ESTAR VIVO É APRENDER ...
Trabalhar
em educação é estar constantemente inquieto. As mudanças diárias no mundo e as
demandas da tecnologia necessitam de uma atualização permanente do professor.
Mas como tornar isso uma potência e não um fardo, já que o conhecimento é o que
nos faz sintonizados com a educação?
Nessa
linha, a ideia de que somos seres “aprendentes” nos remete para um aprendizado
experimental, onde vivenciar a construção e reconstrução do conhecimento
alimenta não só a nossa formação, mas nos modela para as interações sociais,
sobretudo com nossos alunos. Nas palavras de Assmann (1998, p. 35):
Hoje, o avanço das
biociências nos foi mostrando que a vida é, essencialmente, aprender, e que
isto se aplica aos mais diferentes níveis que se podem distinguir no fenômeno
complexo da vida. Parece que se trata deveras de um princípio abrangente relacionado
com a essência do “estar vivo”, que é sinônimo de estar interagindo, como
aprendente, com a ecologia cognitiva na qual se está imerso, desde o plano
estritamente biofísico até o mais abstrato plano mental.(ASSMANN, 1998, p. 35)
Assim,
neste semestre no curso de Pedagogia, vivenciei inúmeras experiências de
leitura e pesquisa que me prepararam para elaborar e aplicar atividades
diferenciadas com meus alunos. Em um olhar mais amplo, as interdisciplinas de
Representação do Mundo pela Matemática, Representação do Mundo pelas Ciências Naturais e
Representação do Mundo pelos Estudos Sociais interagiram em minhas reflexões e
formaram um mosaico de ideias que se complementavam a cada nova leitura.
Para
exemplificar, escolhi três livros, entre tantos, que me fizeram tecer uma teia
de aprendizagens e de interações com o conhecimento (Fotos: Arquivo Pessoal)
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| Matemática - Coleção Mathemoteca |
No
final, fica a certeza de que cada um de nós tem uma forma de aprender e de que
ela precisa ser valorizada para apreciarmos os caminhos diferentes de
aprendizagem que nos cercam. Leituras colaboram para conhecermos ideias novas e/ou
reafirmar significados. Refletir sobre pensamentos de autores e de
profissionais competentes em suas áreas nos faz repensar as certezas e formular
novas dúvidas, o que acaba sendo a síntese do nosso aprendizado.
REFERÊNCIAS:
ASSMANN,
Hugo. Reencantar a educação: rumo à
sociedade aprendente. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
GONÇALVES, F.A.; GOMES,
L.B.; VIDIGAL, S.M.P. Materiais
manipulativos para o ensino de
figuras planas. Coleção Mathemoteca/ organizadoras: SMOLE, K.S.; DINIZ,
M.I. São Paulo: Edições Mathema, 2012.
NIGRO,
Rogério G. Ciências: soluções para dez
desafios do professor, 1º ao 3º ano do ensino fundamental. São Paulo:
Ática, 2012.
PINTO,
Júlio Pimentel; TURAZZI, Maria Inez. Ensino
de história: diálogos com a literatura e a fotografia. São Paulo: Moderna,
2012.






