Numa premissa em que a
Educação é um direito de todos, é fundamental pensarmos se esta oportunidade de
aprender formalmente é ofertada para todos. Ao mesmo tempo em que a escola
representa um espaço educativo que desencadeia as aprendizagens necessárias para
a vida ativa em sociedade, ela nem sempre consegue incluir a população como um
todo.
No entanto, pessoas que por
motivos diversos se afastaram ou não frequentaram instituições educacionais,
podem resgatar sua cidadania ao fazerem parte novamente de processos
contextualizados de aprendizagem que somente a Educação de Jovens e Adultos (EJA)
pode contemplar. A EJA ocupa hoje, um espaço de possibilidades de educação
formal para todas as pessoas que buscam conhecimentos que qualifiquem sua vida
profissional e pessoal. Conforme os objetivos descritos na Proposta Curricular
da Educação para Jovens e Adultos – Ensino Fundamental (Brasil, 2001, p. 41):
São
donas de casa, balconistas, operários, serventes da construção civil,
agricultores, imigrantes de diferentes regiões do Brasil, mais jovens ou mais
velhos, homens ou mulheres, professando diferentes religiões. Trazem, enfim,
conhecimentos, crenças e valores já constituídos. É a partir do reconhecimento
do valor de suas experiências de vida e visões de mundo que cada jovem e adulto
pode se apropriar das aprendizagens escolares de modo crítico e original,
sempre da perspectiva de ampliar sua compreensão, seus meios de ação e
interação no mundo. (BRASIL, 2001, p. 41).
É incontestável a
contribuição da educação na formação e na integração do indivíduo na sociedade.
Mesmo tendo conhecimentos adquiridos por vivências cotidianas, o jovem ou o
adulto tem sua participação limitada em suas ações diárias pela ausência de
subsídios que não foram construídos em razão da falta ou redução da educação
formal. Mesmo que seus conhecimentos sejam válidos e úteis, podem ser poucos
para as exigências do mercado de trabalho ou na resolução de problemas da sua
vida pessoal. É neste aspecto que a EJA traz novas e muitas possibilidades de
crescimento para todos que querem “aprender mais” e terem autonomia para construírem
sua bagagem cultural.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Educação para jovens e adultos: ensino fundamental: proposta curricular
– 1° segmento. São Paulo: Ação Educativa; Brasília: MEC, 2001.
http://novasantarosa.pr.gov.br/confira-datas-de-matriculas-para-a-eja-educacao-de-jovens-e-adultos/
(Imagem)

Anaí! A partir do que li na tua postagem, lembrei da diversidade dos alunos de EJA e fiquei me lembrando do desafio que é para as professoras considerarem o conhecimento já construído ao longo da vida por esses alunos. Na EJA, me parece mais relevante ainda, que esses alunos possam ser ouvidos. Possam falar de si e perceber na escolarização uma oportunidade para obterem suportes cognitivos para ao menos terem mais oportunidades de participar da vida em sociedade com maior destreza. O mundo mudou, com certeza. Mas ainda é necessário escrever. Ok! Se escreve no whatsapp para pedir uma música na rádio. Mas se escreve e a escrita precisa ser entendível. Se escreve para solicitar ressarcimento de equipamento queimado em função de problemas na rede elétrica, se escreve lista de compras, bilhetes entre funcionário e patrão, etc. A escolarização com certeza trás instrumento para os alunos. Nutri sua bagagem cultural. Seria mesmo bem interessante que na escola nós professoras também fortalecêssemos a autoria e autonomia de nossos alunos. O que podes perceber do que te falo? Continua escrevendo, estou por aqui te acompanhando. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2UFRGS - SI VII)
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