DEMOCRACIA RACIAL
Dentre os estudos da interdisciplina
Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, encontramos depoimentos
em vídeos e textos sobre os Movimentos
Sociais de resistência e da busca de direito à igualdade de condições.
Comprovamos o quanto o Movimento Negro fez história na luta por políticas
públicas que consolidassem a integração racial apesar das barreiras do
preconceito e da intolerância social.
O Brasil é o país com maior
população negra fora da África. Só com esta informação, poderíamos imaginar que
o nosso país pratica a Democracia Racial. No entanto, ela é considerada um
mito, visto que, nosso contexto social muitas vezes amplia as desigualdades,
valorizando uma cultura que privilegia alguns em função das relações de poder. Preconceito
racial e discriminação, mesmo que proibidos por leis protetoras de cidadania,
ainda estão disseminados entre as pessoas que cultuam o individualismo e
desrespeitam a cultura social. Nas palavras de Silva (2011, p. 31):
Que
é com o corpo inteiro – o físico, a inteligência, os sentimentos, as emoções, a
espiritualidade – que ensinamos e aprendemos, que descobrimos o mundo. Corpos
negros, brancos indígenas, mestiços, doentes, sadios, gordos, magros, com
deficiências, produzem conhecimentos distintos, todos igualmente humanos e, por
isso, ricos em significados. (SILVA, 2011, p. 31).
Portanto, vivemos em uma
sociedade plural, mas que ainda não se reconhece totalmente como igualitária.
Convivemos com a diversidade, mas ainda precisamos rever nossas concepções e
aceitar, sem restrições, que podemos ser diferentes em constituição, mas que somos
iguais em direitos e em acesso a oportunidades.
REFERÊNCIAS:
SILVA, P. B. G. Aprender, ensinar
e relações étnico-raciais no Brasil. In: FONSECA, M.V.; SILVA, C.M.N. da;
FERNANDES, A.B. (organizadores). Relações
étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011.
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