sábado, 7 de abril de 2018


Todos os dias em que entro em uma sala de aula, minhas expectativas se concentram em como aplicar metodologias para ser compreendida e compreender meus alunos. Como sou professora de Matemática, o fato de perceber a construção de um conceito matemático pelo aluno ou sua resolução consciente de um problema me estimula a buscar cada vez mais alternativas que diversifiquem e ampliem estes processos didáticos.

A Didática, instituída por Comenius em sua obra Didática Magna (1657), significa “arte de ensinar”, compreendida durante muito tempo como métodos e técnicas de ensino que tradicionalmente constituíam as aulas. Revisitando autores que fundamentam a Didática, encontro novas visões no sentido de buscar resultados na investigação de processos que envolvem alunos em formação, o que afasta a ideia ultrapassada de que ensinar era apenas transmitir conteúdos para os estudantes. Segundo Rios (2001, p. 55) “tratar o fenômeno do ensino como uma totalidade concreta, buscar suas determinações, pensá-lo em conexão com outras práticas sociais é o que se espera fazer, do ponto de vista de uma concepção crítica do trabalho da didática”.

Na escola, práticas sociais exigem a contextualização das práticas pedagógicas, necessitando, da parte do professor, de um planejamento focado em um ensino coerente com a realidade dos alunos. Um professor pesquisador, que observa e procura conhecer como seus alunos aprendem, costuma articular a teoria com a prática e obter sucessos.

Desta forma, a interdisciplina de Didática, do curso de Pedagogia, acrescenta no currículo da nossa formação docente, uma prática de reflexão crítica sobre metodologias e processos individuais e/ou coletivos de ensino, dosando teoria e prática na busca de uma metodologia adequada para fomentar a construção do conhecimento.


REFERÊNCIAS:

RIOS, T. A. Compreender e ensinar: Por uma docência de melhor qualidade. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.




Um comentário:

  1. Show Anaí! Dar sentido ao que é ensinado é bem importante. Os alunos são bem práticos e querem saber pra que serve o que estão estudando. Essa história é mesmo bem antiga. E não vamos ser nós, professoras do Século XXI que vamos furtar esse direito aos nossos alunos. Somos nós os profissionais, os adultos responsáveis nessa relação. Oferecer essa informação faz toda a diferença, mas exige estudo, conhecimento mais aprofundado, relações e elaboração de argumentos. Bora lá trabalhar e oferecer aula de qualidade, não é verdade? kkkk Continua escrevendo, estou por aqui te acompanhando. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2UFRGS - SI VII)

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