sábado, 7 de outubro de 2017



DEMOCRACIA RACIAL

Dentre os estudos da interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, encontramos depoimentos em vídeos e textos sobre os  Movimentos Sociais de resistência e da busca de direito à igualdade de condições. Comprovamos o quanto o Movimento Negro fez história na luta por políticas públicas que consolidassem a integração racial apesar das barreiras do preconceito e da intolerância social.

O Brasil é o país com maior população negra fora da África. Só com esta informação, poderíamos imaginar que o nosso país pratica a Democracia Racial. No entanto, ela é considerada um mito, visto que, nosso contexto social muitas vezes amplia as desigualdades, valorizando uma cultura que privilegia alguns em função das relações de poder. Preconceito racial e discriminação, mesmo que proibidos por leis protetoras de cidadania, ainda estão disseminados entre as pessoas que cultuam o individualismo e desrespeitam a cultura social. Nas palavras de Silva (2011, p. 31):

Que é com o corpo inteiro – o físico, a inteligência, os sentimentos, as emoções, a espiritualidade – que ensinamos e aprendemos, que descobrimos o mundo. Corpos negros, brancos indígenas, mestiços, doentes, sadios, gordos, magros, com deficiências, produzem conhecimentos distintos, todos igualmente humanos e, por isso, ricos em significados. (SILVA, 2011, p. 31).

Portanto, vivemos em uma sociedade plural, mas que ainda não se reconhece totalmente como igualitária. Convivemos com a diversidade, mas ainda precisamos rever nossas concepções e aceitar, sem restrições, que podemos ser diferentes em constituição, mas que somos iguais em direitos e em acesso a oportunidades.

REFERÊNCIAS:

SILVA, P. B. G. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. In: FONSECA, M.V.; SILVA, C.M.N. da; FERNANDES, A.B. (organizadores). Relações étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011.

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