UMA EXPERIÊNCIA DOCENTE
Numa simples adaptação do jogo “Faça
10” para sua aplicação em peças de um outro jogo, o dominó, foi possível
explorar a compreensão da contagem e as noções de adição com alunos do 2º ano
do Ensino Fundamental. Esta tarefa, lançada pela interdisciplina Representação
do Mundo pela Matemática, proporcionou uma experiência docente enriquecedora,
além de abrir novos campos de interpretação para resultados das atividades
planejadas.
Durante a atividade, ao pedir que
cada dupla de alunos selecionasse as peças do dominó necessárias para que o
somatório dos pontos (bolinhas) fosse 10, a curiosidade inicial deu lugar à
diversão durante as primeiras combinações. Os alunos contaram em voz alta as
bolinhas de cada peça, usaram os dedinhos como auxílio, refizeram a contagem ou
trocaram as peças para obterem a quantidade 10. Aos poucos, foi possível
perceber que os mesmos foram criando
estratégias para acelerar o resultado certo, como no caso de manter uma peça
conhecida e trocar as outras para formar novas combinações.
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| Contando bolinhas para obter 10 |
Esta atividade foi finalizada pela construção de algoritmos pelos alunos, que, ao organizarem as peças sobre uma folha, registraram estas operações, praticando o que já haviam anteriormente construído sobre a operação de adição em sala de aula.
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| Construção de um algoritmo para a adição |
Analisando minha experiência,
cada vez mais me convenço que o fundamental é dar significado para a prática ao
valorizarmos as intervenções pedagógicas com nossos alunos. Na matemática, como
nas demais disciplinas, os conteúdos são veículos para o desenvolvimento de
habilidades e a participação do professor, do planejamento à execução,
condiciona a trajetória de seus alunos. É o que encontramos nas palavras de Zabala (1998, p. 29), “É preciso
insistir que tudo quanto fazemos em aula, por menor que seja, incide em maior
ou menor grau na formação de nossos alunos”.
Assim, as relações interativas em
sala de aula sempre fornecerão subsídios de interpretação para os professores.
No caso da minha experiência, observar as formas de contagem, as estratégias de
raciocínio e a verbalização dos pensamentos matemáticos dos alunos, me fez
repensar o papel do professor não só no planejamento das atividades, mas,
sobretudo, na intenção educativa que propomos para cada prática pedagógica.
REFERÊNCIAS:
ZABALA, Antoni. A prática
educativa: como ensinar. Porto Alegre: ARTMED Editora, 1998.
Imagens: Acervo pessoal.


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