domingo, 22 de novembro de 2015

Aprendo porque Amo

“Quando se admira o mestre, o coração dá ordens à inteligência para aprender as coisas que o mestre sabe. Saber o que ele sabe passa a ser uma forma de estar com ele.
Aprendo porque amo,
Aprendo porque admiro.”

Rubem Alves


Nas palavras de Rubem Alves (1933 - 2014), grande educador, encontro reflexos de nossas leituras na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia. O mecanismo de transferência é um exemplo.
Como o ato de aprender pressupõe aprender com alguém, a escola é um local riquíssimo para a criança estabelecer relações. Com o desejo de aprender, vêm as descobertas das diferenças e as angústias condicionadas por elas. Professores são objetos de transferência de seus  alunos, ao mesmo tempo em que os alunos são objetos de contratransferência dos professores.
O mecanismo de transferência é inconsciente, motivado pela identificação com relações anteriores na família. O professor representa a autoridade para o aluno e esta relação com a criança se torna especial. Nas relações afetivas, as identificações são positivas e a criança adquire confiança para aprender cada vez mais, confirmando em seu inconsciente
a importância da figura do seu professor para a aprendizagem.
Refletir sobre as relações vivenciadas pelos professores com seus alunos na escola, em especial a de transferência, aumenta a necessidade de nos avaliarmos.
Nossas ações pedagógicas são repletas de intenções. É preciso equilibrar nossas emoções para liberar os caminhos da aprendizagem das crianças. Como dizia Rubem Alves:

"É possível aprender uma coisa de que não se gosta por se gostar da pessoa que a ensina."




Um comentário:

  1. Olá Anaí!
    Verdade, as relações afetivas são colocadas em práticas juntamente com o trabalho docente e isso motiva o aprendizado dos alunos, fazendo que os mesmos tenham mais prazer em aprender.
    Como já dizia Piaget, sempre precisamos equilibrar nossas emoções, pois todos estamos em constante desacomodação das ideias e acomodações de novas.
    Abr@ço!

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