relações de aprendizes e educadores, emoções de mentores.
Pensar a nova escola com a esperança do futuro,
Mas com os pés no presente, agregando forças,
Para conscientizar nossa gente."

domingo, 22 de novembro de 2015

Aprendo porque Amo

“Quando se admira o mestre, o coração dá ordens à inteligência para aprender as coisas que o mestre sabe. Saber o que ele sabe passa a ser uma forma de estar com ele.
Aprendo porque amo,
Aprendo porque admiro.”

Rubem Alves


Nas palavras de Rubem Alves (1933 - 2014), grande educador, encontro reflexos de nossas leituras na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia. O mecanismo de transferência é um exemplo.
Como o ato de aprender pressupõe aprender com alguém, a escola é um local riquíssimo para a criança estabelecer relações. Com o desejo de aprender, vêm as descobertas das diferenças e as angústias condicionadas por elas. Professores são objetos de transferência de seus  alunos, ao mesmo tempo em que os alunos são objetos de contratransferência dos professores.
O mecanismo de transferência é inconsciente, motivado pela identificação com relações anteriores na família. O professor representa a autoridade para o aluno e esta relação com a criança se torna especial. Nas relações afetivas, as identificações são positivas e a criança adquire confiança para aprender cada vez mais, confirmando em seu inconsciente
a importância da figura do seu professor para a aprendizagem.
Refletir sobre as relações vivenciadas pelos professores com seus alunos na escola, em especial a de transferência, aumenta a necessidade de nos avaliarmos.
Nossas ações pedagógicas são repletas de intenções. É preciso equilibrar nossas emoções para liberar os caminhos da aprendizagem das crianças. Como dizia Rubem Alves:

"É possível aprender uma coisa de que não se gosta por se gostar da pessoa que a ensina."




sábado, 14 de novembro de 2015

MUITAS IDEIAS, UMA HISTÓRIA


      Ao escrever uma história é preciso, além de imaginação, uma boa organização de ideias para compor a narrativa. A escolha do tema também é importante, pois norteará o enredo ao longo da produção escrita. Levando em conta estes dados, a tarefa se torna um desafio.
     Desafio maior nos propôs a interdisciplina de Seminário Integrador II ao solicitar uma escrita coletiva, onde, em grupo, deveríamos escrever uma história. Claro que inicialmente nós, as alunas, ficamos preocupadas, visto que a dificuldade de elaborar trabalhos em grupo é muito grande, principalmente pela indisponibilidade de encontros para trocar ideias.
   Mas a tarefa aconteceu, foi possível escolher o gênero literário e o grupo foi formado. Seguimos as regras e, diariamente, cada colega se incumbia de tecer o enredo baseado em um romance policial (nossa escolha). Personagens foram criados, mantendo-se a estrutura narrativa com características do gênero (presença de crime, investigação/detetive e da revelação do malfeitor). A cada dia, a expectativa de contar com mais um pedaço da história, fruto das contribuições das colegas, tornou-se um hábito e um “gostinho de quero mais”, pois a curiosidade e as intenções das narrativas foram ficando mais fortes.
   Tarefa concluída, ficou o legado: além da aprendizagem, a experiência nova de conduzir um enredo conjunto que, mesmo com o agravante de ser elaborado a distância, conseguiu ser presencial no imaginário de todas nós.

sábado, 7 de novembro de 2015

O LÚDICO, A ALFABETIZAÇÃO E A INTEGRAÇÃO
As atividades lúdicas proporcionam a integração entre o prazer e o aprender, entre o saber e o fazer. Aproveitar o lúdico (jogos e brincadeiras) na aquisição da linguagem escrita e do conhecimento como um todo, favorece as práticas pedagógicas pois é possível canalizar a energia (o emocional) das crianças em atividades educativas. 

É necessário considerar  o desenvolvimento da criança em meio a suas manifestações culturais, onde ela aprende a se relacionar e conhecer o mundo em que está inserida. 
O jogo, ao mesmo tempo em que fornece informações sobre a criança, facilita sua prática de investigação, colocando-a em situações do cotidiano e interagindo com seu grupo social.

Desta forma, ao utilizarmos o jogo como ferramenta de aprendizagem na alfabetização, oportunizaremos a comunicação, a integração da criança com seus pares e, principalmente, o conhecimento e utilização da linguagem oral e escrita.