NOVOS
DESAFIOS
Agosto,
novo semestre, nova caminhada no curso de Pedagogia. De especial, este
semestre, por ser o oitavo, traz com ele a responsabilidade de um estágio e de
uma vivência prática de conceitos e habilidades construídas durante o curso do
PEAD.
Tivemos
grandes oportunidades de construir conhecimentos em leituras, debates,
apresentações, onde a docência era analisada e vivenciada nas tarefas das
interdisciplinas do curso. Ao mesmo tempo, experimentar e utilizar novas
tecnologias nos aproximou das realidades e nos fez repensar a escola como
agente de transformação. Mas, por que é tão difícil seguir as demandas do
progresso tecnológico e manter os valores que acreditamos serem essenciais na
educação?
Quando
buscamos respostas para esta pergunta, nos deparamos com uma necessidade maior
que é nos inserirmos numa sociedade onde o conhecimento é fator primordial para
uma inclusão social. Da informação analisada vem o conhecimento e sua
utilização dialoga com o crescimento pessoal. Ter acesso a novas informações e
possibilidades de usá-las com competência faz de cada um de nós um ser em
constante formação. Nas palavras de Assmann (1998, p. 72):
Informação
e conhecimento se transformaram no fator produtivo mais relevante no contexto da
mundialização das economias. É certamente inegável que o acesso à informação e
ao conhecimento, ou seja, a transformação de todos em aprendentes, passou a ser uma condição para participar dos frutos
do progresso tecnológico. (ASSMANN, 1998, p. 72).
Então,
voltando à questão da educação, percebemos que nossas dificuldades em associar
as novas tecnologias às práticas pedagógicas dizem respeito ao medo de
perdermos o controle diante de algo que não conhecemos totalmente. Não é só
aprender a usar, mas como utilizar com qualidade, isto é, de forma produtiva,
os recursos interativos em um ambiente escolar ainda formatado pela hierarquia
e classificação de estudantes.
Assim,
continuamos a buscar respostas, agora como estagiários, procurando nos desafiar
com o novo e refletir com as atitudes, nossas e de nossos alunos. Ser
professor, ou melhor, ser um indivíduo aprendente, é não se contentar com
informações que não exigem pensamentos. É, também, avançar no espaço do
conhecimento para compartilhar nossas aprendizagens, o que é vital nesta rede
de vida que chamamos de sociedade.
REFERÊNCIAS:
ASSMANN,
Hugo. Reencantar a educação: rumo à
sociedade aprendente. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
