ABORDAGEM
SOCIOINTERACIONISTA
Relendo minhas
narrativas do curso de Pedagogia, contidas no meu Portfólio de Aprendizagens, é
possível, entre tantas comparações, estabelecer uma relação entre a postagem de
outubro de 2017, É
preciso compreender a aprendizagem, com meu Trabalho de Conclusão (TCC).
Enquanto a postagem ressalta o quanto um professor deve conhecer os seus alunos
levando em consideração os aspectos cognitivo, afetivo, social e psicomotor,
meu TCC especifica melhor este olhar conhecedor do professor através da
abordagem sociointeracionista.
Considerando que cada
um aprende no seu tempo, o planejamento das aulas deve contemplar o
desenvolvimento da capacidade de aprender do aluno. Nesta perspectiva, como
professores, precisamos compreender que qualquer aluno, seja ele uma criança ou
um adulto, constrói seu conhecimento no convívio e na troca de experiências de
vida. Quando trabalhamos diferentes linguagens, ampliamos a visão do mundo e as
interpretações do indivíduo sobre sua realidade.
Com diálogo, professores
e alunos interagem, relacionando conceitos do cotidiano com os conhecimentos
científicos estruturados pela escola, na intenção de um desenvolvimento
cognitivo. Apesar do desenvolvimento ser individual, há necessidade de um ajuste
(ação de relação)) entre os conhecimentos do cotidiano (espontâneos) e os
conhecimentos científicos. Este ajuste feito pelo educador durante o processo
de aprendizagem é, na realidade, a mediação, conceito tão destacado nas teorias
de Vygotsky. Através da mediação, os conceitos construídos nas relações sociais
do indivíduo, passam a ser sistematizados na escola e acabam incorporando novos
processos mentais. Interessante é observar que a aprendizagem ocorre nas
práticas sociais (ambientes culturais) ou nas intervenções pedagógicas. Sabendo
disto, a sala de aula se torna o laboratório do professor nas suas experiências
de intervenções para que seus alunos construam os conhecimentos. Como mediador,
ele seleciona e organiza a forma de sistematizar os conhecimentos científicos,
preparando o seu ambiente de aprendizagem, relacionando cultura e pensamento,
dinamizando as interações que provocam o desenvolvimento dos processos mentais
no indivíduo.
Retomando a ideia de
que a aprendizagem depende das interações do sujeito com seu meio e/ou objeto,
evidenciamos também o valor da pedagogia relacional. Segundo Becker (1994):
“Trata-se, numa palavra, de construir o mundo que se quer, e não de
reproduzir/repetir o mundo que os antepassados construíram para eles ou
herdaram de seus antepassados.” Em outras palavras, o professor compreende que
o aluno só construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar
sobre a ação.
Desta forma, aliar mediação e socialização nas práticas
pedagógicas trazem a essência das teorias de Vygotsky para a rotina da aula,
mas não transformam a aula em rotina, pois com debate e interação nenhuma aula
se torna repetitiva.
REFERÊNCIAS
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e
modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre,
p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em:
<https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
REGO,
Teresa Cristina. Vygotsky: uma
perspectiva histórico-cultural da educação. 25. ed. Petrópolis, RJ: Vozes,
2014.

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