sábado, 6 de outubro de 2018




Esta semana iniciei meu estágio do curso de Pedagogia em uma turma na EJA (Educação de Jovens e Adultos), etapas iniciais (alfabetização). Após um período de observações, elaborei um planejamento procurando atender as singularidades identificadas na turma. Com quinze adultos de idades diferentes, a turma se caracteriza por uma heterogeneidade de conceitos e valores, o que me trouxe momentos de insegurança quanto aos métodos inicialmente adotados. No entanto, por estar na fase de estágio, este também é meu momento de aprendizado, devendo, portanto, aproveitar estas experiências para refletir tanto sobre o processo de alfabetização quanto de construção do conhecimento como um todo.

Como a turma tem perfil de uma escolarização inclusiva, cada aluno tem sua história de vida e seu processo muito peculiar de aprendizagem. Aprendi, neste início de estágio, a formatar um planejamento flexível, com abordagens diversificadas para atender melhor as diferenças, sejam ela intelectuais, práticas ou de valores. Percebi, também, que não existem métodos prontos, nem atividades definitivas para a aprendizagem. É na experimentação e no erro que achamos novos caminhos para direcionar um processo que visa construir conhecimento. Ao mesmo tempo, o papel do grupo é fundamental. Os colegas se reforçam nas atitudes de colaboração e de uma rotina diária que os une como turma e como parceiros de aprendizagens. Nas palavras de Machado (2011, p. 72):

No processo de escolarização inclusivo, o erro deve ser considerado parte integrante da aprendizagem, não pode ser sinônimo de nota baixa ou de “caneta vermelha” nas produções dos alunos. A aprendizagem sugere dúvidas, acertos, erros, avanços, descobertas. Suas fases não são lineares e constituem processos coletivos e/ou individuais, daí a importância do grupo e da colaboração entre os alunos da turma. Quando o conhecimento está imerso em uma rede de significações, o aluno efetivamente aprende, seja em grupo, seja individualmente. (MACHADO, 2011, p. 72).

E por falar em rede de significações, acredito que este seja o ponto de referência para minhas aulas. Buscar abordagens que promovam associações entre a vida dos alunos com a necessidade de aprender novas habilidades, sendo que eles possam, através delas, construir seu próprio conhecimento. Assim, prevejo muita pesquisa, interpretação e interatividade durante toda minha trajetória do estágio, o que justifica minha escolha profissional: a de ser uma educadora.

REFERÊNCIAS:

MACHADO, Rosângela. Educação inclusiva: revisar e refazer a cultura escolar. In: MANTOAN, Maria Teresa Eglér. (org.). O desafio das diferenças na escola. 4ª ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.


Um comentário:

  1. Parabéns Educadora! Estás brilhando! Orgulho de te ter aqui para ler teus escritos. Me delicio! Isso é bom por de +. Segue, segue escrevendo que sigo por aqui te acompanhando. Ah lembra que ainda tens que fazer a tarefa envolvendo a escrita com os 4 primeiros semestres do Curso ? Abraço, Betynha - Tutora PEAD2/UFRGS - Seminário Integrador, Eixo VIII.

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