Segundo a Organização Mundial da Saúde, deficiência se refere a toda
alteração do corpo ou da aparência física, de um órgão ou de uma função,
independente da causa. Sendo assim, muitas vezes confundimos deficiência com
incapacidade e acabamos prejudicando o acesso ou as oportunidades de
aprendizagem de crianças que esperam alternativas para serem inseridas no
contexto escolar.
Na escola, como em qualquer lugar, conviver com as diferenças exige
reflexão e autoconhecimento. Normalmente, somos inseguros para lidar com o que
consideramos fora do padrão ou anormal. Quando estas diferenças são
significativamente diferentes, isto é, quando caracterizam uma deficiência que
compromete a aprendizagem, precisamos, como professores, rever nossa postura
tanto educacional como pessoal.
No convívio escolar, é importante levar em consideração as desvantagens
acarretadas por uma deficiência que prejudicam o avanço de uma aprendizagem.
Muitas vezes, pequenas medidas podem minimizar as dificuldades e abrir caminhos
para que o aluno com dificuldades significativas possa desenvolver suas
potencialidades. No entanto, é frequente que usemos de mecanismos de defesa,
atenuando ou negando estas barreiras, principalmente por não sabermos como enfrentá-las.
Ao mesmo tempo, vivemos imersos em preconceitos e estigmas que criamos ou
aceitamos apenas para nos afastarmos de ações que precisam ser realizadas.
Então, é um momento de reflexão permanente nas escolas. Nas palavras de
Mantoan (2011, p. 40): “Em síntese, a inclusão escolar é um forte chamamento
para que sejam revistas as direções em que estamos alinhando nosso leme, na
condução de nossos papéis como cidadãos, educadores, pais.” E é neste contexto
que o desafio de repensar e experimentar uma educação inclusiva se faz cada vez
mais necessário, incluindo a nossa identificação com esta realidade feita de
diversidades, não de um padrão ideal.
REFERÊNCIAS:
MANTOAN,
Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: caminhos, descaminhos, desafios,
perspectivas. In: MANTOAN, Maria Teresa Eglér. (org.) O desafio das diferenças na escola.
4ª ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
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