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| FLEXIBILIDADE |
Refletir
sobre nossas aprendizagens traz, além de uma conscientização, um estímulo para
nos aventurarmos em novos desafios, como no planejamento de uma aula. Quando
planejamos, visualizamos futuros resultados, o que nos direciona na escolha de
métodos o de ações para alcançá-los. Enquanto o planejamento é teórico, sua
aplicação está no campo da prática, onde a flexibilidade se torna necessária
para explorar as interpretações dos alunos.
Com
este intuito, percebemos que ser flexível é uma habilidade a ser desenvolvida
por cada professor no decorrer de sua prática pedagógica. Nas palavras de Rojo
(2012, p. 27):
Vivemos em um mundo em que se espera (empregadores,
professores, cidadãos, dirigentes) que as pessoas saibam guiar suas próprias
aprendizagens na direção do possível, do necessário e do desejável, que tenham
autonomia e saibam buscar como e o que aprender, que tenham flexibilidade e
consigam colaborar com urbanidade. (ROJO, 2012, p. 27).
Contextualizando
essa necessidade de flexibilidade nas aulas, trago um exemplo de como devemos
estar abertos a novas aprendizagens, inclusive se vierem como sugestões de
alunos. Foi o caso de uma revisão que fiz sobre figuras geométricas com os alunos
de 7 e 8º anos, nas aulas de Matemática, inspirada nas comparações entre formas
bi e tridimensionais realizadas nas atividades da interdisciplina Matemática
nos Anos Iniciais, do curso de Pedagogia. Através de um simples planejamento
de representação de contornos e superfícies, utilizando blocos lógicos,
interpretações foram desencadeadas nos alunos, culminando em uma nova proposta
envolvendo também arte e criatividade: desenhos criados a partir de composição
de figuras. O interessante é que novos elementos vieram para o debate, como os
objetos do cotidiano e até um jogo eletrônico construído com blocos, o Minecraft.
Toda
esta reflexão revisita a ideia de que a aula é um momento ímpar de aprendizagem
visto que, dependendo das interações entre alunos e professores, é possível
transformar conceitos e discursos em novos modos de interpretar o mundo. Ser um
professor flexível, então, é aproveitar as ferramentas disponíveis, incluindo
os estímulos advindos dos alunos, para direcionar a própria prática.
REFERÊNCIAS:
ROJO,
Roxane. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na
escola. In: ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo. (orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

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