REFLEXÕES
Retornando com minhas reflexões
no portfólio, agora em 2019, percebo que toda a caminhada de estudos e de
práticas culminaram em um perfil que vai além de um estereótipo que compõe a
formação de um professor. Como é o último semestre do curso de pedagogia, a
responsabilidade de um fechamento conclusivo é toda minha, o que me impulsiona
a dialogar profundamente com minhas aprendizagens.
Ser aluna do PEAD proporcionou
desafios e novas experiências, sobretudo na compreensão da Educação de Jovens e
Adultos durante meu estágio, tanto nos processos educativos escolares quanto
nos não escolares. Então, chegar ao final do curso, inevitavelmente, nos
direciona para uma retrospectiva, um olhar para as vivências pedagógicas do
curso e para as práticas desenvolvidas a partir de nossos planejamentos.
Em qualquer modalidade de ensino,
ser professor exige técnica e sensibilidade para interagir e também aprender.
Vivemos em uma sociedade carregada de mudanças, onde a escola é ao mesmo tempo
um espaço e um caminho para novas aprendizagens. Fazer parte deste processo
torna o professor um agente de transformação na medida em que supera seus próprios
preconceitos ao permitir que seus alunos também ingressem nos processos de
mudanças ao construírem novos conhecimentos.
Sendo assim, precisamos acreditar
na educação como um espaço de desenvolvimento de potencialidades humanas, muito
evidenciado nas práticas da EJA que visam superar a exclusão, bem como nas
palavras de Brandão (2002, p. 168): “O mundo em que vivemos pode e deve ser
transformado continuamente em algo melhor, mais justo e mais humano.”
REFERÊNCIAS:
BRANDÃO, C. R. A educação popular
40 anos depois. In: BRANDÃO, C. R. Educação
popular na escola cidadã. Petrópolis: Vozes, 2002.

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