Ao
rever as postagens no meu Portfólio de Aprendizagens (blog), tarefa do
Seminário Integrador V, percebi o quanto desenvolvemos e praticamos conceitos
sobre educação na sequência do curso de PEAD. Teve lugar, inclusive, para
construção destes conceitos. Observação, interpretação, pesquisa, projeto,
entre outros, são conceitos que tomaram conta de nossas reflexões no curso e,
por determinação, em nossa prática na escola.
Neste
contexto, nosso desafio é continuar traçando esta rede de conhecimentos e
experimentar novas formas de abordagens pedagógicas. Mas este universo é tão
amplo que as aprendizagens nunca se extinguem. A cada tarefa, passo ou
reflexão, ampliamos os limites da interpretação e sempre tem lugar para outros
olhares. Assim, o planejamento tem lugar de destaque, tanto na nossa vida
quanto em nossa profissão. É com ele que priorizaremos as nossas ações e metas,
dando a cada experiência diária o significado que ela merece.
Nossos
pensamentos podem ser organizados para que nossos planos sejam significativos e
viáveis. Ao organizarmos uma aula ou um projeto, por exemplo, determinamos de
maneira lógica, o que vem antes e o que vem depois. É a forma de ordenar em
etapas para que se estabeleça a formação e não apenas a informação na escola.
Nas palavras de Vasconcellos (1999, p. 46):
O planejar, no
sentido autêntico, é para o professor um caminho de elaboração teórica, de
produção de teoria, da sua teoria! É evidente que, num ritual alienado, quando
muito o que pode acontecer é tentar aplicar, ser um simples ‘consumidor’ de
ideias/teorias elaboradas por terceiros; mas quando feito a partir de uma
necessidade pessoal, o planejamento torna-se uma ferramenta de trabalho
intelectual. (VASCONCELLOS, 1999, p. 46).
Planejar,
então, está ligado ao nosso interesse pessoal em participar de algo e vê-lo
acontecer. Se estas ações envolverem um projeto, e ele for coletivo, os
interesses e os compromissos se somam, aumentando sua viabilidade. Se
pensarmos, por exemplo, em algo maior, como o Projeto Político Pedagógico de
uma escola, teremos a dimensão da importância da construção coletiva, com a
interação de pensamentos de seus construtores e de um consenso necessário e
agregador das diversidades da comunidade escolar.
Às vezes,
até pequenas iniciativas já fazem a diferença. Se planejo para uma aula e ela
foi o foco da aprendizagem, o sucesso me dará condições de almejar algo mais.
Talvez a parceria com meus colegas e, de uma aula, quem sabe, acabamos em um
projeto de área ou, com a participação efetiva do grupo, em uma proposta
pedagógica maior de transformação da escola.
No
entanto, é preciso um começo. Um pensamento inicial que implica em passos de um
processo e uma caminhada que parte de dentro da escola, onde a participação de
todos fortalece a unidade, não a uniformidade. É planejar para melhorar as
relações na instituição e dar um referencial de grupo para concretizar nossas
concepções pedagógicas.
REFERÊNCIAS:
VASCONCELLOS,
Celso dos Santos. Planejamento: Projeto
de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico – elementos metodológicos
para elaboração e realização. 5ª
ed. São Paulo: Libertad, 1999.

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