segunda-feira, 22 de junho de 2015


                                                       A cultura é universal
Das leituras propostas nas últimas semanas, fiquei impressionada com o texto “Cultura e Democracia” de Marilena Chauí. Já realizei outras leituras desta autora, mas este tema, pela argumentação simples e ao mesmo tempo profunda, me sensibilizou.
Quero destacar a frase da autora “Graças aos direitos, as desigualdades conquistam a igualdade...” para fazer meus comentários. A palavra “direitos” por si só vem carregada de um poder social. Até que ponto praticamos a democracia levando em consideração a verdadeira igualdade dos cidadãos perante a lei?
Outra frase marcante: “A democracia não é um regime de consenso, mas do trabalho dos e sobre os conflitos.” É a busca dos direitos (econômicos, sociais, políticos e culturais) , ao lidar com os conflitos, numa cultura de cidadania que só se concretiza quando houver democracia.

Todo cidadão tem direitos. A sociedade evolui e novos direitos são criados, principalmente porque a cultura não é privilégio de ninguém, assim como o próprio direito, ela é universal.

"Democracia serve para todos ou não serve para nada"
                                                                                 Betinho

terça-feira, 9 de junho de 2015



Aprendendo a ter um olhar Multicultural
A experiência de trabalhar em escola é muito rica. Nos envolvemos com uma comunidade diversificada,impregnada de culturas diferentes, mas que se somam na formação do cidadão. As leituras e pesquisas abordadas pela interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, me fizeram repensar sobre a função da escola neste mundo multicultural e sobre velhas práticas e novas metodologias que competem na busca de um equilíbrio de quem anseia por mudanças na sociedade.
Quanto mais buscamos respostas, mais encontramos perguntas. No entanto, avançamos no conhecimento do ser humano, na valorização das relações humanas e no respeito às diferenças. O que falta é uma conscientização verdadeira da responsabilidade social inerente a cada um de nós. Sempre é possível fazer mais. Sempre é possível fazer diferente.
Há alguns anos, em outra escola que trabalhei, realizamos um trabalho interdisciplinar com alunos do Ensino Médio referente ao filme “Quanto vale ou é por quilo?”. Na época, o professor de Sociologia e História procurou sensibilizar os alunos quanto ao reconhecimento da discriminação racial, indo além, provocando debates sobre as desigualdades sociais e motivando seus colegas a incluírem em suas práticas pedagógicas a reflexão sobre reconhecimento e aceitação do outro. Uma ideia, uma discussão, várias ações e algumas transformações nos alunos. A semente foi plantada, isto que importa.

Hoje, revendo o filme, é possível comparar experiências e avaliar o quanto um olhar novo pode complementar um planejamento e indicar novos caminhos de atuação. O professor tem um material riquíssimo nas mãos: juventude, sonhos, ideais, anseios, dúvidas e esperanças de seus alunos. Convive diariamente com relações de poder, discriminações e diversidades culturais. Estar engajado é uma luta diária, mas que, ao nos fazer conhecer a realidade, nos socializa e nos faz parte de um todo, do verdadeiro sentido da vida que é “aprender sempre”.

















Um exemplo singelo de que é possível sonhar...
Mural de alunos da 1ª série da EMEF Albino Dias de Melo homenageando o dia da Educação (28 de abril).

domingo, 7 de junho de 2015

Impressões  sobre o Retrato da Escola
      Por mais que conheçamos o nosso local de trabalho, quando nos pedem uma  descrição do mesmo ou um olhar mais profundo do seu cotidiano, a tarefa se torna difícil. Por que? Talvez por estarmos envolvidos de tal forma que nunca estamos satisfeitos com o resultado.
     No entanto, superadas as dificuldades iniciais, tracei minhas metas. Fiz algumas fotos para montar um esboço, conversei com alunos e profissionais da escola, consultei registros de anos anteriores, busquei acervos de fotos e juntei tudo para repensar. Fui registrando, também, no diário de bordo no pbworks e acompanhando os trabalhos das colegas, cujos exemplos me auxiliaram na definição do meu material. Aí bateu a insegurança, pois tudo era importante e deveria ser mostrado. Precisava, então, encontrar um foco para tornar a narrativa digital mais significativa, com elementos concretos da realidade da escola e seu entorno.
      Sempre pesquisei sobre aprendizagem e avaliação. Então ficou fácil e interessante desenvolver a narrativa baseada no tema aprendizagem, principalmente porque acredito que ela é um processo contínuo e que a nossa evolução depende dela.

      Pronto. Depois de dois meses, consegui organizar tudo e montar um power point, pois já tinha prática com este recurso. Só que estava na hora de aprender algo novo. Resolvi montar um novo retrato da escola, mas usando o movie maker. Após várias tentativas, aprendi a usar o novo recurso e finalizei a minha narrativa digital. Gostei muito do resultado, principalmente pelo desafio de aprender novos métodos e processos. É assim que educamos, dando exemplos!