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| REVENDO NOSSA ESCRITA |
Aprendizagem é um processo pessoal. No caso do professor, sua
formação envolve um questionamento permanente de saberes e experiências. Para
nós, alunos-professores, vivenciar estas práticas muitas vezes nos
desestabiliza, mas é o desequilíbrio que nos faz repensar e reconstruir.
Neste semestre, a atividade do Seminário Integrador propõe a
análise do Portfólio de Aprendizagens, tanto o nosso quanto de uma colega. Escrever
sobre nossas interpretações na área educacional já virou um hábito e um
alicerce em nossa formação. No entanto, retomar nossa escrita e também de uma
colega com um olhar reflexivo, além de ser algo novo, acrescenta uma postura de
pesquisa que também deve se tornar um hábito.
Nosso blog é um espaço de expressão de ideias e
questionamentos. Cada postagem representa um momento destacado em nossa
formação no curso de Pedagogia e na prática diária na escola. Quando usamos um
olhar crítico para analisar a nossa escrita ou a da colega, percebemos o quanto
a prática constante da escrita autoral aprimora o método e facilita a transição
para uma escrita mais consistente, que discute teoria e prática.
Ao nos referirmos a uma postagem reflexiva/reconstrutiva,
buscamos um questionamento que nos sintoniza com a realidade e nos compromete
com as demandas atuais na educação. Não queremos parar no tempo nem ficar fora
das escolhas dos alunos. Queremos ser pesquisadores da nossa prática e da
aprendizagem dos alunos. Revendo as palavras de Freire (1996, p.14):
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa
sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto
ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei,
porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intercenho,
intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não
conheço e comunicar ou anunciar a
novidade. (FREIRE, 1996, p.14).
As palavras do educador Paulo Freire endossam nossas
experiências no curso e nos deixam seguros de que estamos no caminho certo.
Educação se faz com pensamento, com análise e autoconhecimento. Também se faz com
liberdade de pesquisa e interpretação. No entanto, tudo isso precisará de uma
motivação maior para se estabelecer: a vontade de mudar.
REFERÊNCIAS:
FREIRE, Paulo. Pedagogia
da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e
Terra, 1996.

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