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| RELAÇÕES NA EDUCAÇÃO |
Para nós, professores,
refletir sobre as relações humanas contribui para melhorar nossa convivência
diária, principalmente na escola. Trabalhar com crianças e adolescentes exige
um autoconhecimento que nos dê segurança para tratar com as subjetividades dos
relacionamentos. Neste contexto, a interdisciplina Psicologia da Vida Adulta
nos deu subsídios para este autoconhecimento, ao tratar destes temas e provocar
debates através dos trabalhos de grupo. Temas como “medos na vida adulta, ansiedade,
relacionamentos possessivos, aprendizagem na EJA, TDAH na vida adulta”, entre
outros, possibilitaram um mergulho nas nossas emoções e uma aprendizagem
compartilhada do desenvolvimento humano.
Da mesma forma, sempre que
buscamos o autoconhecimento, procuramos uma forma de integração no grupo e uma melhor qualidade nas relações humanas. Ansiamos pela aceitação e pela boa convivência.
Queremos um ambiente de trabalho saudável, uma rede de amigos e objetivos de
vida que possam ser alcançados. Nas palavras de McMAHON (2005):
Nós procuramos a
resposta à pergunta “quem sou eu?” através da observação das diferenças
existentes entre nós e os outros. Comparamos, criticamos, julgamos e nos
indagamos por que estamos perdidos. Paradoxalmente, as respostas surgem quando
enxergamos as semelhanças que temos com os outros. Isso se chama interesse social. Quanto mais nos vemos
nos outros, mais aumenta nosso senso de inclusão. Quanto mais estímulo damos e
recebemos, mais segurança sentimos. (McMAHON, 2005, p. 22).
Trazendo esta interpretação
para o espaço escolar, quando nos identificamos com as práticas pedagógicas e
com a intencionalidade nas ações com os alunos, encontramos um porto seguro
para desenvolvermos nosso “interesse social”, isto é, ampliar os
relacionamentos humanos e dar novo significado a nossa profissão. Ao mesmo tempo, compreender que nosso
desenvolvimento psicológico vem do nosso aprendizado de vida, aumenta nosso
compromisso de, como professores, valorizar as relações que empreendemos na
educação.
REFERÊNCIAS:
McMAHON, Susana. Ph.D. O terapeuta de bolso: respostas inspiradoras
às perguntas mais comuns na terapia individual. São Paulo: Editora Gente,
2005.

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