sexta-feira, 22 de junho de 2018

CONHECENDO A EJA

Uma das tarefas da interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil, do curso de Pedagogia, envolvia um trabalho de campo, a ser realizado em grupo. Consistia em entrevistas com Educadores de Jovens e Adultos do 1º segmento do Ensino Fundamental – EJA. Foram realizadas quatro entrevistas e os resultados analisados e compilados no quadro abaixo.



Entre tantas reflexões já feitas no grupo em relação às respostas das quatro professores entrevistadas, algumas considerações ainda podem ser feitas. Por exemplo, coincidência ou não, apenas uma delas tinha formação específica para trabalhar com a alfabetização de jovens e adultos. Nesta questão percebemos o quanto precisamos avançar na busca de conhecer as identidades dos educandos e educadores desta modalidade. Quais são suas demandas? Quais são seus interesses?  Quais desafios enfrentam para construírem sua autonomia na sociedade? São perguntas que nos fazemos constantemente e que também fazem parte do universo das educadoras entrevistadas.

Foi recorrente nas falas destas professores, o quanto é necessário o estabelecimento de vínculos com os alunos, pois a confiança se constrói nas relações e o respeito e a valorização da identidade de cada um fortalece o compromisso com a aprendizagem. Arroyo (2001, p. 121) também fala: “Reeducar o olhar docente para ver os educandos e educandas em suas trajetórias não apenas escolares, mas também de vida, sua condição de sujeitos sociais e culturais, de direitos totais.”

Outro aspecto analisado que se destacou nos relatos foi a necessidade da construção de possibilidades para estes alunos, buscando transformações pessoais e sociais que evitassem os preconceitos e estigmas que insistem em acompanhar suas trajetórias de vida. Na verdade, é o resultado da história de nosso país, em que a Educação de Jovens e Adultos foi vista como uma compensação e não como um direito. Tudo isso, então, compõe o desafio diário dos educadores, onde alfabetizar um adulto é muito mais do que ensinar leitura e escrita. É oportunizar a ele se conhecer, crescer e também se reconhecer como sujeito atuante na sociedade.


REFERÊNCIAS:

ARROYO, Miguel. Escola como espaço público: exigências humanas. Revista de Educação AEC, n. 121, Brasília, 2001, p. 118-123.

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