DESPERTAR CURIOSIDADES
Ciência
é conhecimento. Mas o conhecimento só é alcançado quando satisfaz
uma curiosidade. Então, despertar a curiosidade do aluno é
fundamental para o professor encaminhar a construção do
conhecimento em suas aulas.
Saberes
alternativos advindos de experiências diárias recheiam a vida
escolar dos alunos e professores. Estes saberes podem servir de
alicerce para a compreensão de informações científicas e
conceitos que fundamentam as leis da natureza. Estas inter-relações
provocam novas perspectivas de solução de problemas, o que favorece
a busca de novas informações.
Então,
é com este caráter educativo que devemos pensar nossas aulas,
principalmente as de Ciências, explorando as relações entre o todo
e as partes, buscando novas formas de ver os mesmos problemas,
instigando os alunos a observar e pensar. Conforme Morin (2002, p.
39):
A educação deve
favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver
problemas essenciais e, de forma correlata, estimular o uso total da
inteligência geral. Este uso total pede o livre exercício da
curiosidade, a faculdade mais expandida e a mais viva durante a
infância e a adolescência, que com frequência a instrução
extingue e que, ao contrário, se trata de estimular ou, caso esteja
adormecida, de despertar. (MORIN, 2002, p. 39)
Portanto, conhecimento
e curiosidade se intercalam na busca de significados da vida. A
escola deve servir de espaço para, desde a Educação Infantil,
abrir caminhos concretos de experimentação, onde os alunos sejam
estimulados a buscar conhecimentos e se adaptarem às incertezas do
nosso tempo.
REFERÊNCIAS:
MORIN, Edgar. Os sete
saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez;
Brasília, DF: UNESCO, 2002.

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