CONHECENDO A EJA
Uma
das tarefas da interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil, do curso
de Pedagogia, envolvia um trabalho de campo, a ser realizado em grupo.
Consistia em entrevistas com Educadores de Jovens e Adultos do 1º segmento do
Ensino Fundamental – EJA. Foram realizadas quatro entrevistas e os resultados
analisados e compilados no quadro abaixo.
Entre
tantas reflexões já feitas no grupo em relação às respostas das quatro
professores entrevistadas, algumas considerações ainda podem ser feitas. Por
exemplo, coincidência ou não, apenas uma delas tinha formação específica para
trabalhar com a alfabetização de jovens e adultos. Nesta questão percebemos o
quanto precisamos avançar na busca de conhecer as identidades dos educandos e
educadores desta modalidade. Quais são suas demandas? Quais são seus interesses? Quais desafios enfrentam para construírem sua
autonomia na sociedade? São perguntas que nos fazemos constantemente e que
também fazem parte do universo das educadoras entrevistadas.
Foi
recorrente nas falas destas professores, o quanto é necessário o
estabelecimento de vínculos com os alunos, pois a confiança se constrói nas
relações e o respeito e a valorização da identidade de cada um fortalece o
compromisso com a aprendizagem. Arroyo (2001, p. 121) também fala: “Reeducar o
olhar docente para ver os educandos e educandas em suas trajetórias não apenas
escolares, mas também de vida, sua condição de sujeitos sociais e culturais, de
direitos totais.”
Outro
aspecto analisado que se destacou nos relatos foi a necessidade da construção
de possibilidades para estes alunos, buscando transformações pessoais e sociais
que evitassem os preconceitos e estigmas que insistem em acompanhar suas trajetórias
de vida. Na verdade, é o resultado da história de nosso país, em que a Educação
de Jovens e Adultos foi vista como uma compensação e não como um direito. Tudo
isso, então, compõe o desafio diário dos educadores, onde alfabetizar um adulto
é muito mais do que ensinar leitura e escrita. É oportunizar a ele se conhecer,
crescer e também se reconhecer como sujeito atuante na sociedade.
REFERÊNCIAS:
ARROYO,
Miguel. Escola como espaço público: exigências humanas. Revista de Educação
AEC, n. 121, Brasília, 2001, p. 118-123.

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