domingo, 4 de junho de 2017


PARA GOSTAR DE ESCREVER

Práticas escolares como leitura e escrita se estendem ao longo de toda a nossa vida. No entanto, gostar de ler nem sempre vem associado a gostar de escrever. Ao mesmo tempo, quando praticamos algo novo e obtemos resultados, acabamos gostando das novas experiências. É o que ocorreu com a prática de escrita em nosso Portfólio de Aprendizagens. Nesta caminhada de postagens em blog, fomos criando uma rotina de registrar nossas interpretações sobre o universo da educação. 


No começo, apenas descrições de fatos ou conteúdos discutidos formavam nossos registros. Ainda assim, serviram de alicerce para reflexão sobre nossas produções e nos ajudaram a identificar argumentos ausentes nas primeiras produções do blog, mas evidentes na medida em que avançamos em nossas aprendizagens. Nas análises dos blogs solicitadas pela interdisciplina Seminário Integrador V, foi possível perceber o quanto é necessário ter uma prática de escrita na formação de leitores e sobretudo, na formação de professores. Ressignificar minha escrita ou interpretar a de uma colega não foi fácil, principalmente por exigir um olhar de avaliação. Mas a percepção dos significados, suas relações e intenções conduzem a uma prática que qualifica nossa compreensão sobre a escrita, independente de gostos pessoais.

Toda formação perpassa por experiências reais que solidificam a aprendizagem. Ser professor exige uma formação constante, que deve ser encarada como uma aliada e não como uma tarefa repetitiva de trabalho. Nossa cultura não é exclusiva nem derradeira. Ela se expande sempre que buscamos novos interesses de aprendizagem. Nas palavras de Kramer (2010):

Práticas reais de leitura e escrita é o que defendo aqui como processo formador, aliadas a alternativas de ampliação da experiência cultural, quer seja em bibliotecas, cinemas, museus, teatros, exposições de artes plásticas, de fotografia, apresentações de dança e música, vídeo e tantas outras quantas forem as modalidades da expressão, da invenção, da criação humana. (KRAMER, 2010, p.193).


Então, é fazendo a leitura do mundo que nós professores estaremos em constante formação. É desta forma, também, que incentivaremos nossos alunos a serem leitores que apreciam novos conhecimentos, ao mesmo tempo em que aprendem a registrar, com significado, suas aprendizagens.

REFERÊNCIAS:

KRAMER, Sonia. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em cursoSão Paulo: Ática, 2010.

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