domingo, 30 de abril de 2017

TODO SER HUMANO É UM EDUCADOR EM POTENCIAL.

Para ser professor é preciso ser um conhecedor de relações humanas. Ao conviver com seus alunos, o professor faz dos conteúdos objetos de aprendizagem que servem de material para estabelecer a construção da educação propriamente dita. Aprendemos uns com os outros, na convivência e na identificação. É por isso que é tão importante trabalharmos sobre a aprendizagem na vida adulta e as relações humanas na educação, temas abordados na interdisciplina Psicologia na Vida Adulta.

Muitas vezes, como professora, enfrento situações difíceis de serem contornadas, visto que crianças e adolescentes desafiam regras estabelecidas com a maior naturalidade, o que nos deixa inseguros em mediar os conflitos. Percebo a necessidade de refletir com os colegas e abordar com os alunos estas dificuldades de relacionamento, visto que o autoconhecimento é o melhor caminho para fazer escolhas.

Somos adultos, educadores por profissão, mas indivíduos que nunca estarão prontos na vida, pois viver sempre será um aprendizado. Ao mesmo tempo, servimos de modelos e de orientadores a outros aprendizes, e a escola é nosso espaço teórico e prático. Nas palavras de Tiba (2011):
Todo ser humano é um educador em potencial, pois já nasce um aprendiz. Se ninguém lhe ensina nada, aprende com as próprias experiências. A educação é fundamental para a sobrevivência da civilização e da cultura. Não podemos mais imaginar que alguém viva absolutamente isolado da influência dos outros. (TIBA, 2011, p.103).

Portanto, ser professora é uma experiência diária que influencia nossas atitudes e a dos alunos. Não somos imunes as nossas emoções nem ao comportamento dos outros. Aprender a lidar com as emoções e buscar satisfação nesta tarefa, além de facilitar nossas relações, ajuda também na construção do autoconhecimento tão desejado.


REFERÊNCIAS:

TIBA, Içami. Pais e educadores de alta performance. São Paulo: Integrare Editora, 2011.


domingo, 23 de abril de 2017

REVENDO NOSSA ESCRITA





Aprendizagem é um processo pessoal. No caso do professor, sua formação envolve um questionamento permanente de saberes e experiências. Para nós, alunos-professores, vivenciar estas práticas muitas vezes nos desestabiliza, mas é o desequilíbrio que nos faz repensar e reconstruir.

Neste semestre, a atividade do Seminário Integrador propõe a análise do Portfólio de Aprendizagens, tanto o nosso quanto de uma colega. Escrever sobre nossas interpretações na área educacional já virou um hábito e um alicerce em nossa formação. No entanto, retomar nossa escrita e também de uma colega com um olhar reflexivo, além de ser algo novo, acrescenta uma postura de pesquisa que também deve se tornar um hábito.

Nosso blog é um espaço de expressão de ideias e questionamentos. Cada postagem representa um momento destacado em nossa formação no curso de Pedagogia e na prática diária na escola. Quando usamos um olhar crítico para analisar a nossa escrita ou a da colega, percebemos o quanto a prática constante da escrita autoral aprimora o método e facilita a transição para uma escrita mais consistente, que discute teoria e prática.

Ao nos referirmos a uma postagem reflexiva/reconstrutiva, buscamos um questionamento que nos sintoniza com a realidade e nos compromete com as demandas atuais na educação. Não queremos parar no tempo nem ficar fora das escolhas dos alunos. Queremos ser pesquisadores da nossa prática e da aprendizagem dos alunos. Revendo as palavras de Freire (1996, p.14):

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intercenho, intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço  e comunicar ou anunciar a novidade. (FREIRE, 1996, p.14).

As palavras do educador Paulo Freire endossam nossas experiências no curso e nos deixam seguros de que estamos no caminho certo. Educação se faz com pensamento, com análise e autoconhecimento. Também se faz com liberdade de pesquisa e interpretação. No entanto, tudo isso precisará de uma motivação maior para se estabelecer: a vontade de mudar.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.


domingo, 16 de abril de 2017



VONTADE DE APRENDER
Na proposta atual do Seminário Integrador, o “pensar” e o “fazer” estão bem sinalizados quando refletimos sobre a atuação do professor e o quanto a aprendizagem por Projetos diversifica a nossa compreensão sobre o conhecimento transitável e a inversão contínua entre o que sabemos e o que poderemos aprender.

