domingo, 23 de abril de 2017

REVENDO NOSSA ESCRITA





Aprendizagem é um processo pessoal. No caso do professor, sua formação envolve um questionamento permanente de saberes e experiências. Para nós, alunos-professores, vivenciar estas práticas muitas vezes nos desestabiliza, mas é o desequilíbrio que nos faz repensar e reconstruir.

Neste semestre, a atividade do Seminário Integrador propõe a análise do Portfólio de Aprendizagens, tanto o nosso quanto de uma colega. Escrever sobre nossas interpretações na área educacional já virou um hábito e um alicerce em nossa formação. No entanto, retomar nossa escrita e também de uma colega com um olhar reflexivo, além de ser algo novo, acrescenta uma postura de pesquisa que também deve se tornar um hábito.

Nosso blog é um espaço de expressão de ideias e questionamentos. Cada postagem representa um momento destacado em nossa formação no curso de Pedagogia e na prática diária na escola. Quando usamos um olhar crítico para analisar a nossa escrita ou a da colega, percebemos o quanto a prática constante da escrita autoral aprimora o método e facilita a transição para uma escrita mais consistente, que discute teoria e prática.

Ao nos referirmos a uma postagem reflexiva/reconstrutiva, buscamos um questionamento que nos sintoniza com a realidade e nos compromete com as demandas atuais na educação. Não queremos parar no tempo nem ficar fora das escolhas dos alunos. Queremos ser pesquisadores da nossa prática e da aprendizagem dos alunos. Revendo as palavras de Freire (1996, p.14):

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intercenho, intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço  e comunicar ou anunciar a novidade. (FREIRE, 1996, p.14).

As palavras do educador Paulo Freire endossam nossas experiências no curso e nos deixam seguros de que estamos no caminho certo. Educação se faz com pensamento, com análise e autoconhecimento. Também se faz com liberdade de pesquisa e interpretação. No entanto, tudo isso precisará de uma motivação maior para se estabelecer: a vontade de mudar.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.


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