PARA GOSTAR DE ESCREVER
Práticas escolares como
leitura e escrita se estendem ao longo de toda a nossa vida. No entanto, gostar
de ler nem sempre vem associado a gostar de escrever. Ao mesmo tempo, quando
praticamos algo novo e obtemos resultados, acabamos gostando das novas experiências.
É o que ocorreu com a prática de escrita em nosso Portfólio de Aprendizagens.
Nesta caminhada de postagens em blog, fomos criando uma rotina de registrar
nossas interpretações sobre o universo da educação.
No começo, apenas descrições
de fatos ou conteúdos discutidos formavam nossos registros. Ainda assim,
serviram de alicerce para reflexão sobre nossas produções e nos ajudaram a
identificar argumentos ausentes nas primeiras produções do blog, mas evidentes
na medida em que avançamos em nossas aprendizagens. Nas análises dos blogs
solicitadas pela interdisciplina Seminário Integrador V, foi possível perceber o quanto é
necessário ter uma prática de escrita na formação de leitores e sobretudo, na formação
de professores. Ressignificar minha escrita ou interpretar a de uma colega não
foi fácil, principalmente por exigir um olhar de avaliação. Mas a percepção dos
significados, suas relações e intenções conduzem a uma prática que qualifica nossa
compreensão sobre a escrita, independente de gostos pessoais.
Toda formação perpassa por
experiências reais que solidificam a aprendizagem. Ser professor exige uma formação
constante, que deve ser encarada como uma aliada e não como uma tarefa
repetitiva de trabalho. Nossa cultura não é exclusiva nem derradeira. Ela se
expande sempre que buscamos novos interesses de aprendizagem. Nas palavras de
Kramer (2010):
Práticas
reais de leitura e escrita é o que defendo aqui como processo formador, aliadas
a alternativas de ampliação da experiência cultural, quer seja em bibliotecas,
cinemas, museus, teatros, exposições de artes plásticas, de fotografia,
apresentações de dança e música, vídeo e tantas outras quantas forem as
modalidades da expressão, da invenção, da criação humana. (KRAMER, 2010, p.193).
Então, é fazendo a leitura
do mundo que nós professores estaremos em constante formação. É desta forma,
também, que incentivaremos nossos alunos a serem leitores que apreciam novos conhecimentos,
ao mesmo tempo em que aprendem a registrar, com significado, suas
aprendizagens.
REFERÊNCIAS:
KRAMER,
Sonia. Alfabetização, leitura e escrita:
formação de professores em curso. São Paulo: Ática, 2010.

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