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| Música que encanta por trazer metáforas sobre a vida. |
Cada dia pode trazer
novidades se estamos dispostos a experimentar. Nesta semana, a tarefa da interdisciplina
de Matemática para os anos iniciais abordava vídeos com versões diferentes para
a música Aquarela, da autoria de Toquinho, Vinícius de Moraes, G. Morra
e M. Fabrizio. A tarefa era simples, mas o fato de assistir aos vídeos e ouvir
novamente esta música aguçou minhas memórias, despertando a vontade de inserir
novamente em minhas aulas, esta obra-prima de sensibilidade e criatividade
humana. No caso da atividade da interdisciplina, foi interessante aproveitar as
linhas e formas e as metáforas da vida evidenciadas na música, para propor uma
oficina de aprendizagem com estes temas na Matemática. Ao mesmo tempo, a
utilização de cores e a relação com a natureza torna o aprendizado mais
concreto e significativo ao aluno, ultrapassando o que ele considera como
limites da Matemática.
Voltando à questão da
experimentação, releituras de obras clássicas sempre abrem portas para novas
interpretações, muitas vezes atemporais. A maior vantagem, neste caso para o
professor, é a possibilidade de se reinventar, seja na adaptação de suas
memórias visuais ou na adaptação das auditivas, o que diversifica suas intenções
pedagógicas. Conforme Buoro (2002, p. 23):
Sendo assim, por releitura entende-se aqui a
tradução da significação do objeto como fundamento de uma nova construção,
buscando-se nessa ação a ressignificação do mesmo objeto: reler para aprofundar
significados. Dessa forma, considera-se que toda nova produção oriunda de uma
imagem referente é construção de um novo texto, no qual o sujeito produtor
elabora uma interpretação, podendo até mesmo partir para a criação. (BUORO,
2002, p. 23).
Então, ao interpretarmos uma
imagem, um som, um movimento, entre outros, estamos construindo um significado
para cada conceito, e a reunião deles constitui o contexto das nossas
aprendizagens. Por outro lado, ao ampliarmos estas aprendizagens também para
nossos alunos, estaremos proporcionando novas leituras da realidade, explorando
com eles a análise crítica tanto como fonte de criatividade quanto de
expressão.
REFERÊNCIAS:
BUORO, A. B. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São
Paulo: Educ/FAPESP/Cortez, 2002.

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