sábado, 8 de outubro de 2016


DESPERTAR CURIOSIDADES

Ciência é conhecimento. Mas o conhecimento só é alcançado quando satisfaz uma curiosidade. Então, despertar a curiosidade do aluno é fundamental para o professor encaminhar a construção do conhecimento em suas aulas.
Saberes alternativos advindos de experiências diárias recheiam a vida escolar dos alunos e professores. Estes saberes podem servir de alicerce para a compreensão de informações científicas e conceitos que fundamentam as leis da natureza. Estas inter-relações provocam novas perspectivas de solução de problemas, o que favorece a busca de novas informações.
Então, é com este caráter educativo que devemos pensar nossas aulas, principalmente as de Ciências, explorando as relações entre o todo e as partes, buscando novas formas de ver os mesmos problemas, instigando os alunos a observar e pensar. Conforme Morin (2002, p. 39):

A educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver problemas essenciais e, de forma correlata, estimular o uso total da inteligência geral. Este uso total pede o livre exercício da curiosidade, a faculdade mais expandida e a mais viva durante a infância e a adolescência, que com frequência a instrução extingue e que, ao contrário, se trata de estimular ou, caso esteja adormecida, de despertar. (MORIN, 2002, p. 39)


Portanto, conhecimento e curiosidade se intercalam na busca de significados da vida. A escola deve servir de espaço para, desde a Educação Infantil, abrir caminhos concretos de experimentação, onde os alunos sejam estimulados a buscar conhecimentos e se adaptarem às incertezas do nosso tempo.


REFERÊNCIAS:

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2002.

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