A partir dos estudos da
interdisciplina LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), tenho feito muitas
reflexões em relação ao papel da comunicação na vida das pessoas, incluindo a
percepção de que em nossa cultura temos muitos padrões e que costumamos não
revisá-los. É o caso de uma pessoa surda ser vista apenas pelo lado da
deficiência auditiva e não pelo conjunto de suas capacidades.
Como é gratificante conhecer as
possibilidades desenvolvidas por pessoas, onde as dificuldades de adaptação não
as impedem de ampliar suas capacidades. Um exemplo disto é a forma de se
comunicar no grupo. Como os ouvintes, as pessoas surdas também fazem uso da
comunicação para realizar suas experiências com o ambiente e com os demais,
expressando sua identidade e posicionamento no mundo. Esta comunicação (língua
de sinais) apropriada para os surdos, também pode ser utilizada por não-surdos,
pois a linguagem visual favorece a compreensão e não é restrita apenas a quem
não é ouvinte.
Através da língua de sinais, as
pessoas surdas podem se expressar e desenvolver suas capacidades, como qualquer
aprendente da cultura e da vida em sociedade. É importante que, antes do foco
nas deficiências, sejam reconhecidas as oportunidades necessárias para que
todos possam pensar e crescer. Daí a necessidade da Lei nº 10.436, de 24 de
abril de 2002, em legitimar a Língua Brasileira de Sinais como um mecanismo de
comunicação e, na realidade de uma cidadania para todos, oportunizar a
construção da identidade da comunidade surda.
Portanto, a convivência é o maior
legado da humanidade. O ser humano busca, através de alguma forma de expressão,
fazer parte de um grupo e ser reconhecido por ele. Quando uma língua, no caso a
de sinais, permite que mais gente seja inserida e valorizada neste contexto, é
um ganho para toda a sociedade.
REFERÊNCIAS:
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/20513/educacao-de-surdos-um-olhar-sobre-a-lei-n-10436-de-24-de-abril-de-2002
https://librasdiaria.files.wordpress.com/2014/06/libras-logo.jpg

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