sábado, 7 de julho de 2018



PEDAGOGIA RELACIONAL

Como aluna do curso de Pedagogia, estabeleço relações com minha prática e me reforço com os subsídios teóricos das aulas. Já, como educadora, costumo refletir sobre minha ação pedagógica ao final de cada jornada de trabalho. Esta troca de funções, sendo aluna e professora ao mesmo tempo, nos encoraja a experimentar o novo e aprofundar nossos conceitos pedagógicos.

Ao estudar, por exemplo, os modelos pedagógicos encontrados nas relações de ensino/aprendizagem, podemos entender as concepções relacionadas com as pedagogias: diretiva, não-diretiva e relacional.  De uma pedagogia diretiva, onde o professor fala e o aluno escuta, visto que se acredita que o conhecimento pode ser transmitido, até o oposto, a pedagogia não-diretiva, sustentada na visão de que o aluno aprende sozinho, sem a interferência do professor, percebemos exemplos tradicionais no meio escolar. No entanto, quando buscamos uma pedagogia relacional para embasar a nossa prática, nos surpreendemos com um ambiente de aprendizagem em que professor e aluno aprendem juntos, sem trilhar os caminhos da repetição e da memorização de informações descontextualizadas com a realidade.

Sabemos, também, que a aprendizagem depende das interações do sujeito com seu meio e/ou objeto, o que valoriza a pedagogia relacional. Segundo Becker (1994): “Trata-se, numa palavra, de construir o mundo que se quer, e não de reproduzir/repetir o mundo que os antepassados construíram para eles ou herdaram de seus antepassados.”

Portanto, na pedagogia relacional, o professor compreende que o aluno só aprenderá realmente, se ele agir e problematizar sobre a ação. Desta forma, aluno e professor avançam no tempo, onde ambos ensinam e aprendem, caracterizando um ambiente rico de aprendizagem.


REFERÊNCIAS:

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.                                                                                                                                                                                                                                                     

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