CIÊNCIA NA SALA DE AULA
Ciência envolve mundo e
vida. Somos cercados por fenômenos e vivemos deles. Como não trazê-los para
estudos em sala de aula? Como não interagir com as crianças e vivenciar estas
descobertas? É claro que não podemos ficar alheios a esta necessidade de buscar
respostas e entender o mundo. Nas palavras de Nigro (2012, p. 88):
Acontece
que as coisas se passam ao nosso redor, mas frequentemente não olhamos para
elas com o “olhar do cientista”. E isso não pode acontecer com nossos alunos. O
pequeno cientista que mora dentro das crianças deve ser bem cultivado,
irrigado, provocado, para sair do estado de dormência e poder germinar. (NIGRO,
2012, p. 88)
Com este espírito de
investigação, a interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais
vem propondo atividades que nos permitem vivenciar estes momentos criativos com
os alunos.
Por exemplo, para exercitar a Classificação, apresentei um conjunto de botões diferentes misturados para uma aluna (Bruna, 6 anos), da 1ª série. Entre comentários, solicitei que ela separasse os botões em grupos, conforme suas observações.
O interessante é que Bruna
escolheu o critério da cor para formar os grupos de botões, mas ao perceber que
os botões vermelhos tinham tamanhos diferentes, separou-os em mais grupos.
Perguntei se ela poderia fazer outras separações, onde uma de suas sugestões
foi separar os “grandes dos pequenos”, chamando minha atenção para alguns
botões que tinham formato diferente (coração) ou para aqueles que não tinham
furos (forrados com tecido).
Portanto, estas experiências
com os alunos nos deixam mais sintonizados com os processos de aprendizagem e
oportunizam reflexões sobre o desenvolvimento do raciocínio lógico nas
crianças. Todos estes estímulos proporcionam aos alunos autonomia para formular
hipóteses e construir o seu caminho de argumentação.
REFERÊNCIAS:
NIGRO,
Rogério G. Ciências: soluções para dez desafios do professor, 1º ao 3º ano do
ensino fundamental. São Paulo: Ática, 2012.


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