MATEMÁTICA NA VIDA
A matemática na
escola é formalizada, abstrata, genérica, simbólica e costuma ser apresentada
através de regras e modelos rígidos. Partindo da intuição, do concreto, da
linguagem usual para depois utilizar a linguagem usual para depois utilizar a
linguagem matemática e permitindo que os alunos construam seus próprios
modelos, é possível que eles cheguem aos significados da matemática escolar de
maneira mais eficiente e prazerosa. (CARRASCO, 1999, p.88)
A partir da citação acima, novos questionamentos podem ser formulados,
como por exemplo, de que maneira as experiências informais dos alunos são
recebidas e contextualizadas na escola, sobretudo dos conhecimentos
matemáticos.
O conhecimento matemático pode ser construído dentro e fora da escola,
o que torna um desafio aos professores fazer este intercâmbio e dar significado
às práticas escolares. A matemática que se aprende na escola não pode se
restringir a exercícios formais e destituídos de importância para a vida do
aluno. Ela precisa promover situações onde os alunos possam estabelecer
relações lógico matemáticas e alcançar novos modelos, outras formas de observar
e resolver problemas.
Toda criança, ao entrar na escola, já passou e continua passando por
experiências que a fazem entender o mundo e desenvolver sua inteligência. A
escola, ao recebê-la, precisa aceitar estas experiências e transpô-las para a
formalidade, incentivando a reflexão lógica e a tomada de decisões. É
necessário evitar a dicotomia entre a matemática que se aprende fora da escola
e os modelos escolares.
Portanto, todo o conhecimento, inclusive o lógico matemático, necessita
de uma vivência concreta para se constituir e servir de base para novos
conhecimentos. A escola, neste processo, deve servir de ponte e não de
barreira, promovendo a reciprocidade entre a matemática institucionalizada e a
resolução de problemas da vida.
REFERÊNCIAS:
CARRASCO, L.H.M.
Matemática nas séries iniciais. In: teoria & fazeres: caminhos da educação
popular. Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Gravataí, 1999.

Anaí
ResponderExcluirTrabalhar com o concreto e dar relevância as experiências dos alunos facilita na compreensão da matemática e demais áreas, afinal não fugimos da matemática nunca..
Tutora Luciane Machado.