domingo, 18 de junho de 2017


Ao rever as postagens no meu Portfólio de Aprendizagens (blog), tarefa do Seminário Integrador V, percebi o quanto desenvolvemos e praticamos conceitos sobre educação na sequência do curso de PEAD. Teve lugar, inclusive, para construção destes conceitos. Observação, interpretação, pesquisa, projeto, entre outros, são conceitos que tomaram conta de nossas reflexões no curso e, por determinação, em nossa prática na escola.

Neste contexto, nosso desafio é continuar traçando esta rede de conhecimentos e experimentar novas formas de abordagens pedagógicas. Mas este universo é tão amplo que as aprendizagens nunca se extinguem. A cada tarefa, passo ou reflexão, ampliamos os limites da interpretação e sempre tem lugar para outros olhares. Assim, o planejamento tem lugar de destaque, tanto na nossa vida quanto em nossa profissão. É com ele que priorizaremos as nossas ações e metas, dando a cada experiência diária o significado que ela merece.

Nossos pensamentos podem ser organizados para que nossos planos sejam significativos e viáveis. Ao organizarmos uma aula ou um projeto, por exemplo, determinamos de maneira lógica, o que vem antes e o que vem depois. É a forma de ordenar em etapas para que se estabeleça a formação e não apenas a informação na escola. Nas palavras de Vasconcellos (1999, p. 46):

O planejar, no sentido autêntico, é para o professor um caminho de elaboração teórica, de produção de teoria, da sua teoria! É evidente que, num ritual alienado, quando muito o que pode acontecer é tentar aplicar, ser um simples ‘consumidor’ de ideias/teorias elaboradas por terceiros; mas quando feito a partir de uma necessidade pessoal, o planejamento torna-se uma ferramenta de trabalho intelectual. (VASCONCELLOS, 1999, p. 46).


Planejar, então, está ligado ao nosso interesse pessoal em participar de algo e vê-lo acontecer. Se estas ações envolverem um projeto, e ele for coletivo, os interesses e os compromissos se somam, aumentando sua viabilidade. Se pensarmos, por exemplo, em algo maior, como o Projeto Político Pedagógico de uma escola, teremos a dimensão da importância da construção coletiva, com a interação de pensamentos de seus construtores e de um consenso necessário e agregador das diversidades da comunidade escolar.

Às vezes, até pequenas iniciativas já fazem a diferença. Se planejo para uma aula e ela foi o foco da aprendizagem, o sucesso me dará condições de almejar algo mais. Talvez a parceria com meus colegas e, de uma aula, quem sabe, acabamos em um projeto de área ou, com a participação efetiva do grupo, em uma proposta pedagógica maior de transformação da escola.

No entanto, é preciso um começo. Um pensamento inicial que implica em passos de um processo e uma caminhada que parte de dentro da escola, onde a participação de todos fortalece a unidade, não a uniformidade. É planejar para melhorar as relações na instituição e dar um referencial de grupo para concretizar nossas concepções pedagógicas.


REFERÊNCIAS:

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. 5ª ed. São Paulo: Libertad, 1999.


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