Dependemos da comunicação
para interagir e aprender a viver em sociedade. Sendo assim, a aprendizagem da
língua materna passa, das vivências espontâneas com os outros, para uma
aprendizagem formalizada nos sistemas linguísticos das escolas. No entanto, a
língua falada difere da língua escrita por ter recursos que a língua escrita
não permite, como os gestos, o tom e o timbre de voz, entre outros, que
facilitam a compreensão da mensagem. Nas palavras de Simões (2006, p. 16):
Por isso a apropriação da leitura e da
escrita, pela criança em especial, é um processo de alto grau de complexidade e
requer do professor competência técnico-pedagógica específica, para que as dificuldades
possam ser minimizadas. (SIMÕES, 2006, p. 16).
Dentro da proposta acima,
verificamos que o estudo da língua necessita ser pensado de forma globalizante.
Não podemos trabalhar a linguagem nas escolas de forma descontextualizada, sem
que o aluno seja orientado para perceber as diferenças entre língua falada e
língua escrita. Ao mesmo tempo, o professor precisa estar habituado a refletir
e pesquisar os conflitos gerados para buscar ações pedagógicas produtivas que
encaminhem gradativamente para a correção dos erros em seus devidos contextos.
Lendo e escrevendo, os
alunos serão estimulados a produzir textos, que terão maior qualidade, na
medida em que vivenciarem a variedade da língua. Mesmo que o vocabulário (oral
ou escrito) do aluno falhe, o professor estará disponível para orientar as reformulações
devidas, tornando a tarefa um momento de aprendizagem e não de constrangimento,
caso o erro fosse valorizado.
REFERÊNCIAS:
SIMÕES, Darcilia. Considerações sobre a fala e a escrita:
fonologia em nova chave. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.



