sábado, 14 de julho de 2018


TER PRAZER EM APRENDER


Como tornar uma aula prazerosa? Como despertar e contemplar as curiosidades dos alunos? São perguntas diárias que transbordam do planejamento de um professor. Traz, também, uma necessidade de repensar o papel do lúdico na aprendizagem.

Toda vez que abrimos espaços entre os objetivos da aula para uma aprendizagem globalizada, deixamos que outros aspectos da cultura humana sejam explorados nas atividades. Os jogos, as brincadeiras de palavras, as dramatizações, tudo pode funcionar como coadjuvante de um conteúdo ou protagonista de atitudes. Quando se brinca, também se aprende, pois vivenciamos expectativas que constroem nossa realidade.

Neste aspecto real, a escola continua sendo um local de expectativas para seus alunos, pois cada dia pode ser diferente desde que o entusiasmo pela aprendizagem se concretize. Nas palavras de Almeida (1995, p. 41):

A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio. (ALMEIDA, 1995, p. 41).

Conforme a visão acima, precisamos estabelecer relações entre o lazer e as atividades educativas, pois o indivíduo é único, integrado com a razão e a emoção. Aprender significa incorporar algo novo, que só se efetivará se tiver um significado na vida do aluno, o que nos remete a compreender como associar de forma produtiva, as atividades lúdicas no processo de aprendizagem escolar.


REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1995.


sábado, 7 de julho de 2018



PEDAGOGIA RELACIONAL

Como aluna do curso de Pedagogia, estabeleço relações com minha prática e me reforço com os subsídios teóricos das aulas. Já, como educadora, costumo refletir sobre minha ação pedagógica ao final de cada jornada de trabalho. Esta troca de funções, sendo aluna e professora ao mesmo tempo, nos encoraja a experimentar o novo e aprofundar nossos conceitos pedagógicos.

Ao estudar, por exemplo, os modelos pedagógicos encontrados nas relações de ensino/aprendizagem, podemos entender as concepções relacionadas com as pedagogias: diretiva, não-diretiva e relacional.  De uma pedagogia diretiva, onde o professor fala e o aluno escuta, visto que se acredita que o conhecimento pode ser transmitido, até o oposto, a pedagogia não-diretiva, sustentada na visão de que o aluno aprende sozinho, sem a interferência do professor, percebemos exemplos tradicionais no meio escolar. No entanto, quando buscamos uma pedagogia relacional para embasar a nossa prática, nos surpreendemos com um ambiente de aprendizagem em que professor e aluno aprendem juntos, sem trilhar os caminhos da repetição e da memorização de informações descontextualizadas com a realidade.

Sabemos, também, que a aprendizagem depende das interações do sujeito com seu meio e/ou objeto, o que valoriza a pedagogia relacional. Segundo Becker (1994): “Trata-se, numa palavra, de construir o mundo que se quer, e não de reproduzir/repetir o mundo que os antepassados construíram para eles ou herdaram de seus antepassados.”

Portanto, na pedagogia relacional, o professor compreende que o aluno só aprenderá realmente, se ele agir e problematizar sobre a ação. Desta forma, aluno e professor avançam no tempo, onde ambos ensinam e aprendem, caracterizando um ambiente rico de aprendizagem.


REFERÊNCIAS:

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.