Regras e saberes confirmados podem ser revistos quando novas vivências do processo de conhecimento emergem de uma sociedade aprendente. Todos podem e devem experimentar novos conhecimentos. O professor, impulsionador deste processo, se permite refletir sobre sua prática e ir além para oportunizar também a reflexão de seu aluno. Nas palavras de Assmann (1998):

É preciso substituir a pedagogia das certezas e dos saberes pré-fixados por uma pedagogia da pergunta, do melhoramento das perguntas e do “acessamento” de informações. Em suma, por uma pedagogia da complexidade, que saiba trabalhar com conceitos transversáteis, abertos para a surpresa e o imprevisto. (ASSMANN, 1998, p.33)

Por falar em imprevisto, talvez seja este o obstáculo que impede a ação de muitos professores, temerosos de não dar conta de novas propostas. No entanto, a surpresa pode gerar encantamento e vontade de aprender, inclusive para o professor que precisa se aventurar nesta rede complexa que o conhecimento vai tecendo.

Portanto, cada educador, como essência de sua profissão, deve fazer da reflexão uma porta de entrada para novas experiências na busca de um conhecimento não permanente, mas passível de novas descobertas que o encantarão como aprendente.

REFERÊNCIAS:

ASSMANN, Hugo. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

http://educacao.faber-castell.com.br/professores/trocando-ideias/ensinar-e-aprender-o-processo-de-ensino-e-o-processo-de-aprendizagem/ (Imagem)

domingo, 9 de abril de 2017



DÚVIDAS E CERTEZAS

Dúvidas se tornam certezas... Certezas se tornam dúvidas...  Resultados provisórios de aprendizagens oportunizadas por projetos. Quanto mais investigamos impulsionados pela curiosidade, novas perguntas surgem e cada vez mais queremos conhecer nossa realidade.

Quando experimentamos as etapas de um Projeto de Aprendizagem na interdisciplina Seminário Integrador, nos deparamos com novas necessidades de conhecimentos, inclusive pedagógicos sobre o assunto. Ao mesmo tempo, com a proposta da revisão dos projetos feita pela interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação, todo o processo de investigação pode ser avaliado, o que permite analisarmos melhor as etapas.

Desta forma, percebemos que o projeto não é uma metodologia, mas uma forma de desenvolver uma proposta de aprendizagem onde alunos e professores interagem para associar necessidade com conhecimento. Através de uma postura flexível da escola, educandos são estimulados a praticar a investigação e buscar respostas para seus problemas, ultrapassando o tradicional cumprimento de tarefas. Conforme Porto; Ramos; Goulart (2009):

Mais uma vez, chamamos a atenção para o fato de que não existe um método ou uma fórmula pronta para o desenvolvimento de projetos, mas sim, uma concepção diferenciada de quem ensina em relação ao ensinar e aprender, envolvendo uma relação de troca e de construções sociais interativas, nas quais todos que dele fazem parte são importantes. (PORTO; RAMOS; GOULART, 2009, p.60 e 61).

Portanto, leituras, observações, entrevistas, experimentações entre outras, são atividades que despertam a reflexão dos envolvidos e potencializam uma investigação globalizada da realidade. Trabalhar em grupo socializa o saber e, no caso dos projetos, proporciona uma aprendizagem coletiva das ações e das interpretações dos resultados.

REFERÊNCIAS:
PORTO, Amélia; RAMOS, Lízia; GOULART, Sheila. Um olhar comprometido com o ensino de ciências. Belo Horizonte: Editora FAPI, 2009.


domingo, 2 de abril de 2017

PROTAGONISMO NA ESCOLA
Toda proposta pedagógica é embasada na busca de uma aprendizagem eficiente. Queremos que nossos alunos aprendam, mas muitas vezes esquecemos que o interesse maior deste estar no educando, isto é, em sua vontade de saber mais. Como professores, experimentamos novos métodos, acreditando que sempre haverá algo novo a alcançar, principalmente na educação.

Quando concentramos as atividades em torno do “ensinar a pensar”, abrimos a programação e damos mais espaço para a autonomia e a interação social em nossas práticas. Projetos educativos cumprem este papel quando valorizam o protagonismo do aluno. Segundo Zabala (1998, p.149):

O ponto de partida do método de projetos é o interesse e o esforço. O professor terá de aproveitar as energias individuais, naturalmente dispersas, canalizá-las e integrá-las para um objetivo concreto. Um bom ensino será dado quando os meninos e as  meninas possam se mover de acordo com suas intenções e aglutinem seus esforços e desejos para objetivos claramente definidos segundo certos ideais e valores. (ZABALA, 1998, p.149)

Desta forma, fica evidente o quanto o professor tem responsabilidade na proposição e coordenação das atividades em que seus alunos estão envolvidos. Para estimular o protagonismo é preciso também dar o exemplo. Um exemplo de envolvimento e interesse de alguém que acredita que a aprendizagem de seus alunos transcende os conteúdos, compreendendo a realidade e construindo para a vida.


REFERÊNCIAS:

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.