sábado, 20 de outubro de 2018

FLEXIBILIDADE
Refletir sobre nossas aprendizagens traz, além de uma conscientização, um estímulo para nos aventurarmos em novos desafios, como no planejamento de uma aula. Quando planejamos, visualizamos futuros resultados, o que nos direciona na escolha de métodos o de ações para alcançá-los. Enquanto o planejamento é teórico, sua aplicação está no campo da prática, onde a flexibilidade se torna necessária para explorar as interpretações dos alunos.

Com este intuito, percebemos que ser flexível é uma habilidade a ser desenvolvida por cada professor no decorrer de sua prática pedagógica. Nas palavras de Rojo (2012, p. 27):

Vivemos em um mundo em que se espera (empregadores, professores, cidadãos, dirigentes) que as pessoas saibam guiar suas próprias aprendizagens na direção do possível, do necessário e do desejável, que tenham autonomia e saibam buscar como e o que aprender, que tenham flexibilidade e consigam colaborar com urbanidade. (ROJO, 2012, p. 27).


Contextualizando essa necessidade de flexibilidade nas aulas, trago um exemplo de como devemos estar abertos a novas aprendizagens, inclusive se vierem como sugestões de alunos. Foi o caso de uma revisão que fiz sobre figuras geométricas com os alunos de 7 e 8º anos, nas aulas de Matemática, inspirada nas comparações entre formas bi e tridimensionais realizadas nas atividades da interdisciplina Matemática nos Anos Iniciais, do curso de Pedagogia. Através de um simples planejamento de representação de contornos e superfícies, utilizando blocos lógicos, interpretações foram desencadeadas nos alunos, culminando em uma nova proposta envolvendo também arte e criatividade: desenhos criados a partir de composição de figuras. O interessante é que novos elementos vieram para o debate, como os objetos do cotidiano e até um jogo eletrônico construído com blocos, o Minecraft.

Toda esta reflexão revisita a ideia de que a aula é um momento ímpar de aprendizagem visto que, dependendo das interações entre alunos e professores, é possível transformar conceitos e discursos em novos modos de interpretar o mundo. Ser um professor flexível, então, é aproveitar as ferramentas disponíveis, incluindo os estímulos advindos dos alunos, para direcionar a própria prática.


REFERÊNCIAS:

ROJO, Roxane. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In: ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo. (orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.


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