SE EU ENSINO, NÓS APRENDEMOS
Ensinar é uma prática assim
como o aprender também o é. No entanto, vivemos procurando fórmulas prontas que
direcionem nossos caminhos de aprendizagem quando basta percorrê-los com
interesse e disposição para construir nossa própria proposta de busca para o conhecimento.
Durante todo o curso de Pedagogia
nos deparamos com ideias e interpretações de diversos autores sobre educação e
ensino, identificadas na forma de conceitos. Sempre que analisamos e
contextualizamos novos conceitos, acabamos incorporando uma prática reflexiva
que se caracteriza por uma mudança em nossa prática, principalmente pela
necessidade de materializarmos nossas interpretações. Nas experiências
pedagógicas em sala de aula, então, confirmamos ou contestamos nossas novas
aprendizagens.
Com esta visão, tenho
percorrido minhas postagens antigas no meu Portfólio de Aprendizagens do curso,
fazendo paralelos com minha escrita atual. Este exercício de análise tem
colaborado para reafirmar minhas expectativas como aluna, embora tenha
convicção de que, como professora, serei eternamente aprendiz. Confirmando esta ideia, meu
texto Uma
experiência docente, traz abordagens sobre o quanto nossas intervenções
podem potencializar os resultados de uma aula, visto que os próprios resultados
são decorrentes das intenções educativas que propomos para a nossa prática
pedagógica. Evidenciando a importância das nossas intenções pedagógicas, Zabala
(1998, p. 29) diz:
Mas, de qualquer
forma, ter um conhecimento rigoroso de nossa tarefa implica saber identificar
os fatores que incidem no crescimento dos alunos. O segundo passo consistirá em
aceitar ou não o papel que podemos ter neste crescimento e avaliar se nossa
intervenção é coerente com a ideia que temos da função da escola e, portanto,
de nossa função social como educadores. (ZABALA, 1998, p. 29).
Convém salientar, também,
que escolher e avaliar nossas ações faz parte de um processo interativo entre
professor e alunos, onde suas decisões já não são uma questão individual, mas
uma questão que envolve a todos. Conforme Franchi (2012, p. 37):
Planejar não é prever
uma rotina, mas um ato de imaginação; e coordenar é saber criar as condições
para uma atividade conjunta em torno dos problemas que o professor prevê e que
ele sabe adequados aos objetivos que se propõe; aproveitar-se dos movimentos
dinâmicos desse processo participativo em que cada um se situa com suas
peculiaridades. (FRANCHI, 2012, p. 37).
É claro que ao fazermos
referência ao planejamento, esta vem carregada de intenções, pois, ainda que
planejar seja essencial no ensino, a flexibilidade deste planejamento atende ao
caráter interativo da aprendizagem, permitindo a participação de todos no
processo, o que é fundamental no próprio ensino. Assim, nossas experiências
diárias de sala de aula agregam valores imensuráveis a uma aprendizagem
permanente, onde “atos de imaginação” vão compondo nossas ações pedagógicas em
busca do tesouro da educação: a aprendizagem significativa de nossos alunos.
REFERÊNCIAS:
FRANCHI, Eglê. Pedagogia do alfabetizar letrando: da
oralidade à escrita. 9a. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2012.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar.
Porto Alegre: Art Med, 1998.

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