domingo, 11 de junho de 2017

RELAÇÕES NA EDUCAÇÃO

Para nós, professores, refletir sobre as relações humanas contribui para melhorar nossa convivência diária, principalmente na escola. Trabalhar com crianças e adolescentes exige um autoconhecimento que nos dê segurança para tratar com as subjetividades dos relacionamentos. Neste contexto, a interdisciplina Psicologia da Vida Adulta nos deu subsídios para este autoconhecimento, ao tratar destes temas e provocar debates através dos trabalhos de grupo. Temas como “medos na vida adulta, ansiedade, relacionamentos possessivos, aprendizagem na EJA, TDAH na vida adulta”, entre outros, possibilitaram um mergulho nas nossas emoções e uma aprendizagem compartilhada do desenvolvimento humano.

Da mesma forma, sempre que buscamos o autoconhecimento, procuramos uma forma de integração no grupo e uma melhor qualidade nas relações humanas. Ansiamos pela aceitação e pela boa convivência. Queremos um ambiente de trabalho saudável, uma rede de amigos e objetivos de vida que possam ser alcançados. Nas palavras de McMAHON (2005):

Nós procuramos a resposta à pergunta “quem sou eu?” através da observação das diferenças existentes entre nós e os outros. Comparamos, criticamos, julgamos e nos indagamos por que estamos perdidos. Paradoxalmente, as respostas surgem quando enxergamos as semelhanças que temos com os outros. Isso se chama interesse social. Quanto mais nos vemos nos outros, mais aumenta nosso senso de inclusão. Quanto mais estímulo damos e recebemos, mais segurança sentimos. (McMAHON, 2005, p. 22).


Trazendo esta interpretação para o espaço escolar, quando nos identificamos com as práticas pedagógicas e com a intencionalidade nas ações com os alunos, encontramos um porto seguro para desenvolvermos nosso “interesse social”, isto é, ampliar os relacionamentos humanos e dar novo significado a nossa profissão.  Ao mesmo tempo, compreender que nosso desenvolvimento psicológico vem do nosso aprendizado de vida, aumenta nosso compromisso de, como professores, valorizar as relações que empreendemos na educação.

REFERÊNCIAS:

McMAHON, Susana. Ph.D. O terapeuta de bolso: respostas inspiradoras às perguntas mais comuns na terapia individual. São Paulo: Editora Gente, 2005.

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