sábado, 14 de abril de 2018




TECNOLOGIAS NA ESCOLA

Nossa sala de aula não é mais um espaço individual de aprendizagens. Convivemos com recursos humanos e tecnológicos que ultrapassam a escola e a comunidade. Apesar de usarmos ainda os simbólicos quadro verde e giz, temos a nossa disposição uma diversidade de metodologias que encaminham para o uso de recursos de comunicação e informação mais sintonizados com as realidades atuais.

No entanto, abrir mão do tradicional, mesmo para o professor, é difícil. Usar sempre a mesma prática pode representar segurança profissional, mas não garante mais a contextualização de conteúdos e o desenvolvimento de habilidades nas aulas. Nesta questão, lembro de uma conversa com meus alunos do nono ano do Ensino Fundamental sobre a importância do aprender a pensar, a usar os recursos e a construir a autonomia. Na ocasião, falamos sobre o teor imprescindível da internet hoje e de como as pessoas estão investindo no auto aprendizado, como podemos verificar no uso de vídeos “tutoriais”. Interessante como a percepção coletiva foi de que a tecnologia de comunicação e de informação só tem a contribuir para as aulas, desde que seus objetivos sejam produtivos para a aprendizagem. Nas palavras de Lorenzi e Pádua (2012, p. 37):

A presença das tecnologias digitais em nossa cultura contemporânea cria novas possibilidades de expressão e comunicação. Cada vez mais, elas fazem parte do nosso cotidiano e, assim como a tecnologia da escrita, também devem ser adquiridas. Além disso, as tecnologias digitais estão introduzindo novos modos de comunicação, como a criação e o uso de imagens, de som, de animação e a combinação destas modalidades. (LORENZI; PÁDUA, 2012, p. 37).

Assim como a escola é um local de interação, novas interações, mesmo virtuais, podem ser agregadas como procedimentos nas metodologias de aprendizagem. Seria uma forma de enriquecer a rede de informações tão necessária para que alunos e professores possam aprender a ler, escrever e se expressar de forma colaborativa, contribuindo, então, para uma leitura mais crítica da sociedade.


REFERÊNCIAS:

LORENZI, G.C.C.; PÁDUA, T.R.W. Blog nos anos iniciais do Fundamental I: a reconstrução de sentido de um clássico infantil. In: ROJO, R.; MOURA, E. (orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário