VIVÊNCIAS COLETIVAS
Todo professor, para cumprir
seu papel de educador, precisa desenvolver seu poder de observação. Um olhar
adequado pode captar sentidos e prever atitudes dos sujeitos que protagonizam
as relações sociais na escola, favorecendo a administração de conflitos, o que
é essencial para um bom ambiente de aprendizagem. Este parecer está presente em
uma postagem antiga do meu Portfólio de Aprendizagem, onde saliento a importância
da construção da identidade na relação com o outro. Então, no texto Relações
sociais na escola, evidencio o quanto o convívio entre as pessoas enriquece
as relações e permite a construção da cidadania como um valor coletivo.
Neste contexto, ser aluna do
curso de Pedagogia da UFRGS me encaminhou para construir um perfil reflexivo,
principalmente como observadora dos espaços e/ou ambientes escolares. Tornei-me
mais flexível e estudiosa sobre o uso da psicologia genética como ferramenta para
compreender a aprendizagem. Constatei, através de minhas práticas, a
funcionalidade das interações entre professores e alunos, percorrendo, também,
o mundo social das crianças e dos adolescentes. Uma caminhada que me fez
valorizar não só o desenvolvimento intelectual, mas o crescimento do aluno como um todo,
isto é, uma educação da pessoa completa. Essas ideias podem ser encontradas nas
teorias de Henri Wallon, descritas nas palavras de Galvão (1999,p. 79):
Tendo por objeto a
psicogênese da pessoa concreta, a teoria walloniana, se utilizada como
instrumento para reflexão pedagógica, suscita uma prática que atenda as
necessidades da criança nos planos afetivo, cognitivo e motor e que promova o
seu desenvolvimento em todos os níveis.
(GALVÃO, 1999, p. 79).
Assim, ao falarmos da pessoa
como um todo, estamos nos referindo a uma aprendizagem que permite a expressão
do “eu” e a uma vivência do “nós”. Refere-se, também, a práticas de
socialização em que todos aprendem juntos, desenvolvendo potenciais diversos,
diferenciando ideias, mas unindo pessoas diferentes. É aqui, então, que um planejamento
adequado de métodos e do próprio ambiente escolar, faz do professor um agente
agregador das interações sociais necessárias para uma boa aprendizagem.
REFERÊNCIAS:
GALVÃO, Izabel. Henri
Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, RJ:
Vozes, 1999.















