domingo, 5 de junho de 2016


Música e Conhecimento



“Se, em determinada cultura, a música for uma das grandes disciplinas do saber humano, o valor da educação musical também será alto, em pé de igualdade com o de outros campos do conhecimento. Se, porém, não houver esse reconhecimento, sua posição em relação às demais áreas será, também, marginal. Esta é a questão crucial com que se depara hoje no Brasil: o resgate do valor da música perante a sociedade, único modo de recolocá-la no processo educacional.” (FONTERRADA, 2008)


A escola vive o conhecimento, mas não consegue abranger concretamente todas as áreas. A arte tem um lugar especial, mas a música, uma de suas formas de expressão, acaba perdida em atividades lúdicas ou de sensibilização que mascaram seu caráter de conhecimento constituído ao longo da história.

Normalmente, a comunidade escolar tem um referencial musical determinado pelos meios de comunicação, onde a música é entretenimento, valorizando-se muito pouco os hábitos de escuta e prática musical. A escola brasileira, que poderia estimular a cultura musical através de um processo educativo, foi gradativamente diminuindo o caráter disciplinar da música até, ao final dos anos 90, trazer esta discussão para uma nova maneira de enfocar o ensino das artes, contemplado na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (PCNs de 1998).

Novos rumos, então, surgiram para a educação musical no Brasil. É claro que muitos debates ainda são necessários para o reconhecimento da prática da música como componente pedagógico, assim como novas alternativas irão surgir para atender às demandas deste mundo sistêmico que reflete nas escolas as suas mudanças.

Neste contexto, ao respeitarmos o valor da música na educação, revisaremos métodos tradicionais e lineares, optando por uma rede de operações na escola, onde a informação é repensada em sua multiplicidade e a arte contemplada em todas as suas vertentes.


REFERÊNCIAS:

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