domingo, 27 de agosto de 2017



Observando o cotidiano escolar, percebemos que diariamente, nós, professores, estabelecemos uma convivência com os alunos que constituirá uma formação de valores e permitirá uma aprendizagem de atitudes e uma reflexão sobre suas escolhas. Mas é necessário ampliarmos nosso olhar e avaliar também os outros espaços de convivência dos alunos. Nas palavras de Cortella (2015, p.19):

Até porque o mundo intraescolar e o mundo extraescolar não são universos estanques ou separados. Em termos de formação, o aluno carrega o que aprende nos ambientes que frequenta. Toda instituição social (família, escola, mídia, empresas, igrejas etc.) tem uma ação que é simultaneamente inovadora e conservadora; em outras palavras, conserva condutas e valores e, ao mesmo tempo, é capaz de inovar atitudes e percepções. É exatamente esse movimento que evita rupturas bruscas na nossa convivência, sem deixar de alterar essa mesma convivência. (CORTELLA, 2015, p.19).


Assim, somos o resultado de nossas vivências e convivências. Escola e todos os espaços sociais contribuem para a formação, informação e reflexão sobre nossas condutas que carecem de mudanças para acompanhar este mundo tão diversificado. Mudanças que acrescentam tolerância e esperança, mas que conservam a dignidade de sermos humanos e eternos aprendizes de uma vida melhor para todos.


REFERÊNCIAS:

Cortella, Mario Sergio. Educação, convivência e ética – audácia e esperança. São Paulo: Cortez Editora, 2015.


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