EXPERIMENTAR É ESSENCIAL
Em
educação, principalmente em uma sala de aula, experimentar é essencial. Por
mais que organizemos planejamentos, a pitada do inesperado que uma
experimentação proporciona é o que tempera as relações na aprendizagem com os
alunos. Hoje, tanto nas atividades do estágio do curso de Pedagogia, quanto em
minhas aulas de Matemática e de Ciências nas séries finais do Ensino Fundamental,
o movimento de testar práticas e interagir com os alunos abre um leque de
interpretações. Em nossas observações com foco nas aprendizagens, é possível
ter mais flexibilidade na compreensão da construção pessoal do conhecimento.
Revendo
meu Portfólio de Aprendizagens (blog), encontrei uma descrição de uma das
minhas práticas pedagógicas de Classificação (processo mental básico) que evidencia esta forma experimental de acompanhar o
raciocínio lógico dos alunos. Na postagem Ciência
na Sala de Aula, de novembro de 2016, destaquei algumas palavras de Nigro
(2012), onde ele fala da importância de cultivar nas crianças o espírito
investigativo de um cientista. Buscando novas falas deste autor, doutor em
ensino de Ciências e Matemática, renovei minhas expectativas quanto a criar
novas rotinas nas aulas, como Nigro (2012, p. 89) sugere:
Mantenha seu espírito “para cima” e
você aproveitará melhor tudo que é sugerido. Começará até a criar outras
atividades. O fascínio pelo mundo natural e pelas criações humanas é a munição
dos cientistas e também a nossa, como professores de ciências, para manter o
entusiasmo. Em contrapartida, a satisfação de despertar nas crianças esse
maravilhamento é nossa maior recompensa. (NIGRO, 2012, p. 89).
Então,
onde nós, professores, depositamos nosso entusiasmo: na curiosidade despertada
de um aluno ou na evidência de uma aprendizagem concretizada? Na realidade, não
existe um resultado único para nos entusiasmar. Todo este movimento
oportunizado pelas interações com os alunos, todas as experiências e processos
de construção do saber servem para alimentar a chama que mantém viva nossa
vontade de ensinar, o que nos faz aprender permanentemente.
Assim,
relacionar cotidiano e sala de aula já não é novidade, mas uma necessidade para
abordar questões práticas e significativas para os alunos. Aproximar a
realidade do contexto escolar faz da aula uma continuidade da vida e uma
percepção dos fenômenos que, apesar de corriqueiros, carecem de observação e
compreensão de sua real finalidade.
REFERÊNCIAS:
NIGRO,
Rogério G. Ciências: soluções para dez desafios do professor. São Paulo: Ática,
2012.

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