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| Os desafios da Escola Inclusiva |
Nas leituras sobre Educação Especial, percebemos que a
legislação do Ministério da Educação sustenta que, independentemente de suas
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, entre outras, toda
criança deve ser atendida em uma escola regular. Chegou a hora, então, de
repensar o modelo educacional vigente e diversificar nosso olhar para encontrar
formas de fugir da padronização habitual, pois cada um tem sua essência e esta
precisa ser potencializada.
Este desafio faz parte não só da escola, mas de
toda sociedade cujos cidadãos buscam direitos e dignidade. Como cada um é um
sujeito, sua identidade deve ser respeitada e, a ele, devem ser oportunizadas
as condições para seu desenvolvimento. A
escola, em sua função social, organiza na inclusão, os meios para atender e
favorecer a todos os alunos. É na valorização das diferenças, então, que a
convivência da diversidade se estabelece e todos ganham com isso. Nas palavras
de Cavallero (2010, p.52):
Nos
últimos tempos, questões que envolvem a inclusão e a exclusão entraram na pauta
de muitas instituições educativas, formais e não formais, dentro e fora de nosso
país. Isso reflete a urgência de se repensar o papel da educação diante das
grandes transformações sociais da atualidade, para que nós, educadores,
possamos efetivar uma educação mais abrangente e mais próxima de nosso tempo.
Um dos grandes desafios consiste na promoção de um estado de convivência entre
os diferentes, de modo que as singularidades de cada um possam se apresentar e
dialogar no espaço coletivo. (CAVALLERO, 2010, p.52).
Para
que uma proposta inclusiva se concretize na escola, o olhar de professor deve ser um olhar
realmente inclusivo. A educação deve ser pensada como metodologias
diversificadas, pois não há mais como considerarmos a turma inteira como um
todo, mas como um grupo diverso que busca na convivência, oportunidades de crescimento
na aprendizagem. Para resumir este momento, uma fala de Mantoan (2011, p.67):
"Precisamos nos conscientizar de que as turmas escolares, queiramos ou
não, são e serão sempre desiguais."
Portanto,
a inclusão se traduz numa mudança de paradigma educacional, com alterações nas
metodologias e processos educacionais. No entanto, precisa ser uma mudança de
mentalidades, onde todos da escola devem estar comprometidos para que ela seja
acessível e preparada para receber o aluno, seja ele quem for.
REFERÊNCIAS:
CAVALLERO, J.
Programa singular. In: GITAHY, A.M.; CAVALLERO, J.; MENDES, R. H. Artes
visuais na educação inclusiva: metodologia e práticas do Instituto Rodrigo
Mendes. São Paulo: Petrópolis, 2010.
MANTOAN, Maria
Teresa Eglér. Inclusão escolar: caminhos, descaminhos, desafios, perspectivas.
In: MANTOAN, Maria Teresa Eglér. (org.) O desafio das diferenças na
escola. 4ª ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

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