sexta-feira, 24 de agosto de 2018


NOVOS DESAFIOS

Agosto, novo semestre, nova caminhada no curso de Pedagogia. De especial, este semestre, por ser o oitavo, traz com ele a responsabilidade de um estágio e de uma vivência prática de conceitos e habilidades construídas durante o curso do PEAD.

Tivemos grandes oportunidades de construir conhecimentos em leituras, debates, apresentações, onde a docência era analisada e vivenciada nas tarefas das interdisciplinas do curso. Ao mesmo tempo, experimentar e utilizar novas tecnologias nos aproximou das realidades e nos fez repensar a escola como agente de transformação. Mas, por que é tão difícil seguir as demandas do progresso tecnológico e manter os valores que acreditamos serem essenciais na educação?

Quando buscamos respostas para esta pergunta, nos deparamos com uma necessidade maior que é nos inserirmos numa sociedade onde o conhecimento é fator primordial para uma inclusão social. Da informação analisada vem o conhecimento e sua utilização dialoga com o crescimento pessoal. Ter acesso a novas informações e possibilidades de usá-las com competência faz de cada um de nós um ser em constante formação. Nas palavras de Assmann (1998, p. 72):

Informação e conhecimento se transformaram no fator produtivo mais relevante no contexto da mundialização das economias. É certamente inegável que o acesso à informação e ao conhecimento, ou seja, a transformação de todos em aprendentes, passou a ser uma condição para participar dos frutos do progresso tecnológico. (ASSMANN, 1998, p. 72).

Então, voltando à questão da educação, percebemos que nossas dificuldades em associar as novas tecnologias às práticas pedagógicas dizem respeito ao medo de perdermos o controle diante de algo que não conhecemos totalmente. Não é só aprender a usar, mas como utilizar com qualidade, isto é, de forma produtiva, os recursos interativos em um ambiente escolar ainda formatado pela hierarquia e classificação de estudantes.

Assim, continuamos a buscar respostas, agora como estagiários, procurando nos desafiar com o novo e refletir com as atitudes, nossas e de nossos alunos. Ser professor, ou melhor, ser um indivíduo aprendente, é não se contentar com informações que não exigem pensamentos. É, também, avançar no espaço do conhecimento para compartilhar nossas aprendizagens, o que é vital nesta rede de vida que chamamos de sociedade.

REFERÊNCIAS:

ASSMANN, Hugo. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.