CONHECIMENTOS
PRÉVIOS
Todo
aluno traz conhecimentos prévios que precisam ser conhecidos e aproveitados
pelos professores. Considerei esta premissa ao elaborar a atividade final de um
curso de extensão promovido pelo Planetário EAD, da UFRGS. Como o tema era o
Sistema Solar na Sala de Aula, analisei os conteúdos das aulas de Ciências e
elaborei um planejamento para a 6ª série do Ensino Fundamental.
Supõe-se
que um aluno de 6º ano já tenha noções sobre dia e noite e que as relacione com o
movimento de Rotação da Terra, bem como conheça as estações do ano, tendo no
movimento de Translação as explicações para estes fenômenos. No entanto, é importante
que o professor use estratégias para saber como os alunos relacionam os
conceitos já estruturados, o que me fez revisar meus próprios conceitos, assunto para minha reflexão a seguir.
Sempre
que tivermos como objetivo a construção de conceitos, devemos considerar que
nossos alunos já apresentam concepções, mesmo simples ou primitivas, que
determinarão a compreensão ou não da ciência formal. Estas concepções dos
alunos que diferem da concepção científica para dado conceito são denominadas
concepções alternativas ou conhecimentos prévios. Conhecer estas concepções e
discuti-las com os alunos alinha o processo de ensino-aprendizagem, permitindo
a reconstrução de conceitos. No entanto, o acúmulo de informações no ensino
formal não garante que “explicações científicas” substituam estas concepções
alternativas, visto que a interpretação dos fenômenos é pessoal. Conforme
Campos e Nigro (2009, p. 70): “...o processo de organização dessas ideias é
único, ou seja, as concepções alternativas que as crianças constroem são
criações pessoais.”
Assim,
as aulas de Ciências também trabalham com informações universais. Ao promover comparações
nas aulas entre as explicações formais e as concepções dos alunos, estaremos
oportunizando a eles a reflexão sobre os pontos falhos de suas próprias concepções.
Seria uma estratégia para tornar as informações científicas mais significativas
para os alunos, pois, ao ficarem insatisfeitos com os resultados, sentiriam a necessidade de modificar suas ideias para
melhorar as explicações dos fatos, o que desencadearia a construção de um
conhecimento.
REFERÊNCIAS:
CAMPOS,
Maria Cristina da Cunha; NIGRO, Rogério Gonçalves. Teoria e prática em ciências na escola: o ensino-aprendizagem como
investigação. São Paulo: FTD, 2009.

Nossa Anai, profundo! Eu queria saber mais: Teus alunos fizeram relações pertinentes sobre as questões de dia e noite? Lembravam de rotação e translação? Sigo por aqui te acompanhando, ok? Muito bom ler o que tu escreves. Teu blog esta show! Abraço, Betynha - Tutora PEAD2/UFRGS - Seminário Integrador, Eixo VIII.
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