sábado, 31 de março de 2018



Dependemos da comunicação para interagir e aprender a viver em sociedade. Sendo assim, a aprendizagem da língua materna passa, das vivências espontâneas com os outros, para uma aprendizagem formalizada nos sistemas linguísticos das escolas. No entanto, a língua falada difere da língua escrita por ter recursos que a língua escrita não permite, como os gestos, o tom e o timbre de voz, entre outros, que facilitam a compreensão da mensagem. Nas palavras de Simões (2006, p. 16):

Por isso a apropriação da leitura e da escrita, pela criança em especial, é um processo de alto grau de complexidade e requer do professor competência técnico-pedagógica específica, para que as dificuldades possam ser minimizadas. (SIMÕES, 2006, p. 16).

Dentro da proposta acima, verificamos que o estudo da língua necessita ser pensado de forma globalizante. Não podemos trabalhar a linguagem nas escolas de forma descontextualizada, sem que o aluno seja orientado para perceber as diferenças entre língua falada e língua escrita. Ao mesmo tempo, o professor precisa estar habituado a refletir e pesquisar os conflitos gerados para buscar ações pedagógicas produtivas que encaminhem gradativamente para a correção dos erros em seus devidos contextos.

Lendo e escrevendo, os alunos serão estimulados a produzir textos, que terão maior qualidade, na medida em que vivenciarem a variedade da língua. Mesmo que o vocabulário (oral ou escrito) do aluno falhe, o professor estará disponível para orientar as reformulações devidas, tornando a tarefa um momento de aprendizagem e não de constrangimento, caso o erro fosse valorizado.


REFERÊNCIAS:

SIMÕES, Darcilia. Considerações sobre a fala e a escrita: fonologia em nova chave. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.



Um comentário:

  1. Anaí! Que bacana ler o que escreves aqui. Com certeza o processo de aquisição da leitura e da escrita é coisa muito séria e precisa de intervenções dos professores de forma muito habilidosa, competente como marcas. É isso mesmo, segue escrevendo que estou aqui te acompanhando. Vamos nos colocar e fazer nossas colegas professoras pensar. Esse é o nosso veículo, além de fazermos por nossos alunos, nos colocando na web propagamos um pouquinho mais nossas ações e pensamentos. Proporcionar que alunos escrevam textos, sejam autores de textos que lhe façam sentido faz toda a diferença para a aprendizagem deles. Será por aqui, mais um caminho a ser seguido para melhorarmos a convivência dentro da escola? Será que assim os alunos começam a se interessar um pouco mais pelas atividades propostas para realização em sala de aula? Eu acredito! Abraço, Betynha (Tutora PEAD2UFRGS - SI VII)

    ResponderExcluir