domingo, 30 de outubro de 2016

FAZER CIÊNCIAS

Como professora, participar de atividades que instigam os alunos a pensar me deixou motivada a experimentar cada vez mais novas possibilidades de aprendizagem. Esta proposta foi encaminhada pela interdisciplina de Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, onde realizar uma experiência com os alunos trouxe novas expectativas para a minha rotina escolar.

Ao pesquisar novamente um mesmo tema, é possível encontrar outras interpretações e novos enfoques podem ser dados para estimular os alunos a formular hipóteses e buscar explicações para os fenômenos. É todo um ambiente de aprendizagem que acaba se formando, onde o professor estabelece uma parceria de investigação com os alunos e estes se apropriam dos conhecimentos. Para tanto, é necessário um planejamento que desperte o processo investigativo nos alunos. Nas palavras de Nigro (2012, p.72):

“Fazer ciências” em sala de aula significa proporcionar diversas situações nas quais os alunos possam se portar como verdadeiros cientistas. Eles devem adotar procedimentos típicos desses profissionais – como observar, tomar dados, fazer anotações e registros, analisá-los etc. – e desenvolver “hábitos de mente” como a curiosidade, a criatividade, o rigor e a disciplina, para assim tentar vislumbrar como o conhecimento científico pode ser construído. NIGRO (2012, p. 72)


Assim, se a curiosidade dos alunos continuar aguçada e o interesse em observar e transformar em investigação as dúvidas diárias ainda está presente, então as nossas aulas estão produtivas e nosso objetivo de “fazer ciências” está sendo alcançado.

REFERÊNCIAS:

NIGRO, Rogério G. Ciências: soluções para dez desafios do professor, 1º ao 3º ano do ensino fundamental. São Paulo: Ática, 2012.


domingo, 23 de outubro de 2016


MATEMÁTICA NA VIDA

A matemática na escola é formalizada, abstrata, genérica, simbólica e costuma ser apresentada através de regras e modelos rígidos. Partindo da intuição, do concreto, da linguagem usual para depois utilizar a linguagem usual para depois utilizar a linguagem matemática e permitindo que os alunos construam seus próprios modelos, é possível que eles cheguem aos significados da matemática escolar de maneira mais eficiente e prazerosa. (CARRASCO, 1999, p.88)

A partir da citação acima, novos questionamentos podem ser formulados, como por exemplo, de que maneira as experiências informais dos alunos são recebidas e contextualizadas na escola, sobretudo dos conhecimentos matemáticos.
O conhecimento matemático pode ser construído dentro e fora da escola, o que torna um desafio aos professores fazer este intercâmbio e dar significado às práticas escolares. A matemática que se aprende na escola não pode se restringir a exercícios formais e destituídos de importância para a vida do aluno. Ela precisa promover situações onde os alunos possam estabelecer relações lógico matemáticas e alcançar novos modelos, outras formas de observar e resolver problemas.
Toda criança, ao entrar na escola, já passou e continua passando por experiências que a fazem entender o mundo e desenvolver sua inteligência. A escola, ao recebê-la, precisa aceitar estas experiências e transpô-las para a formalidade, incentivando a reflexão lógica e a tomada de decisões. É necessário evitar a dicotomia entre a matemática que se aprende fora da escola e os modelos escolares.
Portanto, todo o conhecimento, inclusive o lógico matemático, necessita de uma vivência concreta para se constituir e servir de base para novos conhecimentos. A escola, neste processo, deve servir de ponte e não de barreira, promovendo a reciprocidade entre a matemática institucionalizada e a resolução de problemas da vida.

REFERÊNCIAS:
CARRASCO, L.H.M. Matemática nas séries iniciais. In: teoria & fazeres: caminhos da educação popular. Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Gravataí, 1999.




sábado, 15 de outubro de 2016


MATEMÁTICA: PRÁTICA NA VIDA

Como professora, vivo selecionando materiais pedagógicos e planejando novas atividades. Qualquer objeto ou descarte pode servir de material concreto para evidenciar e/ou construir algum conceito com os alunos. Nesta perspectiva, a interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática me fez refletir que sempre é possível renovar uma atividade e torná-la mais dinâmica, mobilizando os alunos para a aprendizagem.

