sábado, 1 de dezembro de 2018


SE EU ENSINO, NÓS APRENDEMOS


Ensinar é uma prática assim como o aprender também o é. No entanto, vivemos procurando fórmulas prontas que direcionem nossos caminhos de aprendizagem quando basta percorrê-los com interesse e disposição para construir nossa própria proposta de busca para o conhecimento.

Durante todo o curso de Pedagogia nos deparamos com ideias e interpretações de diversos autores sobre educação e ensino, identificadas na forma de conceitos. Sempre que analisamos e contextualizamos novos conceitos, acabamos incorporando uma prática reflexiva que se caracteriza por uma mudança em nossa prática, principalmente pela necessidade de materializarmos nossas interpretações. Nas experiências pedagógicas em sala de aula, então, confirmamos ou contestamos nossas novas aprendizagens.

Com esta visão, tenho percorrido minhas postagens antigas no meu Portfólio de Aprendizagens do curso, fazendo paralelos com minha escrita atual. Este exercício de análise tem colaborado para reafirmar minhas expectativas como aluna, embora tenha convicção de que, como professora, serei eternamente aprendiz. Confirmando esta ideia, meu texto Uma experiência docente, traz abordagens sobre o quanto nossas intervenções podem potencializar os resultados de uma aula, visto que os próprios resultados são decorrentes das intenções educativas que propomos para a nossa prática pedagógica. Evidenciando a importância das nossas intenções pedagógicas, Zabala (1998, p. 29) diz:

Mas, de qualquer forma, ter um conhecimento rigoroso de nossa tarefa implica saber identificar os fatores que incidem no crescimento dos alunos. O segundo passo consistirá em aceitar ou não o papel que podemos ter neste crescimento e avaliar se nossa intervenção é coerente com a ideia que temos da função da escola e, portanto, de nossa função social como educadores. (ZABALA, 1998, p. 29).

Convém salientar, também, que escolher e avaliar nossas ações faz parte de um processo interativo entre professor e alunos, onde suas decisões já não são uma questão individual, mas uma questão que envolve a todos. Conforme Franchi (2012, p. 37):

Planejar não é prever uma rotina, mas um ato de imaginação; e coordenar é saber criar as condições para uma atividade conjunta em torno dos problemas que o professor prevê e que ele sabe adequados aos objetivos que se propõe; aproveitar-se dos movimentos dinâmicos desse processo participativo em que cada um se situa com suas peculiaridades. (FRANCHI, 2012, p. 37).

É claro que ao fazermos referência ao planejamento, esta vem carregada de intenções, pois, ainda que planejar seja essencial no ensino, a flexibilidade deste planejamento atende ao caráter interativo da aprendizagem, permitindo a participação de todos no processo, o que é fundamental no próprio ensino. Assim, nossas experiências diárias de sala de aula agregam valores imensuráveis a uma aprendizagem permanente, onde “atos de imaginação” vão compondo nossas ações pedagógicas em busca do tesouro da educação: a aprendizagem significativa de nossos alunos.


REFERÊNCIAS:

FRANCHI, Eglê. Pedagogia do alfabetizar letrando: da oralidade à escrita. 9a. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2012.

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Art Med, 1998.


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