sábado, 10 de novembro de 2018

Música que encanta por trazer metáforas sobre a vida.

Cada dia pode trazer novidades se estamos dispostos a experimentar. Nesta semana, a tarefa da interdisciplina de Matemática para os anos iniciais abordava vídeos com versões diferentes para a música Aquarela, da autoria de Toquinho, Vinícius de Moraes, G. Morra e M. Fabrizio. A tarefa era simples, mas o fato de assistir aos vídeos e ouvir novamente esta música aguçou minhas memórias, despertando a vontade de inserir novamente em minhas aulas, esta obra-prima de sensibilidade e criatividade humana. No caso da atividade da interdisciplina, foi interessante aproveitar as linhas e formas e as metáforas da vida evidenciadas na música, para propor uma oficina de aprendizagem com estes temas na Matemática. Ao mesmo tempo, a utilização de cores e a relação com a natureza torna o aprendizado mais concreto e significativo ao aluno, ultrapassando o que ele considera como limites da Matemática.


Voltando à questão da experimentação, releituras de obras clássicas sempre abrem portas para novas interpretações, muitas vezes atemporais. A maior vantagem, neste caso para o professor, é a possibilidade de se reinventar, seja na adaptação de suas memórias visuais ou na adaptação das auditivas, o que diversifica suas intenções pedagógicas. Conforme Buoro (2002, p. 23):

Sendo assim, por releitura entende-se aqui a tradução da significação do objeto como fundamento de uma nova construção, buscando-se nessa ação a ressignificação do mesmo objeto: reler para aprofundar significados. Dessa forma, considera-se que toda nova produção oriunda de uma imagem referente é construção de um novo texto, no qual o sujeito produtor elabora uma interpretação, podendo até mesmo partir para a criação. (BUORO, 2002, p. 23).


Então, ao interpretarmos uma imagem, um som, um movimento, entre outros, estamos construindo um significado para cada conceito, e a reunião deles constitui o contexto das nossas aprendizagens. Por outro lado, ao ampliarmos estas aprendizagens também para nossos alunos, estaremos proporcionando novas leituras da realidade, explorando com eles a análise crítica tanto como fonte de criatividade quanto de expressão.  


REFERÊNCIAS:

BUORO, A. B. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: Educ/FAPESP/Cortez, 2002.


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