Então, é na prática diária que o professor vai redefinindo o seu trabalho, propondo atividades, adaptando metodologias e acompanhando resultados. Nas palavras de Soares (2009, p. 18):

É preciso, portanto, refletir sobre o objetivo do trabalho e procurar aprender com a prática de sala de aula. Isso requer tempo e disposição e, certamente, uma articulação com outros profissionais. Os conhecimentos que adquirimos com a prática têm sempre novidades, que vão surgindo na própria prática, e serão melhor aproveitados se houver espaço para que essas novidades sejam debatidas. (SOARES, 2009, p.18)

Assim, é importante que a matemática seja aplicada como parte do cotidiano das pessoas e não apenas como conteúdo ou programa escolar. Outra necessidade, diz respeito a uma postura investigativa do professor, onde articular com colegas hipóteses e soluções, renova práticas e favorece a compreensão do papel de cada um na sociedade.


REFERÊNCIAS:

SOARES, Eduardo Sarquis. Ensinar Matemática – desafios e possibilidades. Belo Horizonte: Dimensão, 2009.

sábado, 8 de outubro de 2016


DESPERTAR CURIOSIDADES

Ciência é conhecimento. Mas o conhecimento só é alcançado quando satisfaz uma curiosidade. Então, despertar a curiosidade do aluno é fundamental para o professor encaminhar a construção do conhecimento em suas aulas.
Saberes alternativos advindos de experiências diárias recheiam a vida escolar dos alunos e professores. Estes saberes podem servir de alicerce para a compreensão de informações científicas e conceitos que fundamentam as leis da natureza. Estas inter-relações provocam novas perspectivas de solução de problemas, o que favorece a busca de novas informações.
Então, é com este caráter educativo que devemos pensar nossas aulas, principalmente as de Ciências, explorando as relações entre o todo e as partes, buscando novas formas de ver os mesmos problemas, instigando os alunos a observar e pensar. Conforme Morin (2002, p. 39):

A educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver problemas essenciais e, de forma correlata, estimular o uso total da inteligência geral. Este uso total pede o livre exercício da curiosidade, a faculdade mais expandida e a mais viva durante a infância e a adolescência, que com frequência a instrução extingue e que, ao contrário, se trata de estimular ou, caso esteja adormecida, de despertar. (MORIN, 2002, p. 39)


Portanto, conhecimento e curiosidade se intercalam na busca de significados da vida. A escola deve servir de espaço para, desde a Educação Infantil, abrir caminhos concretos de experimentação, onde os alunos sejam estimulados a buscar conhecimentos e se adaptarem às incertezas do nosso tempo.


REFERÊNCIAS:

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2002.

domingo, 2 de outubro de 2016



PERCEPÇÃO DO MUNDO

É possível construir um conhecimento histórico na escola? Este é um questionamento frequente enquanto escola tradicional, onde os conceitos “prontos” são privilegiados. Nos deparamos com acontecimentos que devem ser compreendidos em ordem cronológica e registrados, analisados rotineiramente na forma de causas e consequências.

No entanto, ao mesmo tempo, é viável ter uma visão mais crítica, partindo do local para o geral e vice-versa, isto é, situando também os fatos em relação ao mundo, estabelecendo diálogos entre o estudo e as comunidades. É com este parâmetro que o professor de História deve pensar as suas aulas, planejando um diálogo da sua disciplina com as outras da escola. Conforme Nemi, Martins, Escanhuela (2009, p. 47):

Cabe ao professor de História, em conjunto com os outros professores da escola, planejar de forma a integrar os conhecimentos que o aluno traz da sua vivência a experiências e desafios que contribuam para aprofundar sua percepção e leitura do mundo. Enfim, é para articular a experiência dos alunos e professores com o mundo que se ensina História. (NEMI, MARTINS, ESCANHUELA, 2009, P. 47)

Assim, para superar uma visão ultrapassada de ensino, a História deve fazer parte da formação dos alunos desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Esta formação é simultânea à construção da cidadania, pois envolve a percepção e interação do indivíduo com o seu mundo, por vivências e diálogos com sua própria comunidade.

REFERÊNCIAS:

NEMI, Ana; MARTINS, João Carlos; ESCANHUELA, Diego Luiz. Ensino de história e experiências: o tempo vivido. 1.ed. São Paulo: FTD, 2009.