PERCEPÇÃO DO MUNDO
É possível construir um
conhecimento histórico na escola? Este é um questionamento frequente enquanto
escola tradicional, onde os conceitos “prontos” são privilegiados. Nos
deparamos com acontecimentos que devem ser compreendidos em ordem cronológica e
registrados, analisados rotineiramente na forma de causas e consequências.
No entanto, ao mesmo tempo,
é viável ter uma visão mais crítica, partindo do local para o geral e vice-versa,
isto é, situando também os fatos em relação ao mundo, estabelecendo diálogos
entre o estudo e as comunidades. É com este parâmetro que o professor de História
deve pensar as suas aulas, planejando um diálogo da sua disciplina com as
outras da escola. Conforme Nemi, Martins, Escanhuela (2009, p. 47):
Cabe
ao professor de História, em conjunto com os outros professores da escola, planejar
de forma a integrar os conhecimentos que o aluno traz da sua vivência a
experiências e desafios que contribuam para aprofundar sua percepção e leitura
do mundo. Enfim, é para articular a experiência dos alunos e professores com o
mundo que se ensina História. (NEMI, MARTINS, ESCANHUELA, 2009, P. 47)
Assim, para superar uma
visão ultrapassada de ensino, a História deve fazer parte da formação dos
alunos desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Esta formação é simultânea
à construção da cidadania, pois envolve a percepção e interação do indivíduo
com o seu mundo, por vivências e diálogos com sua própria comunidade.
REFERÊNCIAS:
NEMI, Ana; MARTINS, João
Carlos; ESCANHUELA, Diego Luiz. Ensino de história e experiências: o tempo
vivido. 1.ed. São Paulo: FTD, 2009.

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