Como professora de
Matemática, considero que a criança aprende o que faz sentido para ela. Sendo
assim, manipular objetos configura a vivência para aprender, onde o aluno faz a
transposição entre as representações implícitas nos materiais concretos e as
ideias matemáticas. Quando proporcionamos situações-problema em nossas aulas,
estimulamos os alunos com desafios e os fazemos construir uma ideia ou um
procedimento pela reflexão, o processo de aprendizagem se torna significativo e
a nossa prática competente.
Neste contexto, trabalhar
Geometria é aliar observação com ação e reflexão. É buscar nos materiais
manipulativos recursos para despertar significados para a construção dos
conceitos matemáticos. Nas palavras de Smole (1999, p.173):
Um material pode ser
utilizado tanto porque a partir dele podemos desenvolver novos tópicos ou
ideias matemáticas, quanto para dar oportunidade ao aluno de aplicar
conhecimentos que ele já possui num outro contexto, mais complexo ou
desafiador. O ideal é que haja um objetivo para ser desenvolvido, embasando e
dando suporte ao uso. (SMOLE, 1999, p. 173).
Ao mesmo tempo, oportunizar
as trocas e as discussões entre os alunos favorece a comunicação, o que
enriquece os registros individuais e coletivos. Os relatos das impressões das
experiências com os materiais socializam ideias que, mediadas pelo professor,
constituem subsídios para a compreensão dos procedimentos trabalhados. Quando
usamos uma simples régua para realizar medidas, por exemplo, não é apenas o
comprimento de algo que calculamos, também consolidamos o procedimento de
comparar unidades para identificar tamanhos diferentes e, posteriormente,
construir representações mentais a partir de conceitos.
Além da régua, inúmeros
materiais podem ser utilizados para despertar reflexões sobre espaço e forma.
Destaco o geoplano (placa de madeira de forma quadrada ou retangular onde
são cravados pregos ou pinos formando uma malha quadriculada), onde, a partir
dele, podemos fazer representações geométricas utilizando elásticos coloridos
ou cordões. Como o geoplano permite a exploração das formas e propriedades das
figuras planas, podemos utilizá-lo para construir conceitos de perímetro e de
área.
Outra forma de explorar
figuras planas é a manipulação de peças de um mosaico (conjunto de figuras
planas coloridas que possuem várias relações umas com as outras). O fato de
poder realizar composição e decomposição de figuras na busca de padrões desafia
os alunos a buscar uma lógica, o que exige uma análise das figuras.
Nesta
linha, o Tangram ( quebra-cabeça chinês formado pela decomposição de um
quadrado em 7 peças: 5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo) também
funciona como objeto de análise, permitindo a reflexão sobre as relações de
forma e tamanho, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades de
percepção espacial.
Então, cabe a nós, professores,
selecionar materiais que possam apoiar atividades que se destinem a construção
de conhecimentos. Para aprender é preciso envolvimento, onde o aluno encontra
justificativa para buscar um significado, inclusive o matemático.
REFERÊNCIAS:
SMOLE, Kátia C. S. A matemática
na educação infantil: a Teoria das Inteligências Múltiplas na prática escolar. Porto
Alegre: Artmed, 1999.
http://www.civiam.com.br/civiam/index.php/educacao/brinquedos-pedagogicos/maninuplacao/mosaico.html
(Imagem)


Sim Anai, entendi tudinho e adorei ver a professora de matemática dando uma aula aqui no blog. Otimo! Considerei uma Postagem do Tipo Interpretativa. Mas fiquei curiosa e vou ter que perguntar. Vais utilizar com os alunos da EJA esses materiais? Outra questão que preciso pontuar: Lembras que precisas fazer a revisão das postagens no blog relacionadas com uma reflexão sobre a evolução das concepções individuais no decorrer do curso. Trabalhar com os 4 primeiros semestres do Curso ? Aff, mais isso. Hehehe Contudo, segue escrevendo que sigo por aqui te acompanhando. Faz parte eu ter que te lembrar. Desculpa ai! Abraço, Betynha - Tutora PEAD2/UFRGS - Seminário Integrador, Eixo VIII.
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