domingo, 23 de outubro de 2016


MATEMÁTICA NA VIDA

A matemática na escola é formalizada, abstrata, genérica, simbólica e costuma ser apresentada através de regras e modelos rígidos. Partindo da intuição, do concreto, da linguagem usual para depois utilizar a linguagem usual para depois utilizar a linguagem matemática e permitindo que os alunos construam seus próprios modelos, é possível que eles cheguem aos significados da matemática escolar de maneira mais eficiente e prazerosa. (CARRASCO, 1999, p.88)

A partir da citação acima, novos questionamentos podem ser formulados, como por exemplo, de que maneira as experiências informais dos alunos são recebidas e contextualizadas na escola, sobretudo dos conhecimentos matemáticos.
O conhecimento matemático pode ser construído dentro e fora da escola, o que torna um desafio aos professores fazer este intercâmbio e dar significado às práticas escolares. A matemática que se aprende na escola não pode se restringir a exercícios formais e destituídos de importância para a vida do aluno. Ela precisa promover situações onde os alunos possam estabelecer relações lógico matemáticas e alcançar novos modelos, outras formas de observar e resolver problemas.
Toda criança, ao entrar na escola, já passou e continua passando por experiências que a fazem entender o mundo e desenvolver sua inteligência. A escola, ao recebê-la, precisa aceitar estas experiências e transpô-las para a formalidade, incentivando a reflexão lógica e a tomada de decisões. É necessário evitar a dicotomia entre a matemática que se aprende fora da escola e os modelos escolares.
Portanto, todo o conhecimento, inclusive o lógico matemático, necessita de uma vivência concreta para se constituir e servir de base para novos conhecimentos. A escola, neste processo, deve servir de ponte e não de barreira, promovendo a reciprocidade entre a matemática institucionalizada e a resolução de problemas da vida.

REFERÊNCIAS:
CARRASCO, L.H.M. Matemática nas séries iniciais. In: teoria & fazeres: caminhos da educação popular. Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Gravataí, 1999.




Um comentário:

  1. Anaí
    Trabalhar com o concreto e dar relevância as experiências dos alunos facilita na compreensão da matemática e demais áreas, afinal não fugimos da matemática nunca..
    Tutora Luciane Machado.

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