Ao trabalharmos com educação,
nos envolvemos nas relações humanas enquanto promovemos a formação da
cidadania. No entanto, esta formação vai além dos muros da escola, pois vivemos
na medida em que interagimos com o mundo. A cidadania, então, é o reflexo de
comportamentos sociais, políticos e econômicos que regem uma sociedade na busca
de um bem comum. Escola e sociedade, portanto, são indissociáveis em todas as
formações humanas.
Sendo assim, quando pensamos
em Educação de Jovens e Adultos (EJA), precisamos superar a prática de
transmissão de direitos e deveres formalizados, para buscar uma prática
pedagógica mais humanizadora, onde a cidadania popular se torne ativa. Nas
palavras de Capucho (2012, p. 37-38):
A formação nessa
perspectiva não pode circunscrever-se ao espaço escolar, mas também não podemos
desconsiderar que este seja o espaço privilegiado para que jovens e
adultos(as), das camadas populares, tenham acesso ao conhecimento
historicamente produzido e também a vivências marcadas pelo entendimento mútuo,
respeito e luta por direitos, ou seja, espaços com potencial para o
fortalecimento da democracia e promoção da cidadania. (CAPUCHO, 2012, p.
37-38).
Falando em vivências, o
direito à educação, independentemente da idade, é um qualificador social,
principalmente quando o indivíduo tem na escola, sua referência de conhecimento
e de formação. Partimos daí, então, para a ideia de que a EJA deve ser pensada
como promotora dos direitos humanos, onde a construção da cidadania é a base do
respeito à dignidade humana. Em consequência, educação gera conhecimento, que
por sua vez pode promover conscientização, o que, no final, acaba convertendo
para nosso objetivo como educadores: a construção da cidadania.
Mais do que gestor de conhecimentos,
o espaço escolar pode representar um local de construção coletiva da cidadania,
desenvolvendo e incentivando possibilidades de crescimento e de valorização
histórica e cultural das relações humanas.
REFERÊNCIAS:
CAPUCHO, Vera. Educação de
jovens e adultos: prática pedagógica e fortalecimento da cidadania. São Paulo:
Cortez, 2012.

Bem pensado Anai. Bem escrito. Continua escrevendo que estou por aqui acompanhando. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2/UFRGS - Seminário Integrador, Eixo VIII)
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