sábado, 30 de abril de 2016

NOSSAS  LÍNGUAS

       Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/ninguem-fala-mesma-lingua-alfabetizacao-surdos-inclusao-787415.shtml

“O silêncio torna-se uma barreira entre surdos e ouvintes, mas a língua de sinais pode quebrá-la.” (Autor Desconhecido)

O Decreto Federal nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005 garante, como direito dos alunos surdos,  a educação bilíngue – sendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) a primeira e a Língua Portuguesa, a segunda língua. A partir desta referência, é necessário que os educadores reflitam sobre a importância da comunicação como ferramenta de inclusão.
Um dos desafios escolares é ensinar Língua Portuguesa para um aluno surdo. Sabe-se que o ponto de partida, é a criança surda saber a língua de sinais. Na sequência,  experiências já feitas confirmam que é preciso mostrar aos alunos que tudo que é expresso na língua de sinais também pode ser representado na Língua Portuguesa escrita. Nas palavras de Pereira (2010):

“Outra prática fundamental é a leitura feita pelo professor dos textos em língua de sinais. É essa leitura que possibilita a  atribuição de sentido àquilo que está escrito no papel em português. Portanto, é necessário que a Língua Portuguesa seja o tempo todo apresentada e interpretada em Libras. Um trabalho de tradução mesmo.” (PEREIRA,2010)

No contexto acima, percebemos que para o professor que tem em sua turma regular um aluno surdo, saber a língua de sinais permite que ele possa ser o mediador entre as duas línguas, pois a surdez não torna o indivíduo incapaz de ler e de escrever.  É um trabalho de pesquisa, experimentações e de aprendizagens,  do professor e de todos os seus alunos.

REFERÊNCIAS:

sábado, 23 de abril de 2016

EDUCAÇÃO MUSICAL

Em um país onde a diversidade musical e cultural é muito grande, contemplar a educação musical nas escolas favorece a integração dos alunos e sua inserção na realidade. A música, por definição, é uma combinação de ritmo, harmonia e melodia, agradável ao ouvido, mas que também converge numa manifestação artística e cultural de um povo. Desta forma, a escola representa o local ideal para expressar estas manifestações e inserir, na bagagem cultural do aluno, conhecimentos que desenvolvam seu aprendizado.

A música também pode ser definida como um veículo usado para expressar sentimentos. Nesta linha, o ambiente escolar pode proporcionar atividades que estimulem e valorizem o desenvolvimento de habilidades que utilizem a música como vetor de compreensão do mundo e identificação com esta forma de arte. Nas palavras de Swanwick (2010):

“As aulas devem colaborar para que jovens e crianças compreendam a música como algo significativo na vida de pessoas e grupos, uma forma de interpretação do mundo e de expressão de valores, um espelho que reflete sistemas e redes culturais e que, ao mesmo tempo, funciona como uma janela para novas possibilidades de atuação na vida”  (SWANWICK, 2010)


Assim, a música, como prática cultural e humana, sempre estará associada ao desenvolvimento do indivíduo. Portanto, a escola precisa refletir como fazer uso desta forma de linguagem em suas práticas pedagógicas, para que toda criança conheça e aproveite esta manifestação universal, reconhecendo também nela, uma forma de expressar seus sentimentos.


REFERÊNCIAS:

http://revistaescola.abril.com.br/arte/fundamentos/entrevista-keith-swanwick-sobre-ensino-musica-escolas-instrumento-musical-arte-apreciacao-composicao-529059.shtml

domingo, 17 de abril de 2016

        LER

Ler é uma ação maior do que identificar letras e/ou palavras. É dar um significado para a expressão de um autor que simbolizou nas letras, sua interpretação do conteúdo apresentado. Toda leitura abre uma porta para um pensamento que concorda, discorda ou duvida. É uma viagem no imaginário de ideias e de realizações.

Quando estimulamos a leitura nos alunos, desencadeamos experiências de identificação ou questionamento, incentivando a reflexão com novas descobertas. Cria-se um hábito de interpretar considerações alheias e de reconhecer, nas entrelinhas, os sentimentos expressados pelo autor da obra. De acordo com Silva (2004):

“Palavras são assim: uma vai puxando a outra, como fios que se entrelaçam e criam novas tessituras, criativas, coloridas, de admirável textura. Com palavras, o homem criou mitos de inigualável beleza, que constituem a origem da literatura.”                                                       (SILVA, 2004, p.34)  
      
Ler não pode se basear em uma obrigação. Quando a história lida dá movimento ao nosso imaginário ela não só nos conquista, mas nos encaminha para novas experiências na compreensão do mundo através do pensamento de outras pessoas, no caso, dos autores destas histórias.

