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| INTEGRAÇÃO JÁ! |
Conhecimento é poder, mas
ele realmente tem valor quando compõe um significado na vida das pessoas. Como
professora, sempre busquei razões para justificar o ensino dos conteúdos, bem
como aprendi a encontrar relações entre eles para melhor articulá-los.
Compartilho, então, minha postagem de dezembro de 2017, Diálogo
entre os saberes , onde destaco a importância de ultrapassar o limite que a
disciplina (conteúdo) nos impõe em busca das relações entre os conhecimentos. É
na integração e não na fragmentação, conforme Edgar Morin (2003), que podemos
interagir com diferentes realidades, expandindo a mente humana.
Com este perfil,
vivenciei um estágio na Educação de Jovens e Adultos que me fez repensar sobre
a formação dos professores que atuam nesta modalidade. Ao planejar e
concretizar minhas aulas, precisei não só ter conhecimento do sujeito da EJA,
mas também ampliar minha visão para compreender as diversas realidades mescladas
em sala de aula. Constatei, então, que uma integração curricular atende de
maneira mais eficaz como prática pedagógica, pautando no significado e não
apenas em mais informações a serem memorizadas. Volto, assim, a valorizar a
contextualização e a integração dos conceitos para que possam servir de
identificação e crescimento para os alunos, evitando a alienação trazida pela
compartimentação dos saberes.
Contudo, muita
reflexão precisa ser feita, inclusive na busca de metodologias adequadas para a
docência na EJA. Apesar de haver muitos exemplos de improvisação docente nesta
área, é fundamental o compromisso de qualificação que o educador deve adotar
para contribuir com o processo de aprendizagem significativa, bem como
acreditar que pode potencializar os saberes de seus alunos e oportunizar sua
verdadeira inclusão na sociedade. Nas palavras de Capucho (2012, p. 78):
A experiência em
formação de professores(as) de jovens e adultos(as) tem revelado que dentre as
inúmeras qualificações necessárias aos profissionais da EJA o comprometimento
com um outro mundo possível se faz imprescindível. (CAPUCHO, 2012, p. 78).
Portanto, como
professores, precisamos acreditar que é possível mudarmos o mundo quando
trabalhamos para garantir os direitos de educação e de socialização para todas
as pessoas que, como alunos, buscam estes direitos ao entrarem na escola. Enfim,
estagiar na EJA fortaleceu meu compromisso profissional de sempre respeitar as
diferenças, procurando conhecer e valorizar as singularidades para que o
conhecimento possa ser integrado para poder ser construído por todos.
REFERÊNCIAS:
CAPUCHO,
Vera. Educação de jovens e adultos:
prática pedagógica e fortalecimento da cidadania. São Paulo: Cortez, 2012.
MORIN,
Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a
reforma, reformar o pensamento. 8ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
2003.

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