Portanto, o hábito de ler transcende a aprendizagem formal. Passa pelo universo da sensibilidade humana, onde cada um atribui um significado para a leitura e faz dela seu conhecimento pessoal.

REFERÊNCIAS:
SILVA, Maria Betty Coelho. “Era uma vez..." desde antes e para sempre. In: PASCALE, R.; LARA, W. (org.). Relações do ensinar. São Paulo: Paulus, 2004. p. 30-35.

sábado, 9 de abril de 2016

Brincar é essencial ao desenvolvimento humano. Para reforçar esta fala, cito Grando (2004):

                     “Ao observarmos o comportamento de uma criança em situações de brincadeira e/ou jogo, percebe-se o quanto ela desenvolve sua capacidade de fazer perguntas, buscar diferentes soluções, repensar situações, avaliar suas atitudes, encontrar e reestruturar novas relações, ou seja, resolver problemas.”                                                                                          (GRANDO, 2004, p.18)

                Nós, adultos, fomos crianças um dia. Trazemos lembranças desta fase e uma bagagem de experiências que construíram nossa identidade. Ações envolvidas em brincadeiras nos tornaram agentes de um convívio social e capacitaram nossas aprendizagens. Hoje, profissionais da educação, percebemos o quanto o lúdico favorece as relações sociais e encaminha para aprendizagens satisfatórias.

                A criança ao observar e/ou manusear objetos diferentes durante as brincadeiras, instiga seus sentidos e amplia seu campo motor e cognitivo. Ao mesmo tempo, ao participar de jogos individuais e coletivos  ela é apresentada ao mundo das regras, incluindo o exercício da tolerância perante resultados não satisfatórios.

                Imaginação, criatividade, fantasia, tudo no brincar converge para um universo infantil cheio de interesse pelo novo e de prazer associado a um momento para ser feliz. Ao brincar a  criança experimenta novas formas de expressão, interage com seus pares e delimita seu espaço no mundo. Portanto, atividades lúdicas são inerentes ao desenvolvimento infantil, o que desencadeia também  sua importância durante toda a vida do indivíduo.

REFERÊNCIAS:

GRANDO, R.C. O jogo e a matemática no contexto da sala de aula. São Paulo:Paulus, 2004.

sábado, 2 de abril de 2016


AVALIAÇÃO QUALITATIVA
Avaliar é um ato reflexivo. Envolve observações, análises e intenções. Na escola, ao utilizarmos a avaliação como forma de constatar aprendizagens, ela acaba adquirindo uma função diagnóstica. Como a aprendizagem de cada indivíduo ocorre de forma e em tempo diferentes, acompanhar este processo torna a avaliação qualitativa, complementando o processo contínuo da educação.
Ao mesmo tempo, pensar a avaliação como um todo é descartar sua função classificatória. É engajá-la num sistema intencional de relação com a realidade, tornando a escola um ambiente permanente de reflexão e de busca de conhecimentos que favoreçam a emancipação humana.
Desta forma, a avaliação envolve processos que acompanham a construção do conhecimento. Envolve educador e educando, numa interação significativa, gerando trocas de experiências e retomada de posturas. Segundo Melchior:

“A avaliação deve ser um processo holístico, não fragmentado, contextualizado nos processos de ensino e de aprendizagem, de forma democrática, onde todos os elementos envolvidos avaliam e são avaliados, conforme os valores e os pressupostos do projeto pedagógico.”
(MELCHIOR, 2001, p.39)

     Então, mesmo na incerteza dos resultados, é preciso um comprometimento do profissional em educação para buscar estratégias que remetam a avaliação a uma função formativa, que auxilie o educando a se conhecer e a buscar seu crescimento cognitivo e relacional.

REFERÊNCIAS:

MELCHIOR, Maria Celina. O sucesso escolar através da avaliação e da recuperação.Porto Alegre: Premier, 